quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PBH Versus Autistas - Dzaí.com.br :: Manifeste o seu mundo.

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Prefeitura de Belo Horizonte X Autistas



Versus




No ultimo dia 23/12/2011, o Prefeito de BH Sr Márcio  Araújo de Lacerda PSB, garantiu de presente de natal para os mais de 19 mil Autistas de BH e suas familia, o VETO do projeto de Lei 1794/2011 de Autoria do Vereador Leonardo Mattos, militante pelos direitos dos Deficientes e Autistas.

Alegando que a inciativa é louvavel porém o projeto pode gerar segregação dos mesmos. E que autismo não é deficiencia. Porém segundo o novo conceito criado recentemente já existe a Deficencia Psicosocial onde podemos considerar a inclusão dos Autistas. E sem falar que maior parte dos Autistas não falar, engraçado os mudo também não falam é são considerados deficentes.
Muitos Autistas devido a sindrome finjem que não escutam, não respondem ao ser chamado  verbalmente, mas o surdo também não responde ao ser chamado verbalmente, é nos surdos isso é considerado deficiencia por que compromete sua relação com o meio, então podemos entender que este julgamento é somente de interpretação e ideológico.

Pois até mesmo a ONU já recomendou que o Autismo Seja reconhecido como deficiencia.
Não entendemos ainda o por que Todo o Brasil ainda não tem respondido a ONU.
Afinal somos signatarios, isso nos compromete a assumir as decisões tomadas na ONU.

Agora precisamos de apoio de toda a Sociedade cívil, ONG e Associações, para que juntos possamos derrubar o VETO que priva mais uma vez os Autistas dos seus direitos garantido na constituição, que a muito tem sido negligenciado.

Abçs Azuis

Autismo BH precisa conhecer!!!

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Deficiência Psicossocial - A Nova Categoria de Deficiência.



DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL

A Nova Categoria de Deficiência

Romeu Kazumi Sassaki, 2010.

Citação bibliográfica
SASSAKI, Romeu Kazumi. Deficiência psicossocial: a nova categoria de deficiência. Fortaleza: Agenda 2011 do Portador de Eficiência, 2010.
 

A deficiência psicossocial ― também chamada “deficiência psiquiátrica” ou “deficiência por saúde mental” ― foi incluída no rol de deficiências pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13/12/06.
No Artigo 1 (Propósito), a Convenção afirma que “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.” Trata-se de uma afirmação e não de uma definição. Se fosse uma definição, ela estaria no Artigo 2 (Definições).
De acordo com essa afirmação:

Se uma pessoa tem impedimentos...
Ela é uma pessoa...
... de natureza física
... com deficiência física
... de natureza mental (saúde mental)
... com deficiência psicossocial
... de natureza intelectual
... com deficiência intelectual
... de natureza sensorial (auditiva)
... com deficiência auditiva
... de natureza sensorial (visual)
... com deficiência visual


A inserção do tema “deficiência psicossocial” representa uma histórica vitória da luta de pessoas com deficiência psicossocial, familiares, amigos, usuários e trabalhadores da saúde mental, provedores de serviços de reabilitação física ou profissional, pesquisadores, ativistas do movimento de vida independente e demais pessoas em várias partes do mundo.
Convém salientar que o termo “pessoa com deficiência psicossocial” não é o mesmo que “pessoa com transtorno mental”. Trata-se, isto sim, de “pessoa com sequela de transtorno mental”, uma pessoa cujo quadro psiquiátrico já se estabilizou. Os transtornos mentais mais comuns são: mania, esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia. O Dr. João Navajas já dizia em 1997: “Se houver sequelas, essas pessoas poderão se adequar às limitações sem deixar suas atividades do dia a dia, como estudar ou trabalhar” (Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes).
Também alunos com certos tipos de transtorno global do desenvolvimento (TGD) poderão, a partir de agora, fazer parte do segmento das pessoas com deficiência e beneficiar-se das medidas asseguradas na CDPD. Alguns desses tipos são: síndrome de Rett, síndrome de Asperger, psicose (
http://lucimaramaia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=8) e autismo (“Autismo: inserção social é possível?”, Cinthia Pascueto, Jornal da UFRJ, ed. n. 200, 24/4/03).
Em documentos a respeito da CDPD, a ONU usa o termo “deficiência psicossocial” ao comentar os impedimentos de natureza mental, ou seja, relativa à saúde mental. Um desses documentos produzidos pela ONU é o PowerPoint que explica o conteúdo da CDPD (Secretariado da ONU para a CDPD:
www.un.org/disabilities).
O documento “The United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities: Towards a Unified Field Theory of Disability”, de 22 páginas, ― que originalmente foi uma palestra ministrada em 10/10/09 pelo prof. Gerard Quinn ― é todo dedicado a traçar a trajetória de dois campos, o das deficiências e o da saúde mental, que se desenvolveram paralelamente no passado, mas que foram juntados em igualdade de condições no contexto da CDPD. Gerard Quinn é Diretor do Centro de Lei e Política da Deficiência, da Universidade Nacional da Irlanda (
www.nuigalway.ie/cdlp).
Desta forma, pela primeira vez na história dos direitos humanos, pessoas do campo da saúde mental e pessoas do campo das deficiências trabalharam em torno do mesmo objetivo ― a elaboração da CDPD. Ao cabo de quatro anos, reconhecendo que a sequela de um transtorno mental constitui uma categoria de deficiência, elas a colocaram como deficiência psicossocial junto às tradicionais deficiências (física, intelectual, auditiva e visual).
Com a ratificação da CDPD por um crescente número de países-membros da ONU, estabelece-se uma ótima perspectiva para profundas mudanças nos procedimentos destes dois campos. Pois, mais de 40% dos países ainda não possuem políticas públicas para pessoas com deficiência psicossocial e mais de 30% dos países não possuem programas de saúde mental. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas têm algum tipo de transtorno mental, conforme a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, são 3 milhões de pessoas com transtornos mentais graves (esquizofrenia e transtorno bipolar), mas considerando os tipos menos severos (depressão, ansiedade e transtorno de ajustamento), cerca de 23 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Acontece que em nosso país há somente 1.513 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (
http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2& idnot=7154, 29/6/2010).
.
Grupos de apoio: PcDP
O termo “pessoa com deficiência psicossocial” (PcDP) é relativamente novo, quase contemporâneo do nome anterior, “pessoa com deficiência psiquiátrica”. Mas, estas pessoas já se organizavam em grupos de autoajuda na década de 50, quando eram chamadas “ex-pacientes psiquiátricos”. Na década de 80, consideravam-se “sobreviventes da saúde mental” (ou “sobreviventes da psiquiatria”) e começaram a se chamar “deficientes psiquiátricos”.
De acordo com um estudo feito nos EUA em 1958 pela Joint Commission on Mental Illness and Health (JCMIH), já havia naquele ano mais de 70 organizações de “ex-pacientes psiquiátricos” em 26 estados, sendo 14 na Califórnia. A organização Recovery, Inc. tinha 250 pequenos grupos em 20 estados, totalizando 4.000 membros. Inicialmente, as pessoas se reuniam interessadas em relacionamentos sociais e troca de histórias de vida (“Action for Mental Health”, JCMIH, 1961, p.186-187).
As reuniões eram informais, coordenadas por uma pessoa com deficiência psicossocial ou por um consultor voluntário. O local era geralmente um hospital, clínica ou escritório de órgão público. Em 1989, 1991 e 1996, tive a oportunidade de participar dessas reuniões na Families and Friends Alliance for the Mentally Ill (Aliança de Famílias e Amigos de Pessoas com Transtorno Mental), um grupo que se reunia no Centro de Saúde Mental Acadiana, em Lafayette, Louisiana, EUA.
Hoje, as PcDP que lideram organizações e grupos de apoio são consideradas ativistas ou autodefensoras e lutam pelos seus direitos. Na Colômbia, o projeto “Reconhecimento da Capacidade Jurídica das Pessoas com Deficiências Intelectual e Psicossocial”, é executado pelas organizações Asdown e Fundamental Colombia, que reúnem pessoas com deficiência psicossocial (
http://www.riadis.net/riadis-em-acao-15/inicia-se-execuccedilatildeo-e-seguimento-dos-micr/).
.Para saber mais:


Asoc. Cántabra para la Rehabilitación Psicosocialwww.acarp.org
Assoc. Bras. de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivoswww.abrata.com.br
Assoc. Bras. de Síndrome de Tourette, Tiques e Transtorno Obsessivo Compulsivowww.astoc.org.br
Assoc. dos Familiares, Amigos e Portadores dos Transtornos de Ansiedadewww.aporta.org.br
Assoc. Nacional Pró Saúde Mental (Projeto Fênix)http://www.fenix.org.br/conteudo/material.htm

Rede Voz Pro Salud Mental http://portal.vozprosaludmental.org.mx
World Fellowship

Fonte: Blog Conversando Sobre Inclusão

Autismo no Jornal Hoje em Dia da Record


O  Jornal Norte Americano THE NEW YORK TIMES tem aberto espaço em sua páginas para divulgar e apoiar o movimento de atenção aos Autistas, publicando uma série de noticias sobre autistas e Asperger.

Vale apena conferir.

Veja uma das matérias .

THE NEW YORK TIMES


 
Vale apena conferir.
 
Veja uma das matérias .
 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O potencial oculto de crianças autistas

Que testes de inteligência pode ser vista quando se trata de autismo

Por Rose Eveleth | 30 de novembro de 2011 | 44

Quando eu estava na quinta série, meu irmão Alex começou a corrigir a minha lição de casa. Isto não teria sido estranho, exceto que ele estava no jardim de infância e autistas. Sua doença, caracterizada por comportamentos repetitivos e dificuldades com as interações sociais e de comunicação, tornou difícil para ele ouvir seus professores. Ele era freqüentemente expulso da classe por não ser capaz de se sentar por mais de alguns segundos de cada vez. Mesmo agora, quase 15 anos depois, ele ainda pode apenas riscar seu nome. Mas ele podia olhar para a minha página de palavras cuidadosamente escritas ou problemas de matemática e escolher quais os que estavam errados.
Muitos pesquisadores estão começando a repensar o quanto nós realmente sabemos sobre as pessoas autistas e suas habilidades. Esses pesquisadores estão chegando à conclusão de que poderíamos estar subestimando o que eles são capazes de contribuir para a sociedade. O autismo é uma doença com duas extremidades do espectro muito diferente. Em um extremo estão "alto funcionamento" pessoas que muitas vezes têm empregos e manter amigos e pode se dar bem no mundo. Na outra, "baixo funcionamento" lado são pessoas que não podem operar por conta própria. Muitos deles são diagnosticados com retardo mental e devem ser mantidos sob cuidado constante. Mas esses diagnósticos se concentrar no que as pessoas autistas não pode fazer. Agora um número crescente de cientistas estão se voltando que cerca de olhar para o que as pessoas autistas são bons.
Pesquisadores têm considerado por muito tempo a maioria das pessoas afetadas pelo autismo ser mentalmente retardado. Embora os números citados variam, eles geralmente se enquadram entre 70 a 80 por cento da população afetada. Mas quando Meredyth Edelson, um pesquisador da Universidade Willamette, fui procurar a fonte das estatísticas, ela ficou surpresa que ela não conseguia encontrar nada conclusivo. Muitas das conclusões foram baseadas em testes de inteligência, que tendem a superestimar a incapacidade em pessoas autistas. "Nosso conhecimento é baseado em dados ruins bonita", diz ela.
Este potencial escondido foi recentemente reconhecido por Laurent Mottron, psiquiatra da Universidade de Montreal. Em um artigo publicado no 03 de novembro da revista Nature, ele conta sua própria experiência de trabalho com alto grau de funcionamento as pessoas autistas em seu laboratório, que lhe mostrou o poder do cérebro autista, em vez de suas limitações. Mottron conclui que, talvez, o autismo não é realmente uma doença em tudo, que talvez seja apenas uma maneira diferente de olhar o mundo que deve ser comemorado, em vez de vistos como patologia.
Tendo crescido com dois irmãos autistas-Alex, quatro anos mais novo que eu, e Decker, que é de oito anos mais jovem-Mottron anéis de conclusão verdadeira. Como eu assisti-los percorrer as escolas públicas, tornou-se muito claro que havia uma grande diferença entre o que os professores se espera deles e que eles poderiam fazer. Claro, autismo os impediu de certa forma, que muitas vezes fez escola de difícil, no entanto, também parecia dar-lhes novas formas e útil de ver o mundo, que muitas vezes não aparecem nos testes de inteligência normal.
Isso é porque o teste de inteligência em pessoas autistas é difícil. A pessoa média pode se sentar e tomar um teste administrado oralmente, tempo, sem muitos problemas. Mas para uma pessoa autista com capacidade de linguagem limitada, que pode ser facilmente distraído por informação sensorial, esta tarefa é muito difícil. A maioria dos testes de inteligência normalmente administrados, a Escala Wechsler de Inteligência para Crianças (WISC) quase parece destinado a reprovar uma pessoa autista: é um completamente verbal, teste cronometrado que depende fortemente de conhecimento cultural e social. Ela faz perguntas como "Qual é a coisa a fazer se você encontrar um envelope na rua, que é selado, dirigido e tem um novo selo sobre ele?" e "Qual é a coisa a fazer quando você cortar seu dedo?"

Este ano Decker foi expulso de um teste muito parecido com WISC. A cada três anos, como ele se move através do sistema de ensino público, seu progresso é re-avaliada como uma parte de seu Plano de Educação Individualizada um conjunto de orientações destinadas a ajudar as pessoas com deficiência alcançar seu objetivo educacional.
Este ano, como parte do teste, a mulher entregar as perguntas lhe perguntou: "Você descobre que alguém vai se casar. O que é uma questão apropriada para pedir-lhes?"
Resposta do meu irmão: "Que tipo de bolo você está tendo?"
O proctor balançou a cabeça. Não, ela disse, isso não é uma resposta correta. Tente novamente. Ele franziu o cenho na maneira que nós todos aprendemos a ser cautelosos com-it é o rosto que acontece antes que ele começa a desligar e disse: "Eu não tenho outra pergunta. Isso é o que peço." E foi isso. Ele não iria fornecer-lhe outra pergunta, e ela não iria passar sem um. Ele falhou a essa pergunta e nunca terminou o teste.
Um teste não tem de ser assim. Outras medidas, como as Matrizes Progressivas de Raven ou o teste de inteligência não-verbal (TONI), evitar essas dificuldades comportamentais e de linguagem. Eles perguntam as crianças para completar designs e padrões, com instruções na sua maioria não-verbal. E ainda que muitas vezes não são usados.

A criança média vai marcar todo o percentil igual para todos estes testes, tanto verbais e não verbais. Mas uma criança autista não. Isabelle Soulieres, pesquisador da Universidade de Harvard, fez um grupo de autistas tanto WISC eo teste de Raven para medir a diferença entre os dois grupos. Embora ela esperava uma diferença, ela ficou surpresa com o quão grande a diferença era. Em média, os alunos autistas realizada 30 pontos percentuais melhor no teste de Raven do que no WISC. Algumas crianças saltou 70 pontos percentuais. "Dependendo de qual teste você usa, você tem uma imagem muito diferente do potencial das crianças", diz ela. Outros estudos têm confirmado essa lacuna, embora tivessem encontrado um menor salto entre os testes.
O "alto funcionamento" crianças autistas, com a versão menos grave da deficiência, não foram os únicos a pontuação mais elevada. Soulieres realizou um estudo recentemente em uma escola para crianças autistas considerados intelectualmente deficientes. Utilizando o teste de Raven, ela descobriu que cerca de metade deles marcados na faixa média para a população em geral. "Muitos daqueles que são considerados de baixo funcionamento, se você dar-lhes outros testes de inteligência, você vai encontrar potencial escondido", diz ela. "Eles podem resolver problemas muito complexos, se você dar-lhes material que eles podem perfeitamente processo."
O que isto significa, diz ela, é que as escolas estão subestimando as habilidades de crianças autistas em todo o espectro. O uso difundido do WISC nas escolas tem ajudado a definir expectativas de crianças autistas muito baixa assumindo que eles não serão capazes de aprender as mesmas coisas que a criança média pode. Com base nos resultados de teste, as pessoas chegaram à conclusão de que as crianças autistas não conseguem aprender, quando talvez eles não aprendem da mesma maneira que outras pessoas fazem.
O potencial oculto de pessoas autistas parece cair em áreas comuns-tarefas que envolvem reconhecimento de padrões, raciocínio lógico e escolhendo irregularidades nos dados ou argumentos. Soulieres descreve o trabalho com uma mulher autista em seu laboratório, que pode escolher o menor falhas na lógica. "No começo, nós argumentamos com ela", Soulieres ri, "mas quase cada vez, ela está certa, e que estamos errados."
Reconhecer esses talentos, ao invés de empurrá-los de lado para focar os inconvenientes de autismo, poderiam se beneficiar não apenas as pessoas autistas, mas todos os outros também. Mottron crônicas quanto melhor sua ciência começou por trabalhar com o seu parceiro de laboratório autistas. Eu tenho notas muito mais altas no meu dever de casa do que eu teria, sem Alex, apesar de suas correções eram por vezes irritante. E muitos pensam que seu potencial se estende além da ciência a todas as profissões, se for dada a chance direita.
Só porque um teste diz que alguém tem potencial, isso não significa que é fácil de perceber. Professores meu irmão Decker estão convencidos e os testes confirmarem-que ele tem potencial escondido. Mas em sala de aula, muitas vezes ele cai para trás ao tentar ouvir instruções e fica frustrado ao tentar alcançá-lo. "Isso não significa que é fácil para eles na vida cotidiana, ou que é fácil para os pais ou professores", diz Soulieres. "Mas isso mostra que eles têm esse potencial de raciocínio, e talvez tenhamos de começar a ensinar-los de forma diferente e parar de fazer a suposição de que eles não vão aprender."
Mais e mais pessoas estão começando a imaginar o que pode estar oculto gemas no cérebro autista. E se meus irmãos são alguma indicação, se continuarmos a olhar, vamos encontrá-los.

Tradutor Gloogle

Fonte: http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=the-hidden-potential-of-autistic-kids&WT.mc_id=SA_emailfriend&mid=55

domingo, 18 de dezembro de 2011

LIONEL MESSI - Uma Lição de Vida

Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona.
Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de "La Pulga". E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?
O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona... E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de... 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no "Miniestadi". Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça "de las seis copas": campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de... 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como... 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos...
Lionel Andrés Messi
22 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina
Palmarés: campeão espanha (2005, 2006, 2009), taça do rei (2009); supertaça espanha (2005, 2006, 2009); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).
Fonte: Vivencia Autistica

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Nível de estresse de soldado

"O nível de estresse em mães de pessoas com autismo assemelha-se ao estresse crônico apresentado por soldados combatentes, segundo estudo feito com famílias norte-americanas e divulgado no Journal of Autism and Developmental Disorders . De acordo com a pesquisa, mães que convivem com o autismo dos filhos empenham por dia duas horas a mais com cuidados do que as mães de crianças sem a síndrome, e têm mais interrupções quando estão no trabalho.
Ao longo do dia, elas também apresentaram duas vezes mais probabilidade de estarem cansadas e três vezes mais chances de passarem por um evento estressante. Segundo os responsáveis pelo estudo, é desconhecido o efeito em longo prazo sobre a saúde física dessas mães, já que o elevado estresse pode afetar o nível de glicose, o funcionamento do sistema imunológico e a atividade mental."

Fonte: Blog A mãe do Autista

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Forum Permanente para Pais de Autista em MG - Fotos

Hoje foi realizado o Primeiro Forum Permanente para pais de Autistas, onde tivemos a participação, de Pais dos Municipios de Nova Lima, BH, Contagem e Santa Luzia. E uma excelente Palestra Ministrada pelo Prof. Renato Sampaio Musicoterapeuta da UFMG. Uma Grande Tarde e um excelente evento.




Autismo o Brasil precisa conhecer!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Forum Permanente para Pais de Autista em MG

Amigos dos Autistas de MG gostaria de lembra-los do
Forum Permanente para pais de Autistas em MG,
Que terá seu encontro inaugural dia 12/12 a partir das 13 :30, contamos com sua participação.

Teremos a Palestra:
 Musicoterapia e Autismo

com o Professor Musicoterapeuta Renato Sampaio da UFMG.
End: Rua Espirito Santo 505 12 andar centro BH MG

Venha você nao pode perder!!!!

Autismo o Brasil Precisa conhecer!!!!!

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Bela Iniciativa, Vale apena conferir !!!!!!!!!!!!

04/12/2011 22:44
Sala de autismo é inaugurada em Patos


Com a ajuda do curso de Jornalismo das FIP, a APAE ganhou um espaço para as crianças autistas.
Fruto de um trabalho de assessoria de comunicação dos alunos do 6º período de Jornalismo das Faculdades Integradas de Patos (FIP), a sala de autismo da Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais (APAE) foi inaugurada nesta sexta – feira, 2, por volta das 10h00 da manhã. A sala, composta por brinquedos, jogos e materiais pedagógicos, atenderá autistas e pessoas com outros tipos de deficiência, seja motora ou intelectual.
Bolas suíças, jogos de xadrez, escorregador, flautas, ursos de pelúcia, entre outros, são os materiais que vão auxiliar pessoas como Daniel Pereira de Araújo, um ano, a se desenvolver socialmente. Sua mãe, a dona de casa Joana D’ Arc Pereira de Araújo, já despediu seis babás, por elas não saberem lidar com o temperamento especial de Daniel. “Ele sempre foi muito calmo e quieto mas, às vezes, tornava – se estressado e agressivo, sem querer dormir à noite”. Joana revela ter sido ameaçada por um motorista de ônibus, durante uma viagem para João Pessoa. “Ele queria me deixar no meio do caminho, por que o Daniel começou a bater no vidro de uma das janelas do ônibus”. Ela viajou para a capital paraibana, a fim de levar o filho para fazer exames. “Arrecadei R$ 1.000,00, com a ajuda de familiares, amigos e políticos para fazer os exames do Daniel”. Diagnosticado no dia 20 de novembro como autista, Daniel agora é um dos primeiros matriculados na sala de autismo da APAE. “Acredito muito no trabalho da APAE; o meu filho é uma pessoa especial e vai ser, a cada dia, mais especial ainda”, revelou Joana.
A ideia de formar a sala surgiu logo após Conceição Campelo, presidente da APAE, participar de um curso de autismo no Recife. Depois disso, ela entrou em contato com Josiane Carla, jornalista e professora das FIP, a fim de elaborar uma estratégia para realizar o empreendimento. Josiane pôs em prática, juntamente com os alunos do 6º período de jornalismo, uma ação em conjunto para arrecadar material para a sala. “Lá no curso não queremos formar profissionais que apenas informam, queremos criar jornalista para a vida”, revelou a professora. Ela lembrou também que a cada dia que passa aumenta a quantidade de autistas na região de Patos e também na própria APAE.
Valdevânia Bezerra, aluna do 6º período de jornalismo, falou como foi o trabalho empreendido por ela e por seus colegas para conseguir arrecadar as doações para a composição da sala: “Todo mundo teve o mesmo ideal”, declarou. “Saímos divulgando a campanha, mostrando a cada um o que é a APAE e o que é o autismo; ai as pessoas começaram a perceber que a APAE precisa mesmo de ajuda para funcionar”, a estudante completou.
“Pretendemos fazer com que as crianças aprendam a ter mais atenção e a melhorar o comportamento”, enfatizou Conceição Campelo. “Porém, as crianças só se desenvolvem aqui se  a APAE continuar a receber ajuda”, ela lembrou. Para ajudar a instituição é preciso se dirigir à mesma e fazer uma doação na forma de alimentos e/ou roupas.
A APAE de Patos está localizada na Rua Projetada, s/n, quadra 13, no loteamento Dr. Geraldo Carvalho. Conceição lembra que as atividades na instituição só vão até o dia 16 de dezembro, sendo retomadas somente em fevereiro. Por isso, os doadores têm que ficar atentos para efetuarem as suas doações nos dias que antecedem ou que sucedem esse período de férias.
sala
sala
http://www.apaepatospb.org.br/
Felizardo Alves
José Davyd
Josenildo Pereira
Vanderlei Miron

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O dia On line Desastre - Situação lamentavel

Menino com autismo se mata enforcado após sofrer bullying

David foi encontrado enforcado em seu quarto | Foto: Reprodução Internet
Lancashire (Inglaterra) - Um menino de 12 anos com autismo se matou enforcado, na última segunda-feira após sofre bullying de um grupo de meninas de sua escola em Lancashire, na inglaterra. Michael Raven foi encontrado inconsciente em seu quarto, ele ainda chegou a ser levado para um hospital local, mas foi declarado morto pouco tempo depois.

De acordo com a mãe de uma das alunas da escola, Michael estava sendo atormentado por um grupo de meninas de 8 anos. Elas pertubavam o menino devido ao seu problema. David Whyte, diretora da escola, disse que funcionários não estavam cientes que o menino estaria sofrendo bullying.

O boato de que o motivo da morte de David foi o bullying surgiu logo após o falecimento foi anunciado na escola. Uma série de afirmações surgiram no Facebook de alunos da instituição. O caso está sendo investigado pela polícia local. As informações são do jornal inglês Daily Mail.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Carmen Zanotto quer ampliar atendimento a portadores de autismo

28/11/2011


Carmen Zanotto quer ampliar atendimento a portadores de autismo

Por: Roberto Emerich

A deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) apresentou emenda a Medida Provisória (MP) 550/2011, que garante aos portadores de autismo e seus familiares empréstimos subsidiados para a compra de equipamentos especiais. Originalmente, a MP garante o direito apenas aos portadores de deficiência e não inclui os autistas. Para Carmen, o distúrbio precisa ser observado e acompanhado pelo estado.

A medida autoriza empréstimos bancários para a aquisição de bens e serviços de tecnologia destinados a pessoas com deficiência. Eles poderão ser feitos por famílias com renda mensal de até dez salários mínimos. As instituições financeiras públicas federais serão subsidiadas pelos créditos concedidos.

Apesar de deixar em aberto o termo “deficiência”, no texto da proposta não fica claro que os autistas serão beneficiados com a medida. Carmen Zanotto lembrou que os autistas sofrem diversas dificuldades, assim como os deficientes físicos e intelectuais. Para ela, a medida é injusta por não atender a esse segmento da sociedade. “Só as famílias, que tem um autista no meio familiar, sabem o número de conflitos enfrentados pelo comportamento de quem sofre do distúrbio”, afirmou.

A deputada argumenta que os familiares e o autista precisam ser acompanhados e protegidos por meio das políticas públicas. A parlamentar defendeu ainda mais avanços para que os deficientes sejam vistos pela sociedade brasileira como cidadãos. Segundo ela, para que isso ocorra é necessário garantir estudo, trabalho e tecnologia de acessibilidade a essas pessoas.

A parlamentar mostrou otimismo em relação a emenda e acredita que ela será acatada pelo relator da matéria. “Eu entendo, e acredito, que a nossa emenda vai ser aceita na MP. Acredito porque existe uma demanda e um clamor da sociedade, em especial as famílias dos portadores de autismo, para que eles sejam incluídos dentro dessas políticas.

Fonte: Site PPS

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Terça-feira, 22 de novembro de 2011

UFSCar sedia evento sobre comportamento autista

| Elton Alisson |Agência FAPESP | 22/11/2011 |

A pesquisa sobre o autismo – uma disfunção global do desenvolvimento que afeta as capacidades de comunicação, socialização e de comportamento de milhares de pessoas em todo o mundo – vem obtendo avanços nos últimos anos que apontam para a melhoria no seu tratamento.

Alguns desses avanços serão discutidos entre os dias 9 a 13 de janeiro na Escola São Paulo de Ciência Avançada, com o apoio da Fapesp: Avanços na Pesquisa e no Tratamento do Comportamento Autista (ESPCA: Autism), na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

O evento é organizado pelo professor Antônio Celso de Noronha Goyos, do Departamento de Psicologia da UFSCar, em parceria com os pesquisadores Caio Miguel, da California State University, e Thomas Higbee, da Utah State University, nos Estados Unidos.

A escola reunirá 40 estudantes de graduação, pós-graduação e pós-doutorado do Brasil e 25 do exterior, que terão aulas com 31 pesquisadores consagrados nas áreas de genética, medicina molecular e tratamento comportamental do autismo, sendo nove brasileiros e 22 provenientes de países como os Estados Unidos, Canadá, Noruega e Espanha.

Entre os pesquisadores do exterior estarão Brian Iwata, da Universidade da Flórida, e Douglas Greer, da Columbia University, ambos dos Estados Unidos. Maria Rita dos Santos e Passos Bueno, professora da Universidade de São Paulo (USP), e Alysson Renato Muotri, professor da Faculdade de Medicina da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, serão alguns dos professores brasileiros.

Bueno tem se dedicado a estudos na área de genética do autismo, realizando mais recentemente pesquisas com células-tronco para compreensão dos mecanismos genéticos associados ao distúrbio neurológico.

Muotri, que realizou
mestrado, doutorado e pós-doutorado com bolsa da FAPESP, anunciou, no fim de 2010, ter conseguido acompanhar, pela primeira vez, o desenvolvimento de neurônios derivados de pacientes com comportamento autista (síndrome de Rett) e revertê-los ao estado normal. O pesquisador acredita que seu estudo abriu a perspectiva de, no futuro, reverter os sintomas do autismo.

“A pesquisa e o tratamento dos pacientes com autismo têm avançado muito nos últimos anos, principalmente em áreas como o desenvolvimento da linguagem e social. E não há, no Brasil, grupos de pesquisa bem estruturados nessa área, como existem nos Estados Unidos e na Europa”, disse Goyos, o organizador do evento, à Agência FAPESP.

De acordo com ele, apesar da excelência, as pesquisas realizadas no país na área são pulverizadas e têm maior ênfase no diagnóstico do que no tratamento dos pacientes, que, quanto mais cedo e de forma intensa for realizado, maiores e melhores são as chances de recuperação. Além disso, a capacitação dos profissionais que atuam no tratamento do distúrbio neurológico, nos níveis clínico e escolar, também é bastante deficiente.

Com base nessa constatação, a programação da ESPCA: Autism foi planejada para possibilitar tanto a formação e atualização de profissionais especializados no atendimento e tratamento de pacientes autistas no país, como também para fomentar a consolidação de grupos de pesquisa na área, especialmente no Estado de São Paulo.

“O único programa de pós-graduação dedicado totalmente à educação especial em todo o Brasil está na UFSCar. É preciso criar mais programas de pós-graduação como esse para atender à demanda e transformar São Paulo em um pólo de formação de pesquisadores nessa área”, sugeriu Goyos.

Aberta ao público

A sessão de abertura da Escola terá entrada livre para o público em geral. Após a solenidade, haverá um painel de discussão, composto por pesquisadores convidados para a Escola, que apresentarão perspectivas dos estudos nas três áreas que produzem o maior número de pesquisas atualmente sobre autismo: genética, medicina molecular e análise comportamental.

A programação do evento será composta por workshops e apresentações orais de pesquisas básicas e avançadas pelos pesquisadores e professores convidados, e sessão de apresentação de pôsteres pelos estudantes participantes.

Os interessados em assistir alguma das apresentações, que serão realizadas em inglês, sem tradução para o português, deverão solicitar a inscrição pelo e-mail espca.autism@gmail.com. As vagas são limitadas.

Mais informações:
www.lahmiei.ufscar.br/espca

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Robótica como terapia para autistas

Robótica como terapia para autistas

Projecto com a APPACDM estende-se a várias cidades

2011-11-21
 Projecto Robótica-Autismo ajuda a comunicar.
Um grupo de investigação da Universidade do Minho, em parceria da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM), está a desenvolver um projecto para a utilização de robôs como meio de comunicação e interacção com alunos autistas. As experiências confirmam que estes conseguem realizar novas tarefas, como sentarem-se num local diferente para brincar com o robô ou realizarem uma actividade com outro colega, tal como a tinham feito com o autómato.

O
projecto Robótica-Autismo tem como objectivo à aplicação de ferramentas robóticas para melhorar a vida social de alunos com autismo, melhorando as suas habilidades de interacção e comunicação com pessoas e em contextos diferentes. “Temos trabalhado competências de interacção e de vocalização”, onde “o jovem teria de ser incentivado a pedir algo que quisesse – dizendo “dá”, por exemplo – e o robô iria trazer-lhe a bola”, explicou Filomena Soares, investigadora responsável.
As actividades visaram incentivar os jovens a interagir, pedir e participar em jogos e iniciativas em conjunto com outras pessoas. A ideia surgiu a partir de contactos já existentes com a instituição, onde se verificou haver terreno favorável para o desenvolvimento do estudo, inspirado em duas teses de mestrado em Electrónica Industrial.

A iniciativa procura igualmente “generalizar o conceito, levando-os para novos ambientes, fora da sala aula e junto de pessoas que nunca tinham visto e são experiências demoradas, nem sempre positivas, mas que acabam por ter um final positivo”, continuou.

A docente acrescenta ainda que “tendo por base a interacção, a comunicação e a vocalização, são definidas actividades muito simples, com competências bem definidas, registando-se a realização de novas tarefas pelos alunos com este tipo de problema, como por exemplo o facto de se sentarem num local diferente na sala de aula para brincar com o robô ou realizarem com outro colega uma actividade previamente realizada com o mesmo robô”, explicou.
Alunos têm de verbalizar que querem a bola para obtê-la.
O facto de este projecto trabalhar contextos diferenciados acaba por influenciar um envolvimento das famílias, que, desta forma, participam no desenvolvimento e beneficiam de uma transferência de competências e de rotinas muito importantes para o contexto familiar. Segundo a investigadora, “revelou-se determinante o papel da APPACDM, que acabou por facilitar a interacção que proporcionou contactos durante o projecto, assim como uma acção de divulgação e partilha onde todos participaram”.

Através do Ministério da Educação, foram já realizados contactos com outras unidades de ensino estruturado, havendo já reuniões com mais quatro centros que se juntam à APPACDM de Braga no desenvolvimento deste projecto. Desta forma, este grupo de investigação passará a trabalhar com utentes de Arouca, A-Ver-O-Mar, Barcelos e Leça da Palmeira, para além de Braga. Estão igualmente a ser estudadas novas formas de interagir com os alunos com autismo em idade escolar, utilizando plataformas robóticas mais robustas e com maiores capacidades.

“Esperemos que a robótica seja um meio promotor, um interface útil para comunicar com esses jovens”, concluiu Filomena Soares.
FONTE: Ciencia Hoje

Inclusão de autistas e defientes mentais nas aulas de Informática