terça-feira, 31 de maio de 2011

INCLUSÃO LIBERDADE DE SER E APRENDER


A Inclusão na Educação Infantill, que busca apresentar aos professores das escolas públicas brasileiras experiências positivas de inclusão na educação infantil. Neste episódio, a inclusão da aluna Luma, de 6 anos, no  Jardim de Infância 316 Sul, Brasília. Luma foi diagnosticada como AUTISTA e tinha um comportamento que dificultava a socialização. Arredia, Luma conseguiu superar suas dificuldades, tornou-se líder entre os colegas, começou a falar e interage bem com todos na escola.

Fonte TV Escola

HIDROTERAPIA





Hidroterapia ou Fisioterapia Aquática é uma atividade terapêutica que consiste em utilizar os recursos
de uma piscina preparada especificamente para este fim com medidas, profundidade,
temperatura, ambiente externo e um profissional especializado na atividade, um fisioterapeuta.

  
   
 O fisioterapeuta é o profissional que está devidamente autorizada por lei a utilizar os princípios físicos

da água com o intuito de reabilitação física em pacientes com distúrbios diversos.
Utilizar piscinas de água quente com finalidade de reabilitação vem de muito tempo atrás na história.
 Acredita-se que os Egípcios usaram os banhos com finalidade terapêutica na história ao redor de 2000 AC.
O banho mineral ou spa existe a
 muito tempo em Merano, Itália. Onde existem as evidências do uso organizado das fontes desde 5000 anos atrás.
Antigos gregos chamavam este tipo de atividade de hidroterapia e têm sido extensivamente
 usada para tratar diversos tipos de pessoas com distúrbios físicos.
A hidroterapia pode ser ser reconhecida como, fisioterapia aquática, hidrocinesioterapia, piscina terapêutica,
 aquaterapia, terapia física aquática entre outras denominações.
A hidroterapia foi desenvolvendo-se até a atualidade e hoje apresenta um nível técnico de desenvolvimento
 comparado a grandes técnicas de cura e reabilitação. Hoje a hidroterapia é voltada quase exclusivamente a
 piscina terapêutica sendo o sinônimo da modalidade.

A cada dia o reconhecimento da Hidroterapia é maior por parte da classe médica e a conduta de prescrever
sessões com intuito de reabilitação cresce paralelamente ao reconhecimento dos pacientes que, realatam um
 reestabelecimento de sua condição física de forma mais acelerada, em alguns casos.
A forma mais comum de hidroterapia é o atendiemtno individual objetivando que,
os princípios físicos da água, juntamente com movimentos específicos, alcancem um
 alto índice de sucesso no tratamento.

Nesta forma de terapia, a água ajuda os pacientes a realizarem seus exercícios mais
facilmente do que em terra. Isso ocorre porque, o peso do paciente fica reduzido
quando submerso em água. Pessoas com problemas como dores nas articulações
são capazes de melhor executar os exercícios na água por causa da redução do peso,
eles podem mover seus membros sem dor e com menor esforço. Os pacientes que estão
] acima do peso, aqueles que sofrem de dor crônica e aquelas com problemas ortopédicos
 irão beneficiar-se com a reabilitação aquática.

A resistência natural da água auxilia no exercício promovendo uma reabilitação prazerosa e sem dor.
 Quando os exercícios são realizados na água, as pessoas com fraturas fortalecem rapidamente sua
musculatura, enquanto que
pacientes com artrite movem seus membros com mais facilidade. Também não há necessidade de
se preocupar com a pressão
 sobre as áreas afetadas. Os exercícios, quando realizado sob a água não apenas ajudam no
 tratamento mas também ajudam
os pacientes a recuperar muito mais rápido.


Os fisioterapeutas que optam pela reabilitação na água conhecem os imensos benefícios que esta
conduta proporciona. Eles usam diferentes exercícios juntamente com equipamentos diversos no
 tratamento. O equipamento
utilizado assemelha-se aos flutuadores que são vistos em piscinas normalmente com algumas adaptações.

Para ajudar os pacientes a equilibrar-se, a massa de água é utilizada enquanto que para
o fortalecimento da musculatura usa-se a resistência da água. Para aqueles com problemas
nos pé esta é uma excelente forma de terapia,
 pois permite caminhar com facilidade. Os pesos também podem ser usados como ajuda na
 manutenção do equilíbrio.

Pacientes se beneficiam enormemente com a reabilitação na água. As pessoas com artrite se
beneficiam consideravelmente tendo uma recuperação mais rápida. É aconselhável que um médico
 seja consultado antes de iniciar.
Um dos fatores determinantes para o crescimento e elevação do nível técnico, foi a redução dos custos de
 construção de piscinas e a busca pelos fisioterapeutas de eficiência e eficácia no atendimento de seus pacientes.

No caso de atletas após uma lesão, doença ou cirurgia, o atleta sofre um aumento da
sensibilidade à dor e perder um pouco da capacidade de suportar o peso sobre a área
 afetada. A água reduz a força da gravidade, o que permite movimento e atividade
 funcional mais confortável. Reabilitação aquática auxilia porque a água suporta o corpo,
reduzindo o esforço conjunto e proporcionando resistência e assistência aos movimentos.
Os atletas podem melhorar a função e mobilidade em um ritmo rápido durante o processo
de cicatrização. Alguns outros benefícios da terapia aquática incluem melhoria da força
 muscular e função cardiovascular, redução do stress, diminuição do edema, aumento da
 circulação e uma maior amplitude de movimento. Maior flexibilidade, equilíbrio e coordenação
 também são resultados comuns desse tipo de terapia no caso de atletas.

A Fisioterapia Aquática pode ser usada em casos:
- Ortopédica;
- Neurológica;
- Reumatológica;
- Pediátrica;
- Respiratória;
- Psicológica.


Benefícios:
- Diminuição da dor
- Promove o relaxamento muscular;
- Diminui espasmos musculares;
- Aumenta o limiar de excitação nervosa, diminuindo a dor;
- Facilita o movimento articular melhorando a ADM;
- Aumenta a circulação periférica;
- Redução de edema;
- Fortalecimento muscular;
- Melhora a musculatura respiratória;
- Reduz a atuação da forca gravitacional;
- Melhora a autoconfiança do paciente {efeito psicológico};
- Melhora dos distúrbios do sono;
- Melhora a ansiedade e o stress;
- Permite realizar a cinésio precocemente em pos-cirúrgicos;
- Permite realizar a cinésio em comprometimentos musculares com graduação de força;
- Diminuição da descarga de peso;
- Estabilização de articulações;
- Propicia e ortostatismo e marcha;
- Estimula equilíbrio e coordenação;
- Previne contraturas musculares e deformidades;
- Favorece o aumento das amplitudes de movimento direta e indiretamente;
- Promove relaxamento muscular / diminuição do tônus;
- Diminui edemas e favorece o retorno venoso;
- Auxilia a ação de músculos fracos;
- Aumenta a força muscular;
- Propicia trabalho respiratório, aumentando a expansibilidade, favorece a expiração

e aumenta a capacidade vital;
- Estimula os movimentos;
- Restabelece e estimula as reações de endireitamento;
- Reeduca os padrões centralizados dos movimentos, que são rotacionais;
- Reeduca os padrões recíprocos de movimento;
- Trabalha padrões funcionais de movimento;
- Aumenta o condicionamento cardiovascular;
- Auxilia na higiene brônquica;
- Diminui as forças compressivas intra-articulares;
- Melhora auto-estima;
- Melhora as Atividades de vida diária;
- Propicia oportunidade de recreação e socialização.


Contra-indicações
- Estados febris;
- Infecções em geral;
- Dificuldade ou insuficiência respiratória aguda;
- Alterações da pressão arterial não controlada;
- Cardiopatia severa;
- Grandes feridas abertas ou úlceras;
- Incontinência fecal e ou urinária imprevisível.


Vestuário
Maiô ou sunga que possibilitem movimentos amplos, roupão para entrada e saída, chinelos

anti-derrapante, touca de pano ou silicone. Evitar uso de accesórios como relógio, pulseira,
anel, brincos e colares.

Onde achar integração Sensorial em BH

CLINICA SENSORIAL 31 3223-3943

CLINICA VIVÊNCIA  313335-9819

CLINICA NÚCLEOS 3492-9248

INTEGRAR 3356-3581

ESPAÇO GENTE 3313-8066 / 3072-3834

O QUE É INTEGRAÇÃO SENSORIAL





O cérebro recebe constantemente grandes quantidades de informação através dos sentidos. É através deles que a criança, conforme aprende a se mover, equilibrar-se e relacionar-se com os objetos e pessoas aos seu redor , aprende sobre o mundo em que vive. O cérebro organiza toda a informação recebida para possibilitar uma resposta. Essa organização que o cérebro dá à informação sensorial é chamada de integração sensorial. Ela permite que dirijamos nossa atenção para produzir comportamento útil e adaptativo e para que nos sintamos bem sobre nós mesmos.
No início da vida o cérebro desenvolve a organização que será a estrutura para comportamento e aprendizagem posteriores. Nesses primeiros anos, os movimentos espontâneos, as brincadeiras que envolvem o corpo todo, são muito eficazes em desenvolver o sistema nervoso.
O cérebro humano frequentemente tem sido comparado a um computador. Ele depende da informação que recebe do ambiente através dos sistemas sensoriais. Depende de informação visual, auditiva , tátil, olfativa e gustativa. Além disso, precisa também de informação sobre gravidade e movimento. O cérebro reune todas essas sensações e as organiza para um plano de ação.
Distúrbio na recepção e organização das informações sensoriais recebidas sobre o mundo vai afetar o desempenho nas demais áreas. Quando a criança não recebe informações sensoriais importantes de forma clara e concisa, pode não estar recebendo o “alimento” que o cérebro precisa para o processo de aprendizagem. Assim, vemos crianças muito inteligentes, que não produzem de acordo com o potencial intelectual que possuem. Podemos então suspeitar que exista uma dificuldade no processamento sensorial
ALGUNS SINAIS DE PROBLEMAS NA INTEGRAÇÃO SENSORIAL
1. Falta de força e tônus muscular, o que pode resultar em má postura e fadiga
2. Má consciência espacial e desenvolvimento pobre da percepção de posição, resultando em insegurança durante os movimentos.
3. Falta de coordenação entre os dois lados do corpo. A criança pode ficar desajeitada e confusa quando as duas mãos precisam trabalhar em conjunto, como para atividades de cortar ou escrever.
4. Falta de coordenação entre os olhos e o corpo, de modo que há uso ineficaz de informação visual para auxiliar no desempenho de ações.
5. Atenção de curta duração. A criança geralmente tem dificuldade em focaliza nas tarefas que precisa fazer.
6. Lentidão ao desempenhar ou aprender tarefas motoras novas, uma vez que precisa pensar sobre cada movimento que faz. Desajeitada, bate-se nas coisas ou cai muito parecendo não ver os obstáculos no caminho.
7. Comportamento hiperativo; a dificuldade em concentração faz com que perceba todas as coisas ao mesmo tempo e não consiga se concentrar em uma só.
8. Sentido tátil mal desenvolvido, fazendo com que não goste de ser tocada, tenha dificuldade em aprender sobre a forma e textura das coisas. Por outro lado, pode não perceber seu espaço pessoal e tocar demais as pessoas, chegar perto demais.
9. Criança extremamente difícil para se alimentar: só come comidas com um certo tipo de textura, ou na mesma temperatura.
10. Apresenta medo excessivo, isola-se
11. Dificuldade em graduar a força que precisa para manipular objetos ou tocar as pessoas.
12. Problemas em usar e entender linvuagem, resultando em problemas na fala, leitura e escrita. Problemas na articulação da fala sem razão aparente
Essas dificuldades tendem a aparecer tanto no lazer quanto no trabalho. Podem não se relacionar bem com os companheiros ou ter de fazer tanto esforço que não se divertem. Nem todos esses sinais precisam estar presentes e geralmente não estão presentes ao mesmo tempo. A intensidade com que aparecem e o número deles que a criança apresenta vão determinar o quanto interferem em sua habilidade de aprender.
O QUE PODE SER FEITO
O brincar é a melhor forma de desenvolver a integração sensorial. Desde pequena a criança naturalmente procura as atividades que promovem uma boa integração da informação recebida através dos sentidos. Ao se movimentar, aprende sobre os limites do seu corpo dentro do espaço que a rodeia. Ao manipular objetos, aprende sobre seu peso, textura, força que precisa para segurá-los. Toda essa informação é recebida para o cérebro, organizada e armazenada, possibilitando que a criança aprenda cada vez mais sobre o mundo em que vive.
O mundo moderno, a vida nas grandes cidades, eliminou uma grande parte do brincar que propicia esse aprendizado natural através das brincadeiras motoras e sensoriais. Cada vez mais a criança está confinada em um espaço, sem oportunidade para as explorações que seu cérebro precisa para se desenvolver. Defrontamo-nos então com uma criança que não sabe canalizar sua energia, organizar seu espaço e se torna mais ativa do que o desejável. Existe uma certa dificuldade em atingir o nível de alerta que o cérebro precisa para realmente se beneficiar do processo educativo. Como pais e professores podemos dar oportunidades enriquecidas para que nossas crianças brinquem de forma a desenvolver melhor a integração sensorial e aprender melhor.
Nos casos em que a informação não é integrada da forma que deveria ser, dizemos que existe uma disfunção de integração sensorial (DIS). Podem então surgir problemas na aprendizagem, auto-estima, relacionamento social ou hiperatividade. Quando há suspeita de que a criança apresenta disfunção de integração sensorial, é indicada uma avaliação por terapeuta ocupacional com especialização nessa área. Dependendo dos resultados da avaliação pode ser indicada uma terapia com uma abordagem de integração sensorial. O termo “disfunção de integração sensorial (DIS)”é um termo guarda-chuva. Sob ele se abrigam várias sub-áreas:
1. Distúrbios de modulação, que incluem:
• Defensividade tátil
• Defensividade sensorial
• Insegurança gravitacional
• Intolerância a movimento
2. Distúrbios de coordenacão
• Integração bilateral e sequenciamento
• Dispraxias (ou dificuldade de planejamento motor)
Um aspecto importante da terapia de integração sensorial é que a motivação da criança e o brincar é que são as ferramentas usadas. Através de um ambiente sensorial enriquecido, recomendações de uma “dieta sensorial” para o lar e brincadeiras que levam a criança a perceber melhor o mundo ao seu redor, essa criança pode desenvolver melhor integração sensorial e vir a produzir de acordo com seu potencial intelectual.


domingo, 29 de maio de 2011

CINOTERAPIA



O termo Cinoterapia tem formação da união do prefixo grego “cino” (cão) ao radical terapia (tratamento), e define a Terapia Facilitada por Cães.
A Terapia Assistida por Animais (TAA) é um recurso que profissionais da área da saúde utilizam, com muito sucesso, a aproximadamente quarenta anos em diversos países. No Brasil, teve início na década de sessenta, através da Dra. Nise da Silveira, médica psiquiatra, que revolucionou o tratamento nessa área, introduzindo a princípio gatos, para fins terapêuticos, abolindo definitivamente técnicas conservadoras como eletrochoque e choque químico, que segundo ela, em nada melhoravam o quadro clínico dos pacientes.

Em Setembro de 2000, aconteceu no Rio de Janeiro, a 9ª. Conferencia Internacional sobre Interação Homem-Animal, despertando o interesse de diferentes profissionais da área da saúde para atuação e pesquisa científica em TAA.

Baseado na experiência positiva de outros projetos, dentro e fora do país, criou-se o “Projeto Nino”, que quando aceito pelo Instituto Veras (Instituição de Ensino conveniada ao SUS), foi prontamente acolhido e muito bem recebido pelas crianças, que com muito prazer e alegria aceitaram o cão como co-terapeuta nas atividades desenvolvidas.

Esse projeto tem como principal objetivo, avaliar e validar os benefícios que a Cinoterapia (Terapia Facilitada por Cães), pode oferecer no tratamento de crianças com Encefalopatia Crônica não Progressiva da Infância, possibilitando o estímulo de áreas cerebrais responsáveis pela emoção e motivação, favorecendo a organização neurológica e possibilitando aumento da capacidade e potencialidade física, psíquica e educativa.

Histórico
Em 2003, após observar a interação de uma sobrinha com Síndrome de Down e um cão da família, Heverton Gonçalves, então acadêmico do curso de Veterinária da Universidade Estácio de Sá, iniciou um trabalho de pesquisa na área de cinoterapia, que originou o “Projeto Nino”.
O primeiro passo para iniciação da pesquisa, foi a seleção dos cães, que na ocasião, optou-se pela raça cocker, utilizando para tanto o método VALHARD. Inicialmente foi realizada uma parceria com o Instituto Veras de Reabilitação, uma instituição de ensino conveniada ao SUS, que trabalha com crianças especiais. Naquela instituição foram realizados os primeiros trabalhos com as crianças e que serviu como fundamento para o desenvolvimento de um trabalho monográfico apresentado em 2007.
Ao realizar esses primeiros experimentos, houve necessidade da participação de outros profissionais, preferencialmente da área da saúde humana, para o desenvolvimento das atividades. Nessa ocasião passou a integrar a equipe a fisioterapeuta Shirley Gomes , que iniciou o trabalho de adaptação dos exercícios da fisioterapia à cinoterapia.
No final de 2006 e ao longo de 2007 o projeto ganhou projeção e dentre as várias conquistas vale destacar a apresentação de um trabalho de conclusão de curso, até então inédito, na Faculdade de veterinária da Universidade Estácio de Sá; a oficialização de uma parceria entre o "Projeto Nino" e a ONG IPC (Instituto para Cidadania Cidade Cultural); diversas aparições na mídia e participações em seminários/congressos

EQÜOTERAPIA





                Eqüoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais.           
                A mais fabulosa conquista do homem? Sem dúvida alguma, o adestramento do cavalo. Atleta de competição, o cavalo pônei ou animal de companhia, ele também pode se revelar um auxiliar de enfermagem extremamente competente no acompanhamento de crianças portadoras de deficiência ou de problemas psicológicos. Muito mais do que uma "muleta" viva, o pônei representa, nesse tipo de situação, o vínculo "milagroso" pelo qual o paciente resgata o contato com o mundo exterior.
                 A eqüoterapia em crianças emprega o cavalo Pônei como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.
                 A interação da criança com o pônei, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolvem formas de socialização, autoconfiança e auto-estima entre a criança e o cavalo.
                 Atualmente, o tratamento equoterápico é bastante difundido, contando com mais de cem centros de estudos nos países desenvolvidos, o maior deles na Itália. A Federação Internacional de Eqüoterapia, com sede na Inglaterra, conta com mais de trinta filiados.
                 No Brasil existe a ANDE, Associação Nacional de Eqüoterapia, criada em 1989, com sede em Brasília, filiada à Federação Internacional e à ANIRE - Associação Nacional Italiana de Recuperação Eqüestre. É a primeira associação de eqüoterapia da América Latina.
                 Vários Estados Brasileiros já utilizam o cavalo pônei no tratamento em crianças portadoras de deficiência e/ou com necessidades especiais. A APAE de Goiânia recebeu a doação de alguns  pôneis para uso em eqüoterapia. Mais recentemente o criador Ataide Assis Ataide doou um pônei para o Centro de eqüoterapia da  APAE de Ipatinga/MG. A Policia Militar do Estado de Minas Gerais também já trabalha com pôneis no tratamento equoterápico.
                 A prática eqüestre favorece ainda uma sadia sociabilidade, que integra o praticante, o cavalo e os profissionais envolvidos. Por ser um trabalho vasto em possibilidades e extremamente dinâmico, que inclui desde o contato e o vínculo afetivo com o animal, até o ato de montá-lo, a Eqüoterapia é destinada não apenas às pessoas especiais, mas também no apoio às dificuldades escolares, casos de dependência física, stress, terceira idade, bem como a todos que procuram novas oportunidades de crescimento, melhoria na qualidade de vida e ainda um melhor equilíbrio tanto físico como mental.

Fonte: Jornal O pequeno Notavel

Curso na Area de Musicoterapia!!!

Curso:

Uma vsão Teorica e vivencial dos recursos corporais, sonoros e musicais e sua aplicabilidade nas aréas de saúde e da Educação!!

Objetivo: Visa instrumentalizar profissionais das aréas clinicas e pedagogicas, com recursos acessiveis de fazer musical em seu sentido mais amplo, englobando aspecto, ludicos que possibilitam trbalhar as questões psicomotoras, emocionais e relacionais do ser.

Carga Horaria:
8 horas aula com turma de 8 alunos

Turma em junho 2011 dia 4 de 8 as 17 horas.
Turma em Julho 2011 dia 30 de 8 as 17 horas.

Facilitadora: Simone Presotti CRP 04 8052 Psicologa e Musicoterapeuta.
Informaçoes:
33770058 e 88650272
www.musicoterapiabh.blogspot.com


Apoie a AMA PIAUI


Quem sou eu

A Associação de Amigos dos Autistas foi criada no ano de 2000 por pais e amigos que querem melhorar a qualidade de vida dos autistas. Este cantinho é pra possamos mostrar o que estamos fazendo e pra que possamos trocar experiências e informações sobre as novas descobertas sobra essa Síndrome que acomete 1% da população mundial. Por que a gente AMA a gente se comunica!


Av Marechal Castelo Branco, 1311 - Ilhotas Teresina - Piauí CEP 64001-810 Fone (86) 3222-3644 e-mails: amapiaui@hotmail.com /amapiaui@gmail.com CNPJ 04.169.928/0001-55

Belorizontinos lutam pelos direitos dos Autistas!!!

AUTISMO
05/05/2011
Audiência discute inclusão do autista em políticas públicas


Audiência discute inclusão do autista em políticas públicasA rede pública de saúde de Belo Horizonte não possui nenhuma instituição de referência para acolhimento em casos de urgência e internação de pessoas autistas. A reclamação foi feita por dezenas de familiares e especialistas que compareceram à audiência realizada pela Comissão de Saúde e Saneamento nesta quarta-feira (04) para tratar do assunto. O vereador Leonardo Mattos (PV), que solicitou a reunião, anunciou a criação de projeto de lei para incluir o autista nas políticas municipais voltadas a deficientes.
Mattos apontou que, uma vez que em Belo Horizonte a doença é classificada como transtorno mental e não como deficiência, “a marginalização dos autistas acarreta perda de vários benefícios concedidos pelo município aos deficientes, como a gratuidade no transporte público, escolas especializadas, tratamento preferencial em postos de saúde e outras ações que minimizam as dificuldades vividas pelos familiares”.

O psicólogo Adilson Aguilar citou outros problemas vividos pelas famílias, como a dificuldade de diagnosticar e tratar a doença, pois a formação dos pediatras não os capacitaria para identificar os casos. Quanto às instituições disponíveis para tratamento de transtornos mentais, o psicólogo disse que a burocracia dificulta a internação de pacientes da capital em unidades como o Centro Psíquico da Adolescência e Infância (Cepai) da Fhemig e o Hospital das Clínicas, já que, segundo ele, as unidades atendem todo o estado e priorizam pacientes do interior.

“Nossos filhos estão sendo atendidos de maneira inadequada e ineficiente. Cada autista tem um tipo de necessidade, mas no município não há tratamento específico”, denunciou Maurício da Silva Moreira, que luta para conseguir atendimento especializado em fonoaudiologia e terapia ocupacional para seus dois filhos portadores de autismo.

Há 13 anos, Maria do Carmo Brandão também busca tratamento especial para o filho. “É um atendimento bastante precário, a começar pelo diagnostico, que é difícil e feito geralmente de forma tardia. Além disso, há uma deficiência muito grande nas equipes de PSF (Programa Saúde da Família) na observação dos sintomas e encaminhamento das crianças às equipes multidisciplinares”, disse.
Atendimento integrado

A coordenadora de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde, Rosimeire Silva, afirmou que cada uma das nove regionais de Belo Horizonte possui uma equipe complementar para o atendimento a deficientes, formada por um psicólogo, um fonoaudiólogo e um terapeuta ocupacional , que no ano passado atendeu 864 crianças, adolescentes e adultos, dos quais 23% são autistas.

Susana Rates, que representou o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, afirmou que é preciso identificar por que os pacientes não estão conseguindo acesso aos equipamentos voltados para tratamento de autismo disponíveis em Belo Horizonte. Ela reconheceu a necessidade de uma maior capacitação dos profissionais da saúde e de uma integração entre as secretarias, já que os sistemas de ensino e transporte público também precisam atender às necessidades dos autistas e familiares.

A diretora da Associação Brasileira de Autismo (Abra), Maria Helena Roscoe, informou que se reuniu com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, solicitando uma série de providências. O encontro foi no dia 2 de abril, Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Entre outras, foram propostas medidas de promoção do diagnóstico precoce, campanhas nacionais de conscientização e capacitação de escolas e centros de saúde para atender situações de urgência.
O que é o autismo
O autismo é um transtorno caracterizado por um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes dos três anos de idade. A pessoa apresenta problemas de interação social e comunicação, comportamentos focalizados e repetitivos. Além disso, há outras manifestações inespecíficas, como fobias, perturbações de sono ou da alimentação e crises de autoagressão.

Também participaram da audiência os vereadores Reinaldo Preto Sacolão (PMDB), Toninho Pinheiro da Vila Pinho (PTdoB), Edinho Ribeiro (PTdoB) e Márcio Almeida (PRP); e José Carlos Dias Filho, representando o secretário municipal de Políticas Sociais, José Raimundo Nahas.

Superintendência de Comunicação Institucional

sábado, 28 de maio de 2011

ONU reconhece autismo como deficiência protegida pela Convenção





Tradução para o português:
O Autismo é uma deficiência complexa, que se manifesta de variadas formas e pode causar bastante desconforto para os que tem e para os que cuidam deles. 
Também é pouco compreendido. Mas, como nós aprendemos mais, torna-se claro que todas as crianças e adultos com autismo podem levar uma vida plena e significativa na sociedade.
Para isso, eles só precisam de maior compreensão e apoio. 
Pessoas com deficiência tem uma dupla carga. Eles enfrentam os desafios diários de sua condição e também as atitudes negativas da sociedade, como apoio insuficiente e a discriminação.
A Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, que entrou em vigor em maio de 2008*, é uma ferramenta poderosa para corrigir essas injustiças.
No dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, conclamo todos os Governos para reafirmar seu compromisso para tornar os Direitos Humanos Universais e uma realidade para todos os que vivem com Autismo. Vamos pesquisar e trabalhar juntos por uma sociedade justa e inclusiva para todos.
Secretário Geral Ban Ki-moon
Mensagem para o dia Mundial de Consciência sobre o Autismo, 2 de abril de 2010
 
*NT no Brasil em Julho de 2008.
Traduzido por Alexandre Mapurunga
Veja mais em http://www.un.org/en/events/autismday/
Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência
 
Fonte BLOG Inclusão e Diversidade

Entrevista com Dra. Temple Granin


A Dra. Temple Grandin encontra-se em uma posição única para dar a pais e parentes um insight do autismo, porque ela mesma tem autismo. Foi diagnosticada na idade de 2 anos e sua vida tem sido cheia de situações novas e desafios. Ela dá palestras sobre autismo pelo mundo afora, aparecendo em vários programas de televisão dos EUA. Seu primeiro livro, "Uma Menina Estranha", já era considerado um clássico nesse campo e deve ser lido por todos aqueles envolvidos com crianças autistas. Seu segundo livro, "Thinking in Pictures", estava começando a receber muita atenção, e logo se tornará outro clássico. Stephen Edelson conheceu Temple Grandin no começo dos anos 1980, quando ambos eram estudantes de graduação na Univerisdade de Illinois, em Champaign-Urbana. Temos a honra de apresentar a entrevista com Temple Grandin (TG), realizada em 1° de fevereiro de 1996 pelo Dr. Stephen Edelson (SE).

SE: Qual sua lembrança mais antiga, e qual era sua idade?

TG: Estava em um programa de verão; tinha apenas cerca de três anos. Posso lembrar das brincadeiras em torno de uma piscininha de plástico. De quando tinha 3 anos e meio, também lembro alguma coisa. Posso lembrar da frustração de não conseguir falar. Eu sabia o que queria dizer, mas não conseguia botar as palavras para fora; assim, apenas gritava. Posso lembrar disso claramente.Posso lembrar de uma vez em que estava em uma sessão de fonoterapia na creche. A professora usava uma varinha, um apontador de quadro-negro, para mandar os alunos fazerem alguma coisa e eu gritava cada vez que ela me apontava. Gritava porque tinham me ensinado, em casa, que nunca se deve apontar um objeto para uma pessoa porque ele pode furar seu olho. Eu não conseguia dizer à professora que tinha aprendido a não apontar coisas para as pessoas.

Também posso lembrar de alguém tocando piano, de marchas em torno do piano e lembro, o que acho que é minha memória mais antiga, de quando fui levada a um hospital para um teste de audição. Não lembro nada do teste, mas lembro que passei a noite no hospital. Eles me deixaram dormir em uma pequena cama com todo tipo de bichos de pelúcia e bonecas.
SE: Quando um pai lhe diz que seu filho foi recentemente diagnosticado com autismo, o que a senhora usualmente lhe diz?

TG: Bem, em primeiro lugar, quero saber a idade da criança.SE: Vamos dizer que a criança tenha menos de 5 anos de idade.

TG: Acredito muito em intervenção precoce. Temos que fazer as crianças autistas relacionarem-se com o mundo. Não se pode permitir que se desliguem. Posso lembrar quando eu desligava; simplesmente, sentava e balançava e deixava a areia escorrer pelos meus dedos. Era capaz de deixar o mundo de fora. Se deixarmos a criança fazer isso, ela não vai se desenvolver. Cada método de intervenção precoce tem sua própria base teórica, mas tenho observado que os bons professores fazem as mesmas coisas, independentemente da teoria. Quando era criancinha, esperava-se de mim que me sentasse à mesa e mostrasse boas maneiras. Pesquisas começam a mostrar que uma criança deveria estar ocupada pelo menos 20 horas por semana. Não penso que importa tanto o programa que se escolhe, desde que mantenha a criança ligada com o terapeuta, professor ou com os pais por pelo menos 20 horas semanais.
Também acredito em um tratamento integrado para o autismo. Um dos meus problemas sensoriais era a sensibilidade auditiva: certos ruídos, como a campainha da escola, feriam meus ouvidos. Parecia uma broca de dentista atravessando meus ouvidos. Era extremamente sensível ao toque, a anágua parecia uma lixa raspando minha pele. Não há meio de uma criança participar de uma aula se sua roupa de baixo parece feita de lixa. Há outros sérios problemas sensoriais, como os problemas visuais que Donna Williams descreve. Quero enfatizar que os problemas sensoriais são diferentes de pessoa para pessoa. Há crianças que têm vários problemas auditivos. Outras têm problemas visuais. Outras terão uma mistura de ambos, enquanto há quem, como o tipo clássico de Rain Man, tenha apenas uma ligeira sensibilidade auditiva. Eu simplesmente não tenho como enfatizar o suficiente a variedade dos problemas.

Algumas crianças podem precisar de um enfoque comportamental, enquanto outras crianças podem necessitar um enfoque sensorial. Autismo é uma desordem extremamente variável, quero enfatizar este ponto. Um método de tratamento ou de ensino que funcionará para uma criança pode não servir para outra. O denominador comum para todas as crianças é que a intervenção precoce funciona, e isso parece melhorar o prognóstico.
SE: Que conselho a senhora daria para pais que acabaram de receber o diagnóstico de autismo para seu filho de idade entre 5 e 10 anos?

TG: Crianças entre os 5 e 10 anos são sempre mais variadas. Vão de um desempenho muito alto, capazes de fazer trabalhos de escola normais, até uma não-verbal com todos os tipos de problemas neurológicos. Para algumas crianças, pergunto se o diagnóstico principal mais apropriado seria autismo. Tenho visto, em encontros sobre autismo, crianças com dificuldade para andar com diagnóstico de autismo. Muitos, não todos, desses casos me parecem ter alguma coisa muito diferente de autismo. Precisa-se olhar para cada caso e fazer o que for apropriado.

SE: A senhora foi uma das primeiras pessoas na área a destacar a importância dos problemas sensoriais no autismo. O que pensa, atualmente, sobre esse assunto?

TG: Acredito na necessidade de conscientizar as pessoas para os problemas sensoriais do autismo, e esses são problemas variáveis. Podem ir de uma leve sensibilidade auditiva até casos em que as pessoas não conseguem ver e ouvir ao mesmo tempo. Os sentidos se misturam, deixando-as incapazes de perceber os limites do próprio corpo. Estes casos pedem uma abordagem diferente de crianças altamente verbais que conseguem fazer a lição de casa normalmente. De fato, essas pessoas precisam de uma aproximação muito gentil. Donna Williams escreveu sobre uma abordagem mono-canal, em que ela ouve, ou enxerga alguma coisa; não consegue fazer as duas coisas simultaneamente. Fui uma criança que era tirada do autismo se dissessem: “Agora, venha, presta atenção!” Mas não se pode fazer isso com crianças com problemas sensoriais mais severos. Nesses casos, deve-se questionar se há uma razão biológica para o comportamento, ou apenas uma causa comportamental. Se o som machuca os ouvidos da criança, não há como impedi-la de ter medo do sinal da escola.SE: Muitas pessoas enviaram perguntas para a senhora. A mãe de uma criança de cinco anos e meio com TGD (transtorno global do desenvolvimento) pede conselhos. Seu filho freqüenta uma classe de maternal com outros 22 colegas e está começando a ficar agressivo. A mãe diz que ele escolhe uma criança em particular e a prende pelo pescoço.

TG: Não tenho informações suficientes para recomendar algo mais definido. Desde que TGD e autismo são diagnósticos estritamente comportamentais, não são diagnósticos absolutos como síndrome de Down. Há uma grande variação de crianças com o rótulo TGD. Das conversas com os pais, parece haver dois tipos de crianças que acabam por receber esse diagnóstico. Há os casos muito suaves, em que a criança é verbal e tem apenas alguns leves traços autistas. O outro tipo de criança com TGD tem uma desordem neurológica. É não-verbal e tem problemas sensoriais autistas. O rótulo TGD é usado porque é delicado e interessa às pessoas. Há dois tipos muito diferentes de rótulos TGD, que são como laranjas e maçãs.Desde que a criança volta sua agressividade especificamente a uma criança em particular, precisamos compreender por que isso está acontecendo. Será que a outra criança a está importunando? De qualquer forma, é necessário intervir para acabar com esse comportamento.

SE: Poderia ser o tom de voz da outra criança?

TG: Pode ser possível. Algumas crianças autistas não suportam o som de certas vozes. Há professores que me contam de crianças que têm problemas com suas vozes ou de outras pessoas. Este problema costuma estar relacionado a vozes femininas muito agudas. Mas isto não é válido em todos os casos.

Acho que é preciso ser um detetive muito bom para determinar o que está causando a agressão. Talvez a criança apenas esteja sendo malvada. Infelizmente, há muitos comportamentalistas que ignoram os problemas sensoriais. Por exemplo, vamos dizer que a criança mostra medo de entrar na quadra de esportes. Sei de muitos casos assim. A criança tem medo porque a campainha do painel fere seus ouvidos; daí, fica de olho no relógio e se encolhe quando ele está prestes a tocar. Ninguém vai querer entrar numa sala onde um som dói como a broca de um dentista atravessando seu nervo. Luzes fluorescentes podem incomodar; alguns ventiladores podem produzir ruídos que a deixa maluca. Uma vez, precisei fazer uma operação e, no quarto, havia um ventilador. Eu absolutamente poderia ficar ali. O ventilador tinha um rolamento quebrado e guinchava. Eu usava o banheiro no escuro. Não podia suportar o barulho.

Há casos em que as crianças fazem coisas apenas por mau comportamento. Este problema precisa ser tratado comportamentalmente. Mas isto quando se tem um bom observador que compreende o que causa o comportamento, assim você pode usar a intervenção correta. Infelizmente, não posso dar a essa mãe um conselho específico porque não há informação suficiente.
SE: Outra questão: Uma professora trabalha há dois anos com uma garota de nove anos com TGD. A menina é supersensível ao toque, em especial quando está sendo redirecionada para atividades desafiadoras, como cortar, contar e ginástica. Ela reage, dizendo: “Não me toque, machuca!” Entretanto, pode ser redirecionada da mesma forma enquanto lê, e aí não há resposta negativa.

TG: Em outras palavras, sua sensibilidade ao toque muda conforme o que ela faz. Um problema é que há muitos ecos num ginásio de esportes. Quando era pequena, eu tinha problemas para comer numa cafeteria. As cadeiras balançavam, havia muito barulho. Uma vez que há ginásios muito barulhentos, os sons provavelmente deixam seu sistema nervoso excitado, seus sentidos ficam à flor da pele. Em contraste, o lugar onde ela lê e faz contas é um lugar silencioso que ajuda seus sistema nervoso a se acalmar. Seria uma boa idéia fazer alguns exercícios táteis para reduzir a sensibilidade. Um bom exercício é a pressão bem forte, como rolar em tapetes e deitar-se debaixo de um colchão. Atividades físicas também ajudam e escovação é muito efetivo para acalmar o sistema nervoso.
SE: O que parecia lhe ajudar mais quando estava crescendo?

TG: Havia uma variedade de coisas. As pessoas estão sempre procurando pela pílula mágica que vai mudar tudo de uma vez. Não há uma pílula mágica. Tive muita sorte por receber intervenção precoce com professores muito bons, desde os dois anos e meio. Não posso enfatizar o suficiente a importância de bons professores. Um bom professor vale seu peso em ouro. Alguns professores têm aptidão para lidar com crianças autistas. Outros, não. Se você achar um bom professor, segure-o bem firme. Minha mãe me ensinou a ler. Eu estava no caminho certo na terceira série, e fui muito bem por cerca de três anos.A sétima e oitava séries (Junior High School) foram, para mim, uma grande confusão e, então, veio a puberdade. Meus ataques de ansiedade vieram durante a adolescência e todo o nervosismo começou. Esse período foi terrível. Tive um bom professor de Ciências que me interessou no assunto. Depois disso tive empregadores que ajudaram bastante. Houve muitas pessoas que me ajudaram.

Comecei a tomar anti-depressivos com treze anos. Não estaria aqui sem anti-depressivos. Sei de vários adultos autistas que se beneficiam com Prozac. Só quero fazer um alerta sobre os anti-depressivos, explicar como funcionam.

Isto se aplica tanto aos novos medicamentos, Prozac e seus clones, como aos velhos anti-depressivos tricíclicos. São drogas que agem em dois circuitos do cérebro. O primeiro circuito acalma a ansiedade e o nervosismo e o segundo é excitatório. Vou chamá-lo de “circuito anti-depressão”. Afinal, eles são chamados de anti-depressivos porque eliminam a depressão. Para pessoas que estão em depressão, uma dose grande vai tirá-la “para fora”. Uma vez que pessoas autistas não estão verdadeiramente deprimidas, uma dose muito grande de anti-depressivos pode causar irritabilidade, agitação e excitamento. Se a pessoa toma uma overdose do remédio, pode ainda ficar agressiva e ter insônia. Ocasionalmente, ouço falar de alguém que ficou maluco com Prozac. Isso, provavelmente, é causado por overdose. O macete é acalmar os nervos sem colocar o outro circuito em uma irritabilidade hipermaníaca. Um erro comum é dar mais remédios quando a insônia e irritabilidade começam. É o pior a fazer. Temos que baixar a dose. Tenho tomado a mesma dose de anti-depressivos há quinze anos e meu nervosismo ainda sobe e desce em ciclos; mas ele está ciclando em um nível inferior ao que fazia antes. Você tem de resistir à vontade de tomar mais remédio toda vez que há uma pequena recaída. Não se pode ter 100% sob controle, mas é possível ter algo como 90%, se as coisas estiverem funcionando de forma adequada. Também queria acrescentar outra coisa sobre drogas anti-depressivas: não são para todo mundo.

Uma vez que há muitas pessoas com o rótulo “autismo”, é importante mencionar que o que funciona muito bem para algumas pessoas pode não funcionar bem para outras. Quando falamos do assunto medicação, sempre se deve avaliar o risco versus o benefício. Quando uma pessoa toma um remédio, espera-se uma reação do tipo “UAU! Essa coisa funciona mesmo!” Isso compensa o risco de tomar um remédio. Se você começa a usar um remédio em uma pessoa autista, deve ter uma melhora evidente no comportamento em um curto período. Se essa melhora não é observada, provavelmente não é a droga correta. É simples assim.
SE: Infelizmente, algumas pessoas recebem uma prescrição e simplesmente tomam o remédio, ajude-a ou não.

TG: Quando você toma um remédio para pressão alta ou diabetes, tem um teste objetivo para medir a pressão ou o teor de açúcar no sangue. Com o autismo, você procura por alterações no comportamento. A única forma de avaliar se um remédio realmente funcionou é se professores e pais relatam mudanças. Quando a criança é levada ao consultório de um médico por 5 minutos, tanto poderá subir pelas paredes como se comportar como um perfeito anjo. O médico não pode ter um quadro detalhado do comportamento em cinco ou dez minutos. Só é possível ter uma compreensão acurada do comportamento a partir de pessoas que vêem o paciente – adulto ou criança – por muitas horas. Medicamentos dão melhoras dramaticamente óbvias. Se não há essa melhora, então a droga deveria ser abandonada. Se a pessoa toma a medicação por meses ou anos e você a quer descontinuar, ela deverá ser removida gradualmente, Remédios que vêm sendo tomados por poucos dias ou semanas podem ser suspensos abruptamente.
SE: Que retorno você tem recebido de pais e profissionais a respeito de sua máquina do abraço?

TG: Muitos pais me contam que os filhos buscam pressão, especialmente alguns adultos não-verbais. Entram embaixo das almofadas do sofá, enrolam-se em cobertores, mesmo quando está calor, e se deitam entre o colchão e a cama. A pressão acalma o Sistema Nervoso. Em crianças pequenas, há muitas formas baratas de providenciar pressão, como esteiras de ginástica e almofadões do tipo pufe. Para ajudar crianças hiperativas a ficar sentadas numa sala de aula, um colete pesado pode ajudar. É como um colete de fotógrafo, almofadado e pesado. De fato, apenas um pouquinho de pressão já ajuda a se acalmarem. Acho que a máquina do abraço é mais válida para adultos, mas gostei de saber os resultados de sua pesquisa com ela. Seus resultados fazem sentido para mim; apenas um tipo de criança tem grandes benefícios. São as crianças com um sistema simpático hiperativo.

A máquina do abraço não vai curar ninguém, mas ajuda a relaxar, e uma pessoa relaxada costuma ter melhor comportamento.

SE: Algumas pessoas não sabem que você tem doutorado em ciência animal. Rapidamente, qual foi o foco de sua tese e quais os resultados?

TG: Minha tese foi sobre os efeitos do ambiente no crescimento dendrítico do córtex somato-sensorial do porco. Havia muitas pesquisas sobre ratos nas quais um grupo de ratos vivia em uma pequena caixa plástica no laboratório e o outro grupo ficava em um verdadeiro “play ground tipo Disneylândia”, com todo tipo de brinquedos para escalar, que eram trocados diariamente. Os resultados claramente mostravam que os ratos da “Disneylândia” desenvolviam mais terminações nervosas no seu córtex visual. Assim, pensei: vamos tentar com porcos. Pus alguns porcos para viver em uma “Disneyporcolândia”, com brinquedos e camas de palha, e outros porcos vivendo em um cercadinho comercial. Adivinha o que aconteceu? Ficamos muito surpresos – os resultados deram para trás. Os porcos do cercadinho tinham mais terminações nervosas nos seus córtices. Então, perguntamos por que isso aconteceu.Olhamos as fitas registradas durante a noite, sem ninguém por perto. Descobrimos que aqueles porcos ficavam fuçando – fuçavam o chão e uns aos outros. Tinham comportamentos estereotipados quando ninguém estava por perto. Esta é uma das razões pelas quais acredito firmemente que não se deve deixar uma criança autista sentada num canto, desligada durante seis horas por dia. Elas podem formar “avenidas de dendritos” em lugares onde não deveriam existir.

Gostaria também de mencionar, ainda que seja apenas teoria, que há uma possibilidade de danos cerebrais secundários em crianças autistas. A criança nasce com desenvolvimento imaturo no sistema límbico e cerebelo. Mas se estas crianças se retraem, devido a problemas sensoriais ou de outro tipo, talvez outras partes de seus cérebros também não venham a se desenvolver de forma apropriada. Isso é só teoria; não posso provar, mas há experimentos que dão suporte a essa idéia. Por exemplo, se bebês animais não têm estimulação apropriada quando jovens, irão cometer erros permanentemente. Como você deve saber, alguns dos comportamentos estereotipados das crianças autistas também são vistos em animais de zoológicos, que cresceram num ambiente pobre. Por que um animal de zoológico teria um comportamento semelhante ao de uma criança autista? Bem , a criança autista não se desenvolve porque o mundo lhe é um lugar doloroso – sons, toques, a visão, tudo machuca – assim, ela se fecha. Animais de zoológico exibem esse comportamento por causa de seu ambiente limitado, onde não há nada para fazer. O leão do zoológico vive numa caixa de concreto. Felizmente, os zoológicos estão se esforçando para ter exposições mais bonitas mas, no passado, os leões de zoológico não tinham nada para fazer. Como resultado, seus cérebros não recebiam estímulos suficientes para se desenvolver e comportamentos estereotipados surgiam devido ao enfado.

Pesquisas mostram que um ambiente pobre é muito mais danoso a bebês animais que para animais adultos. Esses ambientes não prejudicam aos animais adultos como aos bebês. Este é um dos motivos porque acredito na intervenção precoce. Temos de trabalhar para manter essas crianças engajadas com o mundo. Há algumas que, aos três anos, você pode chamá-las, dizendo: “Preste atenção!” Há outras com quem tal estratégia não funciona. Com elas, se você forçar o contato ocular, vai causar nos seus sistemas nervosos uma sobrecarga sensorial. Elas vão “desligar” e nada vai entrar nelas. Elas são “mono-canal” e só conseguem usar um sentido de cada vez. Você precisa se aproximar suavemente, esgueirar-se, com essas crianças. Tente sussurrar em uma sala livre de distrações visuais. Pode tentar cantar com uma voz suave e baixa. Talvez assim consiga estabelecer contato. Há muita variação entre crianças autistas.
SE: Você sente que perdeu alguma coisa por ser autista?
TG: Nos últimos anos, quando trabalhava no meu livro, “Thinking in pictures”, percebi que eu perco alguma coisa que as demais pessoas têm – complexidade emocional – e eu a substituo por complexidade intelectual. Obtenho grande satisfação em usar meu intelecto. Gosto de visualizar coisas e resolver problemas. Isso realmente me deixa bem. Quando observo a complexidade emocional em outras pessoas, é o tipo de ritmo que rola entre namorados. Freqüentemente observo isso em aviões. Algumas vezes sento perto deles. É como observar seres de outro planeta. O relacionamento é o que os motiva mas, para mim, é visualizar como projetar algo, tal como visualizar melhores formas de tratar o autismo. Uso minha mente para resolver problemas e inventar coisas. Tenho uma tremenda satisfação em inventar coisas e fazer pesquisas inovadoras. Acabamos de concluir vários bons experimentos na Universidade. Tivemos resultados muito bons, e isso me satisfaz. Minha vida é, basicamente, meu trabalho. Se não tivesse meu trabalho, não teria qualquer vida. Isto leva à importância de manter as pessoas autistas na escola interessadas em algo que possam transformar em uma carreira. Eles precisam investir nos seus talentos, tais como trabalho artístico e programação de computadores.

Fonte: Site Universo Autista

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Blog do Max e Mathews: PREMIO TOP BLOG 2011

Blog do Max e Mathews: PREMIO TOP BLOG 2011: "Pessoal, É importante sua participação, apoiando os melhores blog, que contribuem de maneira simple, porém com responsabilidade social. In..."

Obra Prima

Obra Prima


A casa do “Ministério Obra Prima” já está funcionando para atendimento das famílias que possuem crianças portadoras de necessidades especiais. Venha fazer seu cadastro para atendimento nas áreas de:

• Psicologia,
• Fonoaudiologia.
• Terapia Ocupacional.
• Fisioterapia.
• Pedagogia.
• Aconselhamento pastoral.
• Entre outros.

Você também pode abençoar a vida de muitos que estarão conosco. Estamos equipando a casa e precisamos de várias doações tais como: brinquedos pedagógicos, equipamentos de saúde básica (termômetro, estetoscópio), material escolar etc. 

Para mais informações, entre em contato: Líder do Ministério Pr. Vladimir Ribeiro – (31) 8445-2910.

OBRA PRIMA:
Rua Itabira, 747 – São Cristóvão / Belo Horizonte – MG. Tel.: (31) 3421- 2993 / 3421-4105. E-mail:
obraprima@lagoinha.com

:: Fonte: Jornal Atos Hoje

Musicoterapia

Musicoterapia e Autismo

A música trabalha de forma direta na afetividade do ser humano, aliviando estresses e tensões . Ela nos permite lembranças e memorizações (situações e letras/ritmos).
Neste contexto, a musicoterapia é um recurso para "alcançar"a criança com autismo, manipulando instrumentos musicas, percebendo os sons, ritmos e interagindo.










Fonte : Blog Práticas Pedagogicas



quinta-feira, 19 de maio de 2011

PREMIO TOP BLOG 2011

Pessoal,

É importante sua participação, apoiando os melhores blog, que contribuem de maneira simple, porém com responsabilidade social. Informação é preciso, por isso vamos prestigiar aqueles que dedicam parte de seu tempo colaborando com amor !!
Vamos Apoie existe muito a ser compartilhado, e sua participação vale ouro!!!!
Um Grande abraço!!!

Mauricio Moreira 

OBS: Deixa eu dar uma sugestão de Blog que é maravilhosa e de utilidade pública! Esse vale muito apena conferir!!!

Mais uma boa noticia!"!!!!

19/05/2011 12:11

CCJ aprova renda mínima para autistas e deficientes

J. Batista
Jutahy Junior
Jutahy Junior apresentou parecer favorável à proposta.
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quinta-feira (19) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 528/10, do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), que dispensa pessoas com deficiência intelectual, com autismo ou com deficiência múltipla da comprovação de renda familiar mínima para ter direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas). O BPC-Loas é pago mensalmente e corresponde ao valor de um salário mínimo.
O relator da PEC, deputado Jutahy Junior (PSDB-BA), apresentou parecer pela constitucionalidade e juridicidade da matéria. Ele destacou que a proposta tem altíssima relevância social por garantir que todas as pessoas com deficiência e autistas tenham acesso a uma renda mínima, nos moldes do que ocorre hoje com o BPC-Loas.
Pelas regras atuais, para ter direito ao BPC, os portadores de deficiência precisam comprovar renda mensal familiar per capita de até 1/4 do salário mínimo. A exigência é a mesma para idosos. Pela Lei 8.742/93, que estabelece os critérios para concessão do benefício, o interessado também deve comprovar incapacidade para o trabalho.
Tramitação
A proposta seguirá para uma comissão especial, a ser criada especificamente para analisá-la, e depois será votada pelo Plenário.


*Matéria atualizada às 14h01.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza

quarta-feira, 18 de maio de 2011

TV CAMARA

VISÃO ESPIRITA SOBRE AUTISMO



O Autismo é visto como transtorno invasivo do desenvolvimento.

Sindrome  de Asperger.

Fragilidade que se pode manifestar de forma grave por toda a vida. Ela existe em todo o mundo, em Famílias de qualquer raiz racial, cultural ou social, enfim não escolhe a individualidade a encarnar a doença.
Os sintomas podem ser verificados pela anamnese, observação comportamental, exames ou entrevistas com o doente e familiares.
As estatísticas dizem-nos, no âmbito do materialismo, que a doença se manifesta entre um e 3 anos de idade, porém na minha visão espírita considerando que toda uma consequência tem uma causa, ela já está presente mesmo antes da reencarnação e veremos porquê!
Os sintomas do autismo encerram:
- Perturbação na periodicidade da aparição de capacidades físicas, sociais e linguísticas;
- Reacções anormais às sensações. As funções ou áreas mais afectadas são: visão, audição, tacto, dor, equilíbrio, olfacto, gustação e maneira de manter o corpo.
Fala ou linguagem ausentes ou atrasados, devido a tal situação torna-se também restrita compreensão de ideias. Aplica palavras sem associação ou sem significado concernente com o significado.

Percepção anormal dos objectos, eventos e pessoas.
Enteando esta fase verificaremos desde já que o espírito fragilizado está encerrado em si mesmo, e preso no fundo entre os dois Mundos, no da erraticidade e no material .
A essência obscura do autista, aprisiona-os ao medo de enfrentar uma nova experiência, porque sabedores da sua condição, asfixiados por passagens menos dignas de amor e valorização moral, estes irmãos, ao reencarnar detêm um tempo maior da separação perispiritual de tal nível, o qual por vezes se acha já presente no momento de transição aquando da sua concepção, na busca do aborto à revelia da Lei, porém todos sabemos que nada podemos contra a mesma. Daí muitos dos partos destes espíritos serem complicados.
Claro que todos sabemos e não tem nada de novo que o crescimento educativo do espírito encarnado, se faz no período propicio da infância até aos 7 ou 8 anos de idade, mas isto em situações normais, porque no caso destas individualidades, a perturbação, se faz presente por mais tempo, como se estivesse em período de estância gestacional, tal como afirmei atrás estes espíritos sentem pressionados pelo receio de fraquejar, e estacionam, entre ambos espaços e daí a dificuldade de assimilar conhecimento e de se descobrir nos ambientes externos à sua vontade. Interessante é verificar que num estudo do feito por pesquisadores e comprova o que acabei de dizer;
“Pesquisadores realizaram o protótipo de um laboratório que simbolizava um útero e colocaram autistas, neste ambiente. Ali, eles tinham contacto com sons e sensações semelhantes àquelas transmitidas pela mãe para o bebé quando este se encontra dentro do útero, mergulhado no líquido amniótico. A experiência foi de completo êxito, pois as crianças autistas apresentaram reacções, tornando-se um pouco mais receptivas.

Realizei experiências semelhantes com um grupo de pessoas sensitivas e outras habilitadas criando através de uma acção mental um útero materno. A resposta da criança autista foi positiva.” Drª Hellen
Num ápice os autistas são inteligentes, exigentes e seguros de si, para logo á seguir por vezes sem razão uma razão aparente, ou começam a saltitar como crianças, mesmo sendo adultos ou passam pelas pessoas sem as perceberem realmente. As vezes isolam-se e falam baixinho ou riem sem motivo, olhando não se sabe para quem ou onde. Algumas vezes se auto-flagelam, se auto agridem, tornando-se agressivos a tudo e todos, não importa quem.

Bastante imprevisíveis têm a capacidade de transportar quem lhe convive a outro, da esperança ao desespero. Quando concentrados e atentos, todo o aprendizado é possível e quando um conhecimento ou experiência foram aprendidos jamais será esquecido.
O Autista aparece por efeito em duas situações espiritual quando está bem marcado no seu perispírito, que o leva a ter lesões neurológicas, aquilo que se chama o espelho reflector do cérebro, nesse caso o indivíduo não consegue comunicar-se por causa de deformações ou lesões nos corpos sideral e físico. A é consequência do espírito, estar estigmatizada com a consciência da culpa, temendo uma reencarnação compulsória na qual colherá os efeitos de faltas passadas. Por isso o espírito rejeita a reencarnação, provocando o autismo. Ocorre um severo processo de auto-obsessão por abandono consciente da vida, um auto-aprisionamento orgânico. Nesse caso, mesmo não havendo uma lesão directa do perispírito, a rejeição à reencarnação e a recusa à comunicação danificam o cérebro.
Mas vamos agora ao encontro da problemática provacional, e ela traz-nos ao o fulcro da vida, do vector sensorial da existência e ponto vital da evolução educativa moral, espiritual e intelectual, a Familia, a escola ,o meio a sintonia envolvente que exige dos Pais e educadores uma entrega profunda de amor em toda a plenitude. A renuncia , a muito porque estes irmãos trazem em si um ensinamento para os progenitores, que faz com que a sua luta mereça de todos nós o maior respeito e oração em torno da sua coragem e luta diária para que consigam levar em frente tamanha obra como objectivo numa encarnação…
Segundo Bezerra de Menezes, no livro “Loucura e Obsessão”, muitos espíritos buscam na alienação mental, através do autismo, fugir do resgate de suas faltas passadas, das lembranças que os atormentam e das vitimas que angariaram nesse mesmo pretérito.
Esta temática visa recolher o máximo afim de irmos ao encontro quer do porquê da deficiência, da provação e expiação e da necessidade do conhecimento dos valores da vida reais.
A autora do livro “Vida Além da Vida” deixa-nos em suas experiências três casos;
Nessas, pelo que se vê, o ser/essência nada sofreu, encarando com naturalidade e compreendendo todos processos, mesmo os mais dolorosos.

1º caso - Minha mãe não me desejava. Certa vez tentou abortar e fiquei irado por ocasião do parto, porque ela pretendia divorciar-se do meu pai. Estou agora conscientizado de que parte do meu carma consiste em aprender a amar minha mãe, de qualquer maneira.

2º caso - Ao me ligar ao feto, dava-me conta de que minha mãe estava assustada, de início, posteriormente aceitou o processo com naturalidade.

3º caso - Foi uma experiência forte, não desagradável mas surpreendente, o meu nascimento. Enviei mensagens à minha mãe para que ela encarasse tudo como sensação e não como dor. Percebia, de forma clara, as atitudes das outras pessoas. Eu estava muito feliz por assumir esta vida.

A partir da leitura desse livro e de algumas experiências realizadas em grupos holísticos e espíritas eu introduzi em algumas vivências o exercício de retorno ao útero. Muitas marcas em nosso corpo e alma tem origem no momento da concepção. Este período, o da gravidez e do parto são fundamentais para a saúde física e mental da criança.
Aí se reforça na realidade tudo o que já afirmara mais acima, agora como se tratam os Autistas?
Não existe uma medicação para a cura do autismo, Existem medicações apenas para administração dos sintomas do autismo. Os autistas tem potencialidades a serem trabalhadas com um bom desempenho educacional em conjunto com uma boa equipe multidisciplinar e o apoio integrado com Pais.
As preocupações em relação ao meio debatem-se com o preconceito a desistência dos Pais, porque não haja duvidas tal como Jesus dizia” Só o amor nos salvará, em caridade” tal como as aves do céu buscam o seu alimento todos que estão envolvidos na simbiose de evolução devem procurar reforçar-se no “Orai e Vigiai” Os Pais destes irmãos necessitam de muito conhecimento espiritual, estudar , afim de com o reforço duma fé racionada e uma esperança acalentada no trabalho de caridade dando amor, é conseguirão suplantar esta oportunidade de crescimento.
Orientemos - nos no Evangelho de Jesus amealhemos os seus ensinamentos para que sua graça preencha o caminho destes espíritos, irmãos e Familiares.

FONTE SITE AMIGO ESPIRITA