terça-feira, 28 de junho de 2011

Pais de autistas criam a ONG Amora para garantir tratamento qualificado

Edição de 28/06/2011 Amazonas Jornal  
 

Atenção Multidisciplinar, Orientação e Respeito para o Autismo: a Organização Não-Governamental (ONG) Amora, lançada na tarde de ontem na sede social da Assembleia Paraense, traz no nome os seus principais propósitos. O grupo de dez pais de crianças e adolescentes que têm o distúrbio decidiu unir forças e buscar parceiros a fim de estimular a capacitação de diversos profissionais que lidam com pessoas que tenham a disfunção. Na Região Metropolitana de Belém (RMB), a nova ONG estima que mais de 10 mil pessoas tenham autismo, que afeta a comunicação, a integração social e imaginação do indivíduo. Cerca de 80 famílias são tratadas com uma equipe multiprofissional na fundação Casa da Esperança, em Ananindeua. Mas há pelo menos 200 autistas na fila de espera.

O autismo é um déficit cognitivo que está associado a mais de 6 mil síndromes. O rótulo representa uma série de condições referentes ao atraso no desenvolvimento infantil, dentro de áreas específicas do comportamento humano, a exemplo da comunicação. Cerca de 80% das pessoas que têm autismo não falam. Atividades simples, como cuidar da higiene pessoal, ler ou escrever podem demorar a ser assimiladas pelos autistas, a depender do nível de gravidade do distúrbio, que varia.
O evento de inauguração teve a apresentação da jornalista da TV Globo de Brasília (DF), Cristina Serra, que veio a Belém especialmente para a ocasião, sorteios de prêmios, brindes com motivos da ONG e ainda três desfiles de moda. De acordo com o presidente da Amora, Sérgio Serra, pai de Gustavo, de 9 anos, promover o apoio financeiro para o tratamento do distúrbio, multiplicar informação sobre o autismo e ainda difundir a inclusão da pessoa com o autismo será o foco do grupo, que já começou a fazer o cadastro de doadores e colaboradores. "A ideia surgiu no último dia 2 de abril, quando se comemora mundialmente a Conscientização do Autismo. Os pais trocaram experiências e concluíram que há muitas dúvidas a respeito de como educar os filhos que têm o autismo. Como observamos em encontros e também em fóruns da internet, a falta de informações e de profissionais especializados é um problema que vamos tentar diminuir", explicou.
A madrinha da ONG, a jornalista Cristina Serra, falou sobre a importância de participar da iniciativa social, que pretende jogar uma luz em volta do autismo, desconhecido para a maior parte da população paraense. "O lançamento da Amora representa mais uma forma de combater o preconceito existente contra a pessoa com autismo e divulgar informações sobre o tema. Há muitas famílias que não sabem como identificar o problema, pois não têm acesso a este conhecimento. Com uma discussão mais ampla, é possível facilitar o diagnóstico e assim ter respostas melhores ao tratamento", disse. O coordenador administrativo da Casa da Esperança, Carlos Quaresma, explica que há uma demanda muito grande pelo tratamento de autismo.

Mais informações nos telefones 3242-4192, 8113-9712 e 8113-0303 e no e-mail para contato@ongamora.org.
 

MTV Documentario

Ipod no tratamento de Autismo

Assembleia Solene no Senado Federal - Autismo dia 27 de Junho 2011

domingo, 26 de junho de 2011

Jornal Diario do Vale


Volta Redonda
Com seus 12 anos de existência comemorados no último dia 19, a Apadem (Associação de Pais de Autistas e Deficientes Mentais) está desenvolvendo desde o ano passado dois projetos direcionados a escolas e igrejas da região: os pprojetos Autismo Inclusão nas Escolas e Autismo Inclusão nas Igrejas. A entidade de Volta Redonda tem por finalidade colaborar na assistência e formação das pessoas com Transtorno do Espectro Autista, apoiando suas famílias e promovendo a integração entre o poder público, a comunidade e a escola.
De acordo com Cláudia Moraes, presidente da entidade, a proposta desses dois projetos é demonstrar o que é o autismo e como é possível incluir o autista na escola e na sociedade.
- Por enquanto o projeto está sendo divulgado pelo do site da Apadem (www.apadem.blogspot.com), pelos pais dos alunos e através dos grupos de famílias. Graças a essas ações as escolas nos procuram e nos convidam a mostrar a ideia do projeto. Participamos de reuniões com professores, diretores, coordenadores e toda a parte pedagógica da instituição de ensino, onde explicamos o que é o autismo, suas características, causas e como pode ser feita a inclusão e a necessidade de que ela aconteça - explicou.
Ela acrescentou que, no caso de a escola demonstrar algum interesse, é marcada uma segunda reunião só com os pais de alunos ou mesmo com os professores. Foi o que aconteceu há duas semanas na Escola Municipal Domingas, em Pinheiral, quando também compareceram representantes de outras escolas e da Secretaria Municipal de Educação de Pinheiral. Em Volta Redonda já foram incluídas no projeto seis escolas da rede pública e particular, e a secretária municipal de Educação, Therezinha Gonçalves, já demonstrou interesse no projeto, que passa atualmente pelo processo de análise.
Segundo a presidente da Apadem, o número de alunos autistas nas escolas da rede pública e particular de Volta Redonda está crescendo a cada dia e, graças ao trabalho desenvolvido pela Apadem junto a essas instituições, a visão que os profissionais tinham da disfunção está mudando.
A maior dificuldade enfrentada pelo aluno autista na escola é o desconhecimento sobre a síndrome no meio educacional e na sociedade. Apesar de a escola ter conhecimento que possui alunos com a disfunção sendo incluídos, muitas vezes a direção da escola não sabe como lidar com a questão.
- As pessoas possuem uma visão equivocada sobre o autismo, pensando que o autista não vai se socializar nunca. Só o fato de mostrar aos profissionais da educação o que é a síndrome já é um caminho - acredita.

Escolas para autistas
De acordo com Cláudia, atualmente existem duas escolas para autistas em Volta Redonda: a Deise Mansur - direcionadas para alunos na faixa etária entre 4 e 16 anos - e o Sítio Escola Semeia, para alunos acima de 16 anos. Devido à questão da idade, apenas os alunos da escola Deise Mansur recebem suporte para terem condições de serem incluídos em uma escola regular ou, se for necessário, frequentarem as duas escolas para adaptação.

A inclusão nas igrejas
A Apadem também desenvolve o mesmo projeto de inclusão do autista nas igrejas do município através de palestras onde os pais, familiares e os membros ou representantes da igreja aprendem que o autista possui toda a capacidade de participar dos eventos religiosos.
- Muitos pais conheceram o trabalho da Apadem através dos projetos desenvolvidos nas escolas e igrejas, e então passaram a frequentar os grupos de famílias. Depois do trabalho desenvolvido através do projeto os familiares ficam mais à vontade para levar seus filhos portadores de autismo aos cultos ou missas - comemorou.

Quando o autismo não é uma barreira para o estudo
Para a dona de casa Carla Marina Lorencine da Costa o autismo de seu filho João Gabriel, de cinco anos, nunca foi um obstáculo para colocá-lo em uma escola regular: ele estuda desde os dois anos no Centro Educacional Tiradentes, localizada no bairro Jardim Tiradentes. - Sempre desconfiei que havia algo de diferente com o meu filho, mas, apesar do atraso na fala e na maneira diferente de brincar, só resolvi levá-lo a um especialista depois que fui alertada pelos professores e pela pedagoga da escola quando ele estava no maternal. Depois que descobri o autismo em meu filho conheci a Apadem por indicação da fonoaudióloga que descobriu o problema. Na associação conheci outras mães com filhos na mesma situação e que me ajudaram a ter outra visão do autismo. Hoje participo de palestras, grupos da família e oficinas pedagógicas, e o meu marido participa do grupo de pais - contou.
Na opinião da Carla, a escola é a segunda casa do João Gabriel; a única diferença para os outros alunos é que ele tem uma auxiliar terapêutica para acompanhá-lo durante as aulas.
- Eu acredito, hoje, que é possível a inclusão do autista na escola e, no caso do meu filho, a parceria e o apoio da instituição de ensino foi muito importante para a inclusão dele. Tive a sorte de encontrar a ajuda dos professores, pedagogos e da direção da escola - agradeceu.



Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/0,42387,Apadem-desenvolve-projeto-de-inclusao-em-escolas-e-igrejas-da-cidade.html#ixzz1QQ6M80Mu

quinta-feira, 23 de junho de 2011

E por que não o Brasil!, somos 1/5 em relação a Suecia, são 2 milhoes de Autistas!!

Editorial Junho/2005 Panfleto Autismo Brasil


Intercâmbio Brasil-Suécia

Com menos de 10 milhões de habitantes, a Suécia é pobre em recursos naturais. Sua grande riqueza vem sendo ao longo dos anos a construção e a consolidação de instituições fortes que assegura a justiça social, distribuição de renda, igualdade de oportunidades, tolerância em relação às diferenças. A construção de um Estado de Bem Estar Social assegura a todos saúde, educação, segurança, justiça, etc. de alta qualidade.
Sobre esses alicerces forma-se uma força de trabalho altamente qualificada que gera riquezas: tecnologia, produtos e serviços de excelência. A renda per capita é de US$ 25.000/ano, 3% do PIB é investido em pesquisas. Tudo isso tem um custo; impostos, o mesmo tanto que pagamos no Brasil sem retorno algum. O que isso tem a ver com autismo? Tudo, como vocês verão a seguir.
Gotemburgo é a segunda maior cidade da Suécia, com 500 mil habitantes. Fundada em 1.621, é mais jovem que São Paulo. Em sua universidade, num apêndice do Hospital Escola Rainha Sílvia, fica a Clínica de Neuropsiquiatria Infantil onde trabalham mais de 15 profissionais (psiquiatras, neurologistas, psicólogos, psicopedagogos, enfermeiros,...) sob a direção do professor Christopher Gillberg e do doutor Peder Rasmussen, referências internacionais no que diz respeito à investigação, pesquisa e tratamento de indivíduos portadores de autismo.
Imersão total durante uma semana na rotina da clínica, acompanhamento de
atendimento a pacientes e seus familiares, participação de reuniões clínicas e
administrativas, seminários, encontros com os profissionais da equipe, troca de informações e experiências. Visitas a instituições especializadas, clínicas odontológicas, escolas, recursos da comunidade. Conseqüência da experiência: as inevitáveis comparações e um contundente insight.
Todas as necessidades desses pacientes e familiares são atendidas, desde transporte, tratamentos, educação, até o lazer, e nada é gratuito, é simplesmente o retorno em serviços dos impostos pagos pelos contribuintes.
Afinal, o que acontece como o Brasil? O insight: a recepção genuinamente calorosa e a disposição de colaboração por parte dos suecos faz lembrar aquele avô sábio e tolerante com seu neto adolescente, imaturo, irresponsável e com o comportamento “meio disruptivo” (o Brasil).
Esse avô aposta no seu neto, investe, torce por ele, acredita que ele vai dar certo, não acha que se trata de um caso perdido.
Como uma nação adolescente, não temos uma consciência social amadurecida, não exercitamos a cidadania o suficiente, não nos damos conta de que o governo somos nós, o Estado é aquilo que fazemos dele. O destino está em nossas mãos. Isso faz toda a diferença para os autistas, suas famílias e a comunidade.

Estevão Vadasz
Psiquiatra, Coordenador do Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência (Sepia-IPq-HC-SP)

Dia Muncipal de concientização do Autismo em BH

 

Sábado, 18 de Junho de 2011
Ano XVII - Edição N.: 3851
Poder Executivo

Secretaria Municipal de Governo

LEI Nº 10.207, DE 17 DE JUNHO DE 2011

Institui o Dia Municipal do Autismo.

O Povo do Município de Belo Horizonte, por seus representantes, decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º - Fica instituído o Dia Municipal do Autismo, a ser comemorado anualmente no dia 2 de abril.

Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, 17 de junho de 2011

Marcio Araujo de Lacerda
Prefeito de Belo Horizonte

(Originária do Projeto de Lei nº 1.487/11, de autoria do Vereador Leonardo Mattos)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cirurgiã-dentista recebe Prêmio Orgulho Autista

A cirurgiã-dentista Adriana Zink, que se dedica ao tratamento de pacientes autistas, participará na próxima sexta-feira (17/6) da cerimônia de entrega do VI Prêmio Orgulho Autista que acontecerá em Brasília (DF). Adriana será premiada em duas categorias: Fotografia e Internet, por conta de seu trabalho no blog www.adrianazink.blogspot.com. É a primeira vez que um profissional da Odontologia recebe essa premiação.
A cirurgiã-dentista contou ao Odonto1.com que está desenvolvendo no seu mestrado, na Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), uma técnica especial para o atendimento de pacientes autistas. "Há profissionais que não querem ou não sabem atender pessoas com autismo", relata. "A técnica que eu estou criando não utiliza contensão ou anestesia geral para tratar esses pacientes e eu pretendo divulgar esse material para que mais cirurgiões-dentistas tratem assim", afirma.
O blog de Adriana é voltado ao atendimento odontológico do paciente autista. "Contém informações para pais de crianças autistas e profissionais", conta. No blog, a cirurgiã-dentista divulga vídeos que ensinam procedimentos a outros profissionais. Além do blog, Adriana produz fotografias de seus pacientes no consultório.

Fonte: Jornal Odonto1

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Parceria é a chave para identificar crianças em risco de autismo

Domingo, 12 de Junho de 2011


O trabalho em equipe é a chave para identificar crianças em risco para transtorno síndrome do autismo. Uma nova pesquisa da Universidade de Utah mostra que uma parcela significativa de crianças em risco entre 14-24 meses, pode ser identificado através de um rastreio sistemático por especialistas em autismo e pediatras que trabalhem em conjunto.
Os pais e os prestadores de cuidados de saúde nem sempre podem dizer quando os bebés exibem sinais de perturbações do espectro do autismo (PEA), mas uma nova pesquisa da Universidade de Utah mostra que uma parcela significativa de crianças em risco entre os 14-24 meses podem ser identificados através do rastreio sistemático e trabalho conjunto entre especialistas em autismo e prestadores de saúde.
Identificar crianças com PEA o mais cedo possível é fundamental para a intervenção precoce que pode melhorar a sua vidas e a sua capacidade de funcionar no mundo.
Mas a forma sistemática para fazer isso não foi estabelecida, de acordo com o autor principal do estudo publicado recentemente na revista Pediatrics, a Professora Judith Miller, que trabalha no Hospital Infantil da Filadélfia mas pertencia anteriormente ao Departamento de Psiquiatria da Universidade. O estudo foi projetado para ver se uma parceria entre pediatras e especialistas em autismo poderiam identificar crianças em risco na vida real, o quadro clínico e abragerem uma grande diversidade de raças e etnias. Em última análise, o estudo identificou 10 crianças com sinais precoces da PEA que ainda não haviam sido identificados.
"Houve uma pesquisa limitada de como a triagem pode ocorrer numa situação da vida real", disse Miller. "Nosso estudo demonstrou como a colaboração entre pediatras e especialistas em autismo facilita a seleção."
Ela e seus colegas de Universidade utilizaram dois questionários amplamente aceites para analisar 796 crianças entre 14 e 24 meses na Granger Pediatrics. Os questionários - um checklist de 23 itens para os pais chamados a Checklist Modificada para o Autismo em Crianças (M-CHAT), e os Infant Toddler Checklist (ITC), um visualizador de 24 itens de base ampla da linguagem e da comunicação - foram distribuídos durante uma período de seis meses em 2008. Eles foram preenchidos para cada criança pelos cuidadores (normalmente os pais) e pelos pediatras, durante todos os tipos de visitas de paciente – de acompanhamento, de seguimento, de doença e vacinação.
Miller e seus colegas avaliaram cada questionário e se quer o M-CHAT ou ITC indicaram que uma criança tinha sinais de PEA, os pesquisadores realizaram uma entrevista de seguimento no telefone para verificar as respostas dos pais. Se a entrevista de seguimento verificava sinais potenciais de autismo, a criança era avaliada pessoalmente.
Através da combinação do uso de ambos os testes de triagem para cada criança, Miller e seus colegas de Universidade identificaram 13 crianças com sinais precoces de PEA, dos quais 10 não haviam sido previamente avaliados para PEA. Nenhum questionário identificou todas as 10 crianças, e duas crianças foram inicialmente omitidas em ambos os questionários. Mas o acto de preenchimento dos questionários levou os pais a reconsiderar o desenvolvimento da criança, o que levou por fim a uma avaliação.
Em 2007, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendou que todas as crianças devem ser rastreados para o autismo aos 18 e 24 meses de idade. "Este estudo confirma essas recomendações", diz o co-investigador Paulo Carbone, MD, que é membro da Subcomissão AAP Autismo e professor assistente de pediatria na Universidade de Utah. De acordo com Carbone, muitas crianças ainda não estão sendo rastreadas porque implementar a triagem de autismo nos consultórios de pediatria apresenta desafios. "É por isso que nós oferecemos uma parceria com pediatras para ajudar a resolver alguns desses desafios." diz.
O estudo não só mostrou que uma parceria entre especialistas em autismo e prestadores de saúde possam identificar crianças em risco mais cedo, mas também forneceu ajuda imediata para 10 crianças que podiam andar perdidas por vários anos. – perdendo assim o tempo da intervenção crítica " Foi ótimo para ajudar os pais a ver os pontos fortes de seus filhos, bem como áreas de interesse, e para tentar ajudá-los a aceder à intervenção antes que os sinais da PEA se agravassem." Disse Miller "Espero que isto conduza a um melhor resultado."

Fonte
AQUI

Reportagem Revista Nature - Sobre Autismo

A análise sugere que as meninas estão parcialmente protegidos contra os efeitos das mudanças.
Heidi Ledford

meninas autistas tendem a ter mutações em genes mais do que os meninos autistas.Alix Minde / PhotolibraryThe pesquisa mais abrangente ainda para mutações genéticas espontâneas associada com transtornos do espectro do autismo sugere que centenas de regiões do genoma podem ter uma mão em causar tais condições.
As análises relatadas em três artigos publicados esta semana na Neuron1, 2,3 dramaticamente expandir a lista de conhecidos culpados genética. Dois dos estudos também lançam luz sobre um mistério de longa data: porque são meninos de quatro vezes mais probabilidade de ter autismo do que girls1, 2?
Os pesquisadores descobriram que as meninas com autismo tendem a ter muitos mais genes mutantes que os meninos com a doença, sugerindo que geralmente leva uma grande modificação do genoma para causar autismo em meninas.
O autismo é difícil de definir. Uma grande variedade de sintomas, muitas dificuldades que envolvem em interações sociais e comunicação, estão unidas sob o diagnóstico de desordens do espectro autista. E, embora estime-se que essas condições sejam mais de 90% hereditárias, buscas para encontrar mutações comuns associados com eles ainda não produziram quaisquer resultados reproduzíveis, diz Stephen Scherer, um geneticista do Hospital for Sick Children, de Toronto, no Canadá, que foi
não estão envolvidos em nenhum dos estudos.
"O autismo é uma doença heterogênea, tanto clinicamente e geneticamente", ele observa.
Espontaneidade contaEm 2007, Michael Wigler, geneticista do Laboratório Cold Spring Harbor, em Nova York, e seus colegas mostraram que as mutações espontâneas - aquelas que surgem pela primeira vez em um indivíduo, ao invés de serem herdados - são importantes para cerca de metade dos casos de autism4 (ver Novas mutações envolvidas em metade dos casos de autismo). Um follow-up estudo5 em 2010, de 996 indivíduos autistas, descobriu que pessoas com autismo transportar uma carga pesada de duplicações ou supressões raro em regiões do genoma que contém genes.
"Talvez as lições a serem aprendidas são do sexo feminino."Stephen Scherer
Agora Wigler e seu grupo, bem como uma equipa liderada por Matthew Estado, geneticista da Universidade de Yale School of Medicine em New Haven, Connecticut, que se expandiram em busca, utilizando técnicas de alta resolução de arrasto pelo genome1, 3 . Os pesquisadores buscaram o DNA de mais de 1.000 indivíduos com autismo e seus familiares afetados, procurando raras mutações que duplicar ou excluir segmentos do código genético.
As equipes incidisse sobre mutações espontâneas.
Seus resultados indicam que as duplicações ou supressões espontânea de pelo menos 130 locais no genoma podem contribuir para o risco de autismo. Wigler acredita que, no total, existem perto de 400 sites desse tipo. "É um número grande", reconhece ele, e que vai tornar mais difícil o desenvolvimento de terapias que irá beneficiar uma grande parcela dos pacientes.
"Dado o número de genes que podem causar o autismo, não se deve esperar que um tratamento vai curar todos eles", diz Wigler.
equipe do estado fez uma descoberta intrigante em um segmento do cromossoma 7. Supressão da região está associada com a síndrome de Williams-Beuren, uma condição que está ligada ao comportamento hipersocial.
Duplicação da mesma região, encontraram, é associada ao autismo, que é ligada à behaviour3 anti-social.
A região abrange vários genes, e por agora não está claro qual poderia ser responsável pelos efeitos. "Mas há claramente algo lá que é altamente relevante para o comportamento social", diz o Estado.
"A neurobiologia da região vai ser extremamente interessante."
Trabalhando juntosWigler também uniram-se com Dennis Vitkup, um biólogo computacional da Universidade de Columbia, em Nova York, para saber mais sobre a neurobiologia das variantes raras que sua análise tinha descoberto. A equipe analisou as relações entre os genes mutados que foram espontaneamente prováveis ​​ser envolvidos na função do cérebro, e descobriu que muitos agrupados em uma grande rede que regula a criação e actividade de conexões nervosas entre cells2.
Vitkup equipe está agora tentando determinar se a rede que eles tenham descoberto poderia ser usado para construir um teste de diagnóstico para o autismo.
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Globalmente, os resultados dramaticamente alongadas a lista de genes que podem ter um papel em causar autismo, diz Scherer.
"Isso nos dá uma base de dados muito mais que podemos usar para começar a pino autismo para baixo", diz ele.
Uma descoberta que será prosseguida é que as meninas estão de alguma forma protegido dos efeitos das mutações que estão associadas ao autismo em meninos.
Wigler equipe descobriu que as meninas autistas tendem a ter deleções ou duplicações nos genes mais do que os meninos autistas.
Isso, diz Scherer, sugere que uma abordagem para o desenvolvimento de terapias pode estar em determinar o que protege o cérebro feminino do autismo - e ativando as vias em meninos.


"Se você quiser pensar em uma abordagem à intervenção terapêutica", diz ele, "talvez as lições a serem aprendidas são do sexo feminino."

Senado aprova política de proteção da pessoa autista

PLENÁRIO / VOTAÇÕES
15/06/2011 - 18h09


O Plenário aprovou nesta quarta-feira (15) o Projeto de Lei do Senado (PLS) 168/11 que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista. O projeto estabelece os direitos fundamentais da pessoa autista e equipara o portador desse distúrbio à pessoa com deficiência, além de criar um cadastro único dos autistas, com a finalidade de produzir estatísticas nacionais sobre o problema. O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A política de proteção deverá articular, conforme o projeto, os organismos e serviços da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, com vistas à coordenação de políticas e ações assistenciais.
O senador Paulo Paim (PT-RS) saudou a aprovação do projeto e lembrou que será realizada sessão de homenagem aos autistas no próximo dia 27. Paim é presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), autora da proposta, e foi seu relator na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). O texto tem como base sugestão da Associação em Defesa do Autista (Adefa).
- Agradeço em nome dos autistas pela aprovação do projeto que interessa tanto a todos os familiares e, enfim, aos autistas.
Em seu parecer favorável ao PLS 168/11 na CAS, o senador Paulo Paim (PT-RS) explica que o texto "define a pessoa com transtorno do espectro autista com base em características clínicas da síndrome e a equipara à pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais".
O projeto prevê ainda direitos dos autistas, como proteção contra exploração e acesso a serviços de saúde e de educação, ao mercado de trabalho, à moradia e à assistência social. Também estende o direito a jornada especial a servidor público que tenha sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente autista.
No debate da proposta, Paim lembrou que o assunto foi discutido em diversas audiências públicas no Senado. Ressaltou ainda que a política possibilitará a articulação de ações governamentais voltadas à proteção de pessoas com transtorno de espectro autista.
Paulo Cezar Barreto / Agência Senado


(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado) 111299
Assuntos Relacionados: Assuntos Sociais , Câmara dos Deputados , direito , Direitos Humanos , Educação , Homenagem , Moradia , Municípios , Plenário , Saúde

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Festa Junina e inclusão, Max cangaceiro

Capacitação Preaut: Em Maceio

Saúde mental e autismo em pauta na Capacitação Preaut
10:13 - 30/03/2011 --

As doenças mentais e o autismo estarão em debate na Capacitação Preaut: sinais de risco precoce do autismo, entre os dias 01 e 03 de abril no Hotel Enseada, em Maceió.
Enfermidade multifatorial e de etiologia ainda não esclarecida, o autismo é uma disfunção no desenvolvimento global que atinge a capacidade de comunicação, socialização e de comportamento do indivíduo. Durante o evento serão discutidas as formas de identificação precoce dos sinais para uma intervenção precoce, diminuindo as sequelas e melhorando a qualidade de vida das crianças e suas famílias e, consequentemente, o valor gasto pela saúde pública e a sociedade.
Segundo a médica Terezinha Rocha de Almeida, uma das organizadoras do evento, a Capacitação Preaut tem a finalidade de capacitar os profissionais das equipes de saúde no sentido de atualizarem. “Com a intervenção precoce, os portadores do autismo poderão levar uma vida normal, dependendo da gravidade de cada caso, daí a importância de todos os que fazem parte da saúde no Estado de Alagoas participarem do evento, principalmente os profissionais que trabalham com bebês ou crianças na faixa etária de 0 a 2 anos de vida, ou seja, pediatras, psiquiatras, neurologistas, psicólogos, psicanalistas, psicopedagogos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, fisioterapeutas,  assistentes sociais e outros que tenham interesse pelo tema, pois, poderão, identificando precocemente os sinais de risco dos portadores do espectro, contribuírem fundamentalmente com o futuro dessas crianças para uma maior socialização e menor  sofrimento psíquico”, diz.
O evento conta com a participação de Claudia Mascarenhas, doutora em psicologia com formação em Paris, e presidente do Instituto Viva-Infância da Bahia, além de Érica Parlato, fonoaudióloga, professora da Universidade de Minas Gerais, especialista em línguística, também com formação em Paris, e presidente do Instituto Langage localizado em São Paulo.
As inscrições estão abertas e podem ser feitas no Ambulatório de Assistência à Criança do Hospital Universitário.

Autismo no Brasil

Segundo Terezinha, a pesquisa que deu origem à Capacitação Preaut em Alagoas foi iniciada na França sob a coordenação das Doutoras Marie Christine Laznike e Graciela Crespin, com ramificações em alguns países. “A idéia de incluir o Brasil surgiu em São Paulo em um seminário Internacional sobre a psicanálise do bebê, onde a UNB (Universidade de Brasília) resolveu nos convidar a participar do projeto, face ao interesse dos pesquisadores incluírem estados do Nordeste com Universidades e profissionais comprometidos com o tema evidenciado”, diz.

“Ao longo de dois anos em que nos reunimos para implantação no Brasil do referido estudo, após o histórico dos Estados e Universidades participantes, o grupo optou por Alagoas para realização do projeto piloto, face ao compromisso da Administração da UFAL, com o desenvolvimento de estudos e pesquisas no âmbito da Universidade, além do relato de nossas experiências compatíveis com a existência de uma verdadeira unidade transdisciplinar, garantindo a evolução dos trabalhos com o respeito ao espaço e saber de cada categoria profissional, na busca da qualidade e do conhecimento como instrumento do desenvolvimento humano”, conclui. 

Projeto PREAUT - IMPORTANTE

PREAUT BRASIL


Inicialmente no Brasil foi o Instituto da Família, responsável pela capacitação de pediatras, que deu os primeiros passos para a instauração da pesquisa. Promoveu palestras e cursos para introduzir a pesquisa no nosso meio, além da primeira publicação brasileira dos cadernos Preaut.
Em outubro de 2007 foi promovida a primeira reunião para lançamento oficial da Pesquisa Preaut na cidade de Salvador pelo Instituto da familia e pelo Instituto Viva Infancia, com o apoio da SOBAPE, Sociedade de Pediatria da Bahia. Nesse momento mais 13 cidades somaram os centros da pesquisas para esse projeto conjunto. O Instituto Langage em 2009, a partir da reunião de firmação dos primeiros acordos, sedia a primeira capacitação para os coordenadores com Graciela Crespin e em maio de 2010 o projeto estava pronto.
PREAUT FRANÇA

Início:1999 na França  dentro do Programme Recherche Evaluation Autisme, da Association Pre-Aut.
A pesquisa foi intitulada “Avaliação de um conjunto coerente de instrumentos na determinação de perturbações precoces da comunicação que pode prever um distúrbio grave do desenvolvimento de tipo autístico”. E conta com a participação de pediatras e médicos da primeira infância que recebem bebês desde o nascimento para as visitas regulares do protocolo de saúde pública da França, de acordo com a sistemática dos serviços de Proteção Materno-Infantil.
 
A Association Preaut foi fundada na França em 1998, representada por seu Presidente Dr. Jean-Louis Sarradet, e pelo Programa Hospitalar de Pesquisa Clínica (Programme Hospitalier de Recherche Clinique - PHRC) de Strasbourg (Fr), coordenado pelo Dr. Claude Bursztejn. Conta com Marie Christine Laznik e Graciela Crespin como fundadoras.

Capital fica sobrecarregada

PREVENÇÃO
Com a saúde pública deficiente e em crise em vários
municípios da região metropolitana de Belo Horizonte, a
demanda de pacientes recai sobre as principais
unidades de pronto-socorro da capital. Os hospitais João
XXIII e Risoleta Tolentino Neves, além do Odilon
Behrens, estão sobrecarregados.

Segundo o secretário de Saúde de Belo Horizonte,
Marcelo Teixeira, a capital acumula atualmente um déficit
de 700 leitos justamente porque recebe doentes de
municípios vizinhos e também do interior.

 Os 33 hospitais públicos da capital disponibilizam 6.100 leitos,
incluindo atendimentos de urgência, maternidades e os
especializados em pediatria e clínica geral. Metade do
atendimento, segundo Teixeira, é de pacientes que vivem fora da capital.

Ao longo desta semana, a reportagem de
Contagem, Betim, Santa Luzia, Sabará e Ribeirão das Neves, que não encontram em suas cidades
atendimento médico digno. Em todos os municípios visitados, os serviços são caóticos e sem
condições mínimas de infraestrutura. Na maioria dos casos, a única alternativa dos pacientes é
recorrer aos hospitais da capital.

"Municípios maiores, como Contagem e Betim, que deveriam ter condições de atender melhor a
população, sugam e exploram a capital, que era para ser referência apenas nos casos extremos",
explica o presidente do Sindicato dos Médicos de Minas Gerais, Cristiano da Matta Machado.
O Pronto-Socorro João XXIII (HPS), administrado pela Fundação Hospitalar de Minas Gerais
(Fhemig), referência em atendimentos a politraumatismos, queimaduras e intoxicações, está
sempre com a sala de emergência lotada.

O cirurgião Rogério Lopes, que atende no local, diz que, mesmo bem equipado e com equipes
completas, o HPS não consegue suprir a demanda. "Muitos pacientes chegam a ficar aguardando
um leito de CTI". No hospital, são 105 leitos de tratamentos intensivos de um total de 400. Por dia,
passam pelo HPS 350 pacientes com os mais diversos tipos de traumas.

Além da região metropolitana, a unidade atende doentes que chegam, a todo momento, em
ambulâncias de prefeituras do interior. O irmão do lavrador Alan Maurício, que vive em Capelinha, a
427 km da capital, enfrentou dez horas de viagem para tratar uma fratura na coluna.
A superintendente interina do hospital Odilon Behrens, Yara Cristina Barbosa, explica que as
unidades da capital têm obrigação de atender os casos mais complexos.
 O ideal, segundo ela, seria que os pacientes pudessem continuar o tratamento nos municípios de origem. "Muitas vezes não temos vaga para atender os pacientes da capital porque os que vêm do interior ficam meses internados aqui".


Solução é melhorar a atenção básica

No Hospital Municipal Odilon Behrens, o sistema de acolhimento por classificação de risco agiliza o
procedimento para os pacientes mais graves. "Aqueles menos urgentes devem buscar atendimento
nos postos de saúde porque no hospital vão esperar mais", destaca a superintendente interina,
Yara Barbosa.


Como os usuários sabem que não serão bem atendidos onde moram, segundo a médica, eles
recorrem à capital. "A pessoa que vem de outra cidade e também não consegue atendimento em
menos de cinco horas se sente agredida", diz.
Especialistas acreditam que a solução para desafogar as unidades de pronto-atendimento e
pronto-socorro começa na atenção básica. "Se os postos de saúde não conseguem atender a
demanda e marcam consulta para seis meses depois, a população tem que recorrer aos locais de
urgência e emergência", explica o presidente do Sindicato dos Médicos, Cristiano da Matta
Machado.
De acordo com ele, o Ministério da Saúde estabelece uma equipe de médico, enfermeiro e auxiliares
que compõe o Programa de Saúde da Família (PSF) para cada grupo de 3.500 habitantes. "Hoje, a
realidade é que cada equipe de PSF atende mais de 6.000 pessoas. O resultado é uma população
desassistida", afirma. (JS)

SMSA firma parceria com instituição italiana para fortalecer Rede Municipal de Saúde Mental

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte (SMSA), por meio da Coordenação de Saúde Mental, assinou na tarde desta quarta-feira (01/06) uma Carta de Intenções para cooperação técnica com a Conferência Permanente para a Saúde Mental no Mundo - Franco Basaglia ONLUS – (instituição italiana). A parceria é mais uma iniciativa da SMSA para divulgar as boas práticas e o pioneirismo da rede municipal de saúde mental, além de ser mais uma forma de trocar experiências e novas formas de cuidar dos portadores de sofrimento mental.

A cooperação tem por objetivo o fortalecimento das políticas de Reforma Psiquiátrica. Será implementado um programa de ações coordenadas para dar suporte às intervenções e atividades realizadas pela SMSA. A parceria também compreende a realização de um ciclo de seminários, congressos internacionais para discutir a política de atenção inclusiva e de defesa dos direitos humanos dos usuários de álcool e drogas. Além de ser um momento de reflexão das propostas de atenção à crise e à urgência em saúde mental.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Marcelo Teixeira, essa parceria é de grande importância para o município. “Essa carta tem uma importância muito singular, não só pelo conteúdo e pelo nível de excelência da Conferência, mas também porque marca um avanço na política de saúde mental de Belo Horizonte. Será mais uma oportunidade de debatermos nossas estratégias e investir em uma maior qualificação dos profissionais que atuam na rede municipal de saúde mental”, afirmou Marcelo Teixeira.

Estiveram representando a Conferência Permanente para a Saúde Mental no Mundo - Franco Basaglia ONLUS, Franco Rotelli e Angelo Righetti. De acordo com Franco Rotelli, o Brasil é referência mundial pelos investimentos feitos na reforma psiquiátrica. “O Brasil é um país que está fazendo um progresso muito grande na política da Reforma Psiquiátrica e Belo Horizonte, por seus avanços e investimentos nessa política. É preciso agora fortalecer o debate com as universidades, governos e sociedade para conter essa epidemia das drogas, esse grande sofrimento urbano e humano”, afirmou Rotelli.

A parceria também prevê a divulgação das boas práticas de desinstitucionalização em grandes cidades, suas soluções e êxitos alcançados. A ação conjunta será ainda uma oportunidade para a realização de intercâmbio, entre usuários e trabalhadores envolvidos nos projetos de trabalho dos dois países, de modo a subsidiar e qualificar a iniciativa de inclusão produtiva dos portadores de sofrimento mental da capital mineira.

A coordenadora de Saúde Mental, da SMSA, Rosimeire Silva, destacou que uma das grandes iniciativas dessa parceria é a criação da residência multiprofissional em saúde mental. “A criação dessa especialização está sendo avaliada pelos Ministérios da Educação e da Saúde. Estamos com grandes expectativas em relação à essa capacitação, já que irá fortalecer ainda mais a nossa rede e será uma oportunidade de documentar o trabalho que realizamos no dia-a-dia”, destacou Rosimeire Silva.

A Carta de Intenções também prevê a realização, ainda em 2011, de intervenções político-culturais e científicas de comemoração aos 50 anos do livro "História da Loucura" de Michel Foucault e 40 anos da experiência triestina, tais como: tema para comemoração do 18 de maio (Dia Nacional de Luta Antimanicomial), exposição de artes plásticas e visuais, encontro internacional reunindo pensadores e atores destas experiências.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Historia do Autismo Por MTV

Redação MTV

O primeiro registro científico do termo 'autista' na literatura psiquiátrica aconteceu em 1906, nos estudos de Plouller. Mas foi só em 1911 que o termo ficou mais difundido, com a publicação de registros do psiquiatra suíço Eugen Bleuler sobre quadros de esquizofrenia. 
Em 1943, com os avanços dos estudos sobre a mente humana, o psiquiatra americano Leo Kanner também usou o termo para descrever um grupo de onze casos clínicos de crianças na sua publicação intitulada 'Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo' ('Autistic Disturbances of Affective Contact').
As crianças investigadas por Kanner apresentavam um quadro de extremo isolamento e a inabilidade para se relacionar com outras pessoas, além de falhas no uso da linguagem para a comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da 'mesmice'. 
Segundo Kanner, o autismo era causado por pais altamente intelectualizados, pessoas emocionalmente frias e com pouco interesse nas relações humanas da criança, mas esta suposição não se mostrou verdadeira no futuro. Com a evolução das pesquisas científicas, concluiu-se que o autismo não é um distúrbio do contato afetivo, mas sim um distúrbio do desenvolvimento.
Em 1944, o pediatra austríaco Hans Asperger, em Viena, descreveu crianças que tinham dificuldades de integrar-se socialmente em grupos, denominando esta condição de 'Psicopatia Autística'. As crianças estudadas por Asperger eram parecidas com as descritas por Kanner, porém mantinham a linguagem bem preservada e pareciam mais inteligentes. O pediatra austríaco acreditava que elas eram diferentes das crianças com autismo, na medida em que não eram tão perturbadas, demonstravam capacidades especiais, desenvolviam fala altamente gramatical em idade precoce e não apresentavam sintomas antes do terceiro ano de vida.
A publicação científica de Kanner logo ficou conhecida, mas o artigo de Asperger, que foi escrito em alemão, só foi transcrito para o inglês em 1981. Foi nessa época que se estabeleceu a diferença entre o autismo e o transtorno de Asperger. 
O transtorno de Asperger diferencia-se do autismo essencialmente pelo fato de que não é acompanhado por dificuldade na linguagem ou no desenvolvimento cognitivo. Portanto, a diferença fundamental entre um indivíduo com autismo e um indivíduo com transtorno de Asperger é que o indivíduo com autismo possui um QI executivo maior que o verbal e apresenta um atraso na aquisição da linguagem. Na prática clínica, a distinção faz pouca diferença, porque o tratamento e as intervenções dirigidas aos dois casos são semelhantes.
Em 1976, Lorna Wing, uma médica psiquiatra inglesa, relatou que indivíduos com autismo apresentam déficits específicos em três áreas: imaginação, socialização e comunicação, o que ficou conhecido como "Tríade de Wing". Ficou estabelecido, portanto, que o autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade e que se caracteriza por alterações qualitativas na comunicação, na interação social e no uso da imaginação.


* Texto baseado em informações fornecidas pelo Movimento Pró-Autista

Estudo sobre frequencia sobre autismo esta subestimado

Redação MTV

Um estudo realizado na Coreia do Sul indica que a frequência do autismo no mundo é subestimada. De acordo com a pesquisa, publicada em abril na revista científica 'American Journal of Psychiatry', o autismo estaria "subdiagnosticado" e estimativas mais exatas da incidência do distúrbio só seriam possíveis com estudos baseados em um maior número de pessoas.
Neste novo estudo, pesquisadores analisaram 55 mil crianças em idade escolar, entre 7 e 12 anos, na região metropolitana de Seul, capital da Coreia do Sul. Para avaliar os estudantes, pais e professores foram convidados a preencher um questionário com questões que ajudariam a detectar traços de autismo. Ao todo, 23.234 questionários foram respondidos.
Desta pesquisa inicial, 1.214 estudantes tinham perfil para ter alguma forma de autismo. Apenas 286 foram encaminhados para um exame clínico e, destes, 201 foram diagnosticados com autismo. Usando algorítimos matemáticos, os pesquisadores concluíram que 1 em 38 crianças da Coréia do Sul tem características autistas. Nos Estados Unidos, o número estimado é de 1 em cada 110 crianças, número muito abaixo do que foi constatado no país asiático.
Os autores da pesquisa sugerem que se estudos semelhantes forem realizados em outros países, as estimativas no mundo todo vão subir. A médica Geraldine Dawnson, cientista chefe do grupo Autism Speaks, que financiou parte da pesquisa, acredita que o mais importante da descoberta é mostrar que o autismo é global e transcende fronteiras culturais geográficas e étnicas. 
O antropólogo da Universidade George Washington Roy Richard Grinker, co-autor do estudo, indica que o maior avanço do estudo que detectou mais crianças com sinais de autismo é mostrar que "o autismo é mais comum do que imaginamos". "Se nós investigarmos a fundo, novos casos serão descobertos e essas crianças poderão ter o tratamento para uma vida melhor", afirmou.

AUDIENCIA PUBLICA SOBRE EDUCAÇÃO E INCLUSÃO

29/06/11 às 13h30min / Plenário Camil Caram

Tema: Discutir a política de educação destinada aos jovens, crianças e adolescentes com deficiência, no município de Belo Horizonte, bem como as alternativas de atendimento a essa população.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Janela para o mundo

Medicina

Janela para o mundo

Um dos maiores especialistas mundiais em autismo diz que pesquisas genéticas prometem novas terapias para o problema

Cristiane Segatto

O cientista sueco Christopher Gillberg, de 53 anos, passou mais da metade de sua vida estudando o autismo, o estranho distúrbio de desenvolvimento que mantém os portadores aprisionados em um universo inatingível. Autor de 360 artigos científicos e 24 livros, Gillberg explica que existem várias formas de autismo, acompanhadas de um espectro de sintomas que variam do mais leve ao mais grave. Debruçado sobre essas diferenças, Gillberg identificou no ano passado um dos genes responsáveis pelo distúrbio. Mas estima que mais de cem possam estar envolvidos na gênese do problema, cujas causas ainda são pouco conhecidas. Há duas semanas, a divulgação de um estudo britânico realizado com quase 6 mil crianças e publicado no The Lancet comprovou que a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola) não provoca autismo, sepultando um dos grandes mitos em torno do assunto.


A seguir, a entrevista concedida a Época.

Christopher Gillberg

 Cargo atual


Professor de Psiquiatria da Infância na Universidade de Gotemburgo, na Suécia

 Atuação
Membro do Conselho Sueco de Saúde e consultor da Associação de Amigos do Autista (AMA), em São Paulo


 Trajetória
Há 28 anos pesquisa o autismo e outros distúrbios do desenvolvimento neurológico
 

Época - A vacina tríplice viral dada aos bebês aos 15 meses pode provocar autismo?
Christopher Gillberg - Vários estudos demonstram que essa relação não existe. Mas nos últimos seis anos o tema foi um dos principais assuntos da imprensa britânica. Quase toda semana há pelo menos uma manchete falando em epidemia de autismo e culpando a vacina. A imprensa ajudou a criar o pânico, que está derrubando os índices de imunização no Reino Unido (de 92% em 1996 para 82% em 2003). É uma irresponsabilidade.


Época - O artigo científico que deu origem a essa polêmica foi renegado pelos próprios autores?

Gillberg - No início de março, o periódico The Lancet publicou uma retratação assinada por dez dos 13 autores do artigo original (de 1998) que desencadeou a polêmica. Eles reafirmaram que não foi possível estabelecer nenhuma relação entre o autismo e a vacina tríplice, também conhecida como MMR, porque a amostra utilizada (apenas uma dúzia de crianças) era insuficiente.

Época - O estudo foi malfeito?

Gillberg - O trabalho estava correto, mas as conclusões tiradas a partir dele foram equivocadas. A coisa foi tão maluca que os jornalistas perguntaram ao primeiro-ministro Tony Blair se ele havia vacinado o filho Leo. Ele se negou a divulgar qualquer informação sobre a vida pessoal do garoto, o que acho correto. Mas a recusa de Blair em responder foi interpretada como uma evidência de que o garoto não havia sido vacinado. A queda nas taxas de vacinação trouxe de volta o sarampo, que estava sob controle havia 20 anos.

Época - Há mais crianças autistas hoje do que 30 anos atrás?

Gillberg - Acredito que não. Estima-se que 0,2% da população seja acometida pelo autismo típico e que 0,8% apresente sinais mais brandos do distúrbio. Isso significa que 1% das pessoas desenvolve alguma forma de autismo. Os estudos demonstram que esse índice é muito similar ao verificado nos anos 70. As pessoas passaram a prestar mais atenção ao assunto e novos critérios aumentaram o número de diagnósticos corretos.

Época - Não está despontando, portanto, uma epidemia de autismo?
Gillberg - Não existe nenhuma evidência de que os casos estejam aumentando. Mas há vários sinais de que mudanças nos critérios de diagnóstico inflaram os números. Eu mesmo, quando tinha 25 anos e comecei nesse campo, provavelmente não percebi que muitas das crianças atendidas por mim eram autistas. Um bom número dos pacientes diagnosticados erroneamente como portadores de retardo mental ou transtorno do déficit de atenção atualmente seria considerado autista.

Época - O milionário Bill Gates (dono da Microsoft) pode ser considerado autista?
Gillberg - Não posso afirmar isso porque nunca o encontrei pessoalmente. Até onde sei, nunca recebeu diagnóstico. Mas muita gente séria enxerga nele sinais da síndrome de Asperger, forma mais branda de autismo. Em geral, os portadores são muito formais, fixados em alguns assuntos, bitolados. Há pessoas brilhantes que apresentam os sintomas. O cientista Albert Einstein, por exemplo. Baseado nas biografias que descrevem o comportamento dele, acredito que tinha Asperger.

Época - Qual é a porcentagem de autistas que conseguem estudar e seguir uma carreira?
Gillberg - Se considerarmos apenas as crianças que sofrem de autismo típico (graves desvios de comunicação, interação social e dificuldades no uso da imaginação), muito poucas conseguem seguir carreira. Mas, se pensarmos no autismo de forma mais ampla e incluirmos os que têm Asperger, muitos vão à universidade. Existem pessoas com todos os sintomas de autismo, mas que conseguem conviver em sociedade. Nas melhores universidades há professores com indícios de Asperger, mas a maioria não recebe o diagnóstico.

"Gente séria enxerga em Bill Gates sinais da síndrome de Asperger, uma forma branda de autismo. Quem consegue lidar com ela pode se tornar um profissional brilhante" 

Época - Eles convivem bem com essa condição?

Gillberg - Os autistas típicos, que apresentam grandes problemas de comunicação verbal, enfrentam muitas dificuldades. Sem boa linguagem, essas pessoas não conseguem se comunicar e se enquadrar na sociedade. Por outro lado, alguns pacientes com habilidades satisfatórias de linguagem podem viver muito bem. Os portadores de Asperger que procuram nosso grupo na Suécia apresentam graves problemas, mas não representam o que acontece com todos. #Q#

Época - Que tipo de problemas?

Gillberg - Inúmeras dificuldades de interação social. Os pacientes não se enquadram em nenhum lugar. São pessoas estranhas, originais demais, esquisitas. A linha divisória é saber se a criança consegue lidar com a escola sem sucumbir a pressões do cotidiano. Se ela é capaz de acompanhar as aulas apesar dos sintomas de Asperger, provavelmente terá sucesso no futuro. Muitos se tornam professores universitários, matemáticos, engenheiros, advogados.

Época - Os casos de autismo estão aumentando no Vale do Silício, o paraíso das empresas de tecnologia nos Estados Unidos?

Gillberg - Esqueça isso. É impossível saber se houve um aumento no número de casos naquela região. Afinal, ninguém sabe quais eram os índices há 40 anos. Caso realmente tenha ocorrido um crescimento na prevalência de autismo, isso não tem nada a ver com as condições ambientais, e sim com o tipo de profissionais que as empresas do Vale do Silício disputam.

Época - Como assim?

Gillberg - A região atraiu muitos engenheiros, especialistas em tecnologia da informação, que podem ser pessoas com Asperger. Mas de forma alguma isso significa que tenham virado autistas ao chegar ao Vale do Silício. Os estudos têm demonstrado que pessoas com Asperger e outras formas de autismo que obtêm sucesso na vida adulta preferem carreiras como Matemática, Engenharia e Computação. Justamente os profissionais que aquelas empresas procuram. Se pessoas com a síndrome se conhecem no Vale e se casam, é bastante provável que transmitam a herança genética do autismo aos filhos.

Época - O que há de novo no entendimento da doença?

Gillberg - Em primeiro lugar, autismo não é doença. Trata-se de um distúrbio de desenvolvimento que pode ser causado por uma série de outras doenças e determinado por alterações genéticas em vários cromossomos. Alguns casos são atribuídos a drogas teratogênicas (como a talidomida) consumidas pela mulher grávida ou ao excesso de bebida alcoólica na gestação. Metais pesados como chumbo, mercúrio e outros materiais também parecem danificar o cérebro e levar ao autismo. Mas fatores genéticos determinam a maioria dos casos. Um dos pais carrega dois genes envolvidos numa maior suscetibilidade ao distúrbio. O outro cônjuge carrega outros três. O autismo pode ser fruto da combinação infeliz desses genes.

Época - O senhor poderia nos dar um exemplo dessa combinação infeliz?

Gillberg - Imagine que a criança herde do pai genes que favorecem o comportamento rigoroso, a extrema meticulosidade, incríveis habilidades matemáticas e certo pedantismo (característica de várias pessoas com Asperger). Junto com isso, ela recebe da mãe algum gene relacionado à determinação quase obsessiva. Isoladamente, esses genes poderiam influenciar o surgimento de características positivas. Quando combinados, porém, produzem a síndrome. Hoje sabemos que o autismo é geralmente genético. Não tem nada a ver com o ambiente psicossocial. Antes, a culpa recaía sobre os pais. Acreditava-se que as crianças se tornavam autistas porque não eram amadas. Essa visão tornou-se ultrapassada quando surgiram os estudos genéticos.

Época - Essas descobertas podem melhorar os tratamentos?

Gillberg - Hoje é possível identificar as diferentes síndromes que caracterizam o autismo. E há um grande investimento para descobrir os genes relacionados a elas. O contingente de 1% das pessoas portadoras poderá ser dividido em subgrupos e receber tratamentos mais específicos. Mas não acredito no surgimento de uma solução maravilhosa que possa curar todos os casos de autismo.

Época - O que os pais podem fazer para ampliar as perspectivas da criança autista?

Gillberg - Não existe um remédio que seja útil para todos os pacientes. Muitas vezes o melhor a fazer é evitar a medicação. Mas escolas especializadas, como a Associação de Amigos do Autista (AMA), oferecem educação personalizada e intervenções interessantes na forma de comunicação. Infelizmente, os governantes ainda não perceberam que o autismo é um grande problema. No Brasil, não há serviços públicos que identifiquem o autista e ofereçam o tipo de educação mais adequada. Nesse aspecto, o cenário brasileiro é muito parecido com o da Suécia de 30 anos atrás.