sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Feliz 2013


Política Nacional das Pessoas com Autismo

BRASÍLIA - DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO 28dez2012
LEI 12.764, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2012
Institui a Política Nacional de Proteção dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista; e altera o § 3o
do art. 98 da Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono
a seguinte Lei:
Art. 1o Esta Lei institui a Política Nacional de Proteção dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece
diretrizes para sua consecução.
§ 1o Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com
transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica
caracterizada na forma dos seguintes incisos I ou II:
I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social;
ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter
relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento;
II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou
verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns;
excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos.
§ 2o A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais.

Art. 2o São diretrizes da Política Nacional de Proteção dos
Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista:
I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista;
II - a participação da comunidade na formulação de políticas
públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e
o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação;
III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com
transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o
atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes;
IV - (VETADO);
V - o estímulo à inserção da pessoa com transtorno do
espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades
da deficiência e as disposições da Lei no
8.069, de 13 de julho de1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente);
VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações;
VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais
especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro
autista, bem como a pais e responsáveis;
VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para
estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as
características do problema relativo ao transtorno do espectro autista
no País.
Parágrafo único. Para cumprimento das diretrizes de que
trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito
público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado.

Art. 3o São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista:
I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer;
II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração;
III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à
atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo:
a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo;
b) o atendimento multiprofissional;
c) a nutrição adequada e a terapia nutricional;
d) os medicamentos;
e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento;
IV - o acesso:
a) à educação e ao ensino profissionalizante;
b) à moradia, inclusive à residência protegida;
c) ao mercado de trabalho;
d) à previdência social e à assistência social.
Parágrafo único. Em casos de comprovada necessidade, a
pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns
de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2o, terá direito a
acompanhante especializado.

Art. 4o A pessoa com transtorno do espectro autista não será
submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de
sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por
motivo da deficiência.
Parágrafo único. Nos casos de necessidade de internação
médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4o da Lei no
10.216, de 6 de abril de 2001.

Art. 5o A pessoa com transtorno do espectro autista não será
impedida de participar de planos privados de assistência à saúde em
razão de sua condição de pessoa com deficiência, conforme dispõe o art. 14 da Lei no 9.656, de 3 de junho de 1998.

Art. 6o ( V E TA D O ) .

Art. 7o O gestor escolar, ou autoridade competente, que recusar a matrícula de aluno com transtorno do espectro autista, ou
qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três)
a 20 (vinte) salários-mínimos.
§ 1o Em caso de reincidência, apurada por processo administrativo, assegurado o contraditório e a ampla defesa, haverá a
perda do cargo.
§ 2o( V E TA D O ).

Art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 27 de dezembro de 2012;

191o da Independência e 124o da República.
DILMA ROUSSEFF
José Henrique Paim Fernandes
Miriam Belchior

domingo, 25 de novembro de 2012

DPMG realiza seminário sobre direitos do autista

   

No dia 13 de novembro, diversos profissionais das áreas de saúde e educação, operadores do Direito e familiares de autistas compareceram na série de palestras sobre os Direitos do Autista promovida pela Defensoria Especializada do Idoso e da Pessoa com Deficiência.
Ao abrir o evento, o coordenador da Especializada, defensor público Estêvão Machado de Assis Carvalho, ressaltou a importância da decisão da Administração Superior da DPMG em reativar, em julho de 2011, a Defensoria Especializada do Idoso e da Pessoa com Deficiência.
“Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 15% da população brasileira apresenta algum tipo de deficiência. Isso representa cerca de 30 milhões de pessoas, ou seja, dez vezes a população de Belo Horizonte. É um número muito expressivo de pessoas carentes de direitos, que demandam atendimento especializado, com legislação própria. A reinstalação da Especializada veio preencher uma lacuna no atendimento da Instituição”, declarou Estêvão Machado.

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Corregedor geral da DPMG, Eduardo Vieira Carneiro; juiz de Direito, Michel Curi; defensora geral, Andréa Tonet; promotor de justiça da Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Filgueiras; e o coordenador da Defensoria Especializada do Idoso e da Pessoa com Deficiência, Estêvão Machado de Assis Carvalho, compõem mesa durante o evento
O coordenador explicou que há pouco tempo apenas, com a promulgação da Lei Municipal 10.418 de 2012, o autista passou a ser considerado como pessoa com deficiência. Em decorrência da lei, os autistas passaram a ter direitos, como passe livre, escola especial, isenção tributária em alguns casos, dentre outros. “Cientificar familiares de autistas e profissionais afins sobre os direitos do autista e ainda, informar sobre o que a Defensoria Pública pode fazer e o que tem feito são os principais objetivos deste seminário”, informou.
Por último, o coordenador enfatizou a importância da participação do público presente. “As conquistas dos idosos e dos deficientes surgem essencialmente da mobilização e reivindicação das pessoas. A Defensoria Pública serve como instrumento para levar as reivindicações ao Estado, administrativamente ou judicialmente, mas quem faz os avanços acontecerem são vocês, que lidam diariamente com a situação”, ponderou o Defensor.

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Defensora pública em atuação na Especializada, Fernanda Milagres; juiz de Direito, Michel Curi; promotor de Justiça da Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Filgueiras; corregedor geral da DPMG, Eduardo Vieira Carneiro; defensora geral, Andréa Tonet; presidente do Instituto Superação, Maurício Moreira; e o coordenador Estêvão Carvalho
Em sua fala, a defensora pública geral lamentou o fato que de “em pleno século XXI, as pessoas especiais tenham que lutar tão aguerridamente para exercer os seus direitos”. Para a defensora geral, há pontos positivos e negativos na realização de um seminário sobre os direitos do autista.
“Em um país que tem uma constituição cidadã, de vanguarda, onde os direitos e garantias estão expressos, é bom que as instituições estejam se unindo para discutir e agir no sentido de garantir os direitos; mas, ao mesmo tempo, é ruim que ainda seja necessário lutar por esses direitos”, afirmou Andréa Tonet.
A defensora geral agradeceu a participação dos palestrantes, a atuação dos defensores públicos da Especializada, o público presente e o Instituto São Rafael, que cedeu o espaço para realização do evento.
“Experiência pessoal de convivência com os autistas”, “Conceito, diagnóstico, manifestações e efeitos do autismo”, ‘Política de inclusão escolar para pessoa com deficiência”, “Papel da Defensoria Pública na defesa das pessoas com deficiência” e “Judicialização dos direitos da pessoa com deficiência” foram os temas abordados pelos palestrantes.
A conferência contou com a participação do corregedor geral da DPMG, Eduardo Vieira Carneiro; do promotor de Justiça da Promotoria de Defesa da Pessoa com Deficiência, Rodrigo Filgueiras; do juiz de Direito, Michel Curi; da defensora pública Fernanda Milagres; do psiquiatra Walter Camargos; da psicopedagoga Cristiana Silveira; do presidente do Instituto Superação e pai de crianças autistas, Maurício Moreira; do vereador Leonardo Mattos; da diretora do Instituto Superação, Denise Martins; e da diretora da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caade), Juliana Chiari.
Fonte: Ascom / DPMG (21/11/2012)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Nova Politica de Atenção das Pessoas Autistas de Juiz de Fora MG

LEI N.º 12.697

PREFEITURA DE JUIZ DE FORA

DIÁRIO OFICIAL ELETRÔNICO DO MUNICÍPIO DE JUIZ DE FORA

ATOS DO GOVERNO DO PODER EXECUTIVO

Publicado em: 21/11/2012 as 00:01

LEI N.º 12.697 - de 20 de novembro de 2012 - Dispõe sobre instituição de Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Município de Juiz de Fora - Projeto n. 201/2012, de autoria do Vereador Figueirôa. A Câmara Municipal de Juiz de Fora aprova e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º  Esta Lei institui a Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista e estabelece diretrizes para sua consecução. § 1º  Para os efeitos desta Lei, é considerada pessoa com transtorno do espectro autista aquela portadora de síndrome clínica caracterizada por: I - deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; II - padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos. § 2º A pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. Art. 2º  São diretrizes da Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista: I - a intersetorialidade no desenvolvimento das ações e das políticas e no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista; II - a participação da comunidade na formulação de políticas públicas voltadas para as pessoas com transtorno do espectro autista e o controle social da sua implantação, acompanhamento e avaliação; III - a atenção integral às necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista, objetivando o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional e o acesso a medicamentos e nutrientes; IV - a inclusão dos estudantes com transtorno do espectro autista nas classes comuns de ensino regular e a garantia de atendimento educacional especializado gratuito a esses educandos, quando apresentarem necessidades especiais e sempre que, em função de condições específicas, não for possível a sua inserção nas classes comuns de ensino regular, observado o disposto no Capítulo V (Da Educação Especial), do Título V, da Lei n. 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional; V - o estímulo à inserção do adolescente com transtorno do espectro autista no mercado de trabalho, observadas as peculiaridades da deficiência e as disposições da Lei n. 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente); VI - a responsabilidade do poder público quanto à informação pública relativa ao transtorno e suas implicações; VII - o incentivo à formação e à capacitação de profissionais especializados no atendimento à pessoa com transtorno do espectro autista, bem como a pais e responsáveis; VIII - o estímulo à pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos tendentes a dimensionar a magnitude e as características do problema relativo ao transtorno do espectro autista no Município. Parágrafo único.  Para cumprimento das diretrizes de que trata este artigo, o poder público poderá firmar contrato de direito público ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. Art. 3º  São direitos da pessoa com transtorno do espectro autista: I - a vida digna, a integridade física e moral, o livre desenvolvimento da personalidade, a segurança e o lazer; II - a proteção contra qualquer forma de abuso e exploração; III - o acesso a ações e serviços de saúde, com vistas à atenção integral às suas necessidades de saúde, incluindo: a) o diagnóstico precoce, ainda que não definitivo; b) o atendimento multiprofissional; c) a nutrição adequada e a terapia nutricional; d) os medicamentos; e) informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento; IV - O acesso: a) à educação e ao ensino profissionalizante; b) à moradia, inclusive à residência protegida; c) ao mercado de trabalho; d) à previdência social e à assistência social. Parágrafo único.  Em casos de comprovada necessidade, a pessoa com transtorno do espectro autista incluída nas classes comuns de ensino regular, nos termos do inciso IV do art. 2º, terá direito a acompanhante especializado. Art. 4º A pessoa com transtorno do espectro autista não será submetida a tratamento desumano ou degradante, não será privada de sua liberdade ou do convívio familiar nem sofrerá discriminação por motivo da deficiência. Parágrafo único.  Nos casos de necessidade de internação médica em unidades especializadas, observar-se-á o que dispõe o art. 4º, da Lei n. 10.216, de 6 de abril de 2001. Art. 5º  Vetado. Art. 6º  Vetado. Art. 7º  Os recursos necessários para assegurar o atendimento apresentado nesta Lei serão provenientes do Sistema Único de Saúde nos termos definidos pela Portaria MS/GM n. 1635, de 12 de setembro de 2002, portaria MS/GM 321, de 15.02.07, deliberação CIB-SUS-MG 549/08 e 593, de 21.10.09. Art. 8º  Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação, regulamentada no que for necessário. Paço da Prefeitura de Juiz de Fora, 20 de novembro de 2012. a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora. a) VÍTOR VALVERDE - Secretário de Administração e Recursos Humanos.

RAZÕES DE VETO - Reconheço a oportunidade e a legitimidade da matéria tratada, parabenizando não só o D. Edil autor do Projeto de Lei que "Dispõe sobre instituição de Política Municipal de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista no Município de Juiz de Fora", bem como toda a Casa Legislativa Municipal pela respectiva aprovação. Não obstante, vejo-me compelido a vetar parcialmente o dito Projeto de Lei, em especial os arts. 5º e 6º, cujos teores demonstram-se contrários ao que dispõe a Lei Orgânica do Município. Inicialmente, cumpre destacar que o art. 5º da proposição em análise, prevê que “Será concedido horário especial ao servidor público municipal que tenha sob sua responsabilidade e sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente com deficiência, a ser estabelecido de comum acordo entre a administração pública e o sindicato da categoria”. Nesse sentido, o art. 15 da Lei Orgânica do Município estabelece o seguinte: “O servidor público, legalmente responsável por pessoa deficiente em tratamento especializado, deverá ter sua jornada de trabalho reduzida, conforme dispuser a lei.” Sendo assim, verifica-se que o horário especial proposto no PL tem sua eficácia limitada, tendo em vista que carece de lei específica para que sua aplicação seja plena. Ademais, nesse ponto, a iniciativa de lei para dispor sobre a matéria é privativa do Chefe do Executivo, conforme aponta o art. 36, II, da Lei Orgânica do Município, verbis: “Art. 36  São matéria de iniciativa do Prefeito, além de outras previstas nesta Lei Orgânica: (...) II - servidores públicos, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;” Quanto ao art. 6º, que estabelece que o Poder Público, através da Secretaria Municipal de Saúde, deverá garantir um centro de reabilitação e habilitação para atender portadores de autismo, cumpre destacar que o dispositivo invade a esfera de competência executiva, visto que sua criação será equivalente a de um órgão público, o que evidentemente foge das competências do Poder Legislativo. O próprio art. 36, III, da Lei Orgânica do Município prevê que a criação, estruturação, atribuição e extinção das secretarias ou departamento equivalente, órgão autônomo e entidade da administração pública indireta é matéria de iniciativa privativa do Chefe do Executivo. Assim, não obstante à nobre iniciativa do Ilustre Vereador, o Executivo se vê compelido a se manifestar pelo veto dos referidos dispositivos, uma vez que contrários ao disposto na Lei Orgânica do Município. Diante do exposto, mantendo-se o teor, o conteúdo e o sentido dos artigos não vetados do Projeto de Lei, espero e solicito, face aos motivos acima expostos, à Egrégia Câmara que, em reexame da matéria, mantenha o presente veto. Prefeitura de Juiz de Fora, 20 de novembro de 2012. a) CUSTÓDIO MATTOS - Prefeito de Juiz de Fora.

PROPOSIÇÕES VETADAS - Art. 5º  Será concedido horário especial ao servidor público municipal que tenha sob sua responsabilidade e sob seus cuidados cônjuge, filho ou dependente com deficiência, a ser estabelecido de comum acordo entre a administração pública e o sindicato da categoria. Art. 6º  O Poder Público, através da Secretaria Municipal de Saúde, garantirá ainda um centro de reabilitação e habilitação, próprio ou conveniado, com uma equipe mínima constituída de: I - Neurologista e Psiquiatra; II - Clínico e Pediatra; III - Psicólogo Comportamental; IV - Fonoaudiólogo; V - Assistente Social; VI - Fisioterapeuta; VII - Terapeuta Ocupacional; VIII - Pedagogo; IX - Musicoterapeuta.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Terapias alternativas ajudam crianças com autismo e necessidades especiais


Terapias alternativas ajudam crianças com autismo e necessidades especiais
17 julho, 2012



Atualmente, os tratamentos tradicionais para o autismo e outros transtornos do espectro autista, – consultas com fonoaudiólogos, neurologistas e a escolha de escolas especializadas – são complementados com terapias alternativas, que embora não sejam validadas por um grande número de estudos médicos e científicos, são amplamente adotadas pelas famílias.

Estas terapias complementares introduzem animais, aplicativos para tablets eletrônicos e arteterapia na vida diárias das crianças autistas, melhorando suas habilidades comunicativas, a integração social e a qualidade de vida de toda a família.

Cães de assistência

O cão sempre foi considerado o melhor amigo do homem. Um cão de assistência, adestrado para garantir a integridade física, controlar situações de emergência e auxiliar na integração social, pode se tornar o melhor amigo de uma criança com autismo ou transtornos do espectro autista.

Por exemplo, um cão de assistência pode evitar comportamentos de fuga, alertando seus pais ou acompanhando a criança quando esta sair de casa. Da mesma forma, esses animais contribuem para reduzir o estresse e os comportamentos estereotipados dos autistas, ajudando a acalmar as crianças quando estão ansiosas ou irritadas.
Por serem companheiros dedicados, os cães permitem que a criança autista desenvolva habilidades sociais, facilitando o relacionamento e a comunicação com outras pessoas por meio do animal. Outros benefícios incluem a melhoria dos padrões de sono, já que o contato permanente com o cachorro proporciona um estímulo sensorial que o relaxa.

Segundo Bocalán, uma instituição da Espanha dedicada a adestrar e entregar cães de assistência a pessoas em situações de incapacidade, o tipo de comunicação e as atitudes do cão são reconhecidos com mais facilidade por crianças com autismo, possivelmente por utilizar a comunicação visual e emitir sinais de forma simples e na altura da criança.

A Corporação Junto a Ti, com sede no Chile, também colabora com o processo de reabilitação e inserção social de crianças autistas, destinando cães de assistência às famílias. Como bem expressam, “a criança com necessidades especiais, acompanhada de um cão de assistência, tem mais chances de se integrar com sucesso à sociedade”.

Nos Estados Unidos, a organização Compassionate Paws define o papel e o tipo de treinamento do cão de assistência de acordo com as necessidades específicas de cada criança. Por conseguinte, grande parte do processo de adestramento ocorre depois que o cão é introduzido na vida familiar, quando já se formou um vínculo afetivo entre o animal e a criança autista.




Aplicativos para tablets

Professores, médicos e pais estão usando o Ipad como ferramenta para ajudar crianças com autismo, síndrome de Asperger e outros atrasos no desenvolvimento. Segundo a experiência prática de algumas famílias, as crianças que usam alguns dos diversos aplicativos disponíveis demonstraram considerável melhora nas habilidades comunicativas e cognitivas.

Um dos aplicativos para crianças autistas é o Proloquo2Go. É uma ferramenta que ajuda crianças com dificuldades na fala a se comunicar com mais facilidade por meio de mensagens de texto e voz, símbolos inovadores, ações e conjugações verbais, um extenso vocabulário e muito mais. O aplicativo é recomendado para crianças e adultos com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down, atrasos no desenvolvimento, derrame cerebral ou traumatismo encéfalo-craniano.

Outro aplicativo que permite que crianças especiais se comuniquem com mais eficiência é o Grace. Com esta ferramenta, as crianças podem formar frases a partir de imagens (símbolos e fotos) dispostas em um barco. Ao girar o tablet, a frase construída é interpretada por seu acompanhante, que pode atender a suas necessidades em tempo real. O mais interessante é que este aplicativo favorece a interação entre a criança e seu acompanhante, fortalecendo a compreensão e a confiança mútuas.

O Autism Express é outro aplicativo amplamente utilizado. Como as crianças autistas têm dificuldade para expressar suas emoções e interpretar corretamente o significado das expressões faciais, o Autism Express as ajuda a reconhecer e a comunicar diferentes sentimentos e estados de espírito, mediante interfaces lúdicas de fácil manejo. Desta forma, a criança pode expressar com mais exatidão se está feliz ou triste, se tem fome ou está cansada.

Muitos outros aplicativos para tablets e outros dispositivos móveis estão disponíveis gratuitamente ou a um custo relativamente baixo. Seu principal benefício reside no desenvolvimento das habilidades comunicativas, motoras e cognitivas de pessoas com necessidades especiais, que apresentam diferentes níveis de inteligência e grande memória verbal, o que torna os meios eletrônicos uma excelente alternativa para melhorar sua qualidade de vida.

Arteterapia

As artes visuais, a música, a dança e o  teatro são terapias complementares que melhoram as condições de vida das crianças com autismo e outras formas de atraso no desenvolvimento. Tais processos criativos servem de ponte comunicacional com a criança autista.

De acordo com a Associação Americana de Arteterapia (AATA), esta disciplina “emprega o processo criativo para melhorar o bem-estar físico, mental e emocional dos indivíduos, focalizando sobretudo a resolução de conflitos e problemas, o desenvolvimento das habilidades interpessoais, o controle do comportamento, a redução do estresse, o incremento da autoestima e da autoconsciência”.

No caso específico das crianças autistas e com dificuldades de aprendizagem, a arteterapia também gera benefícios cognitivos e sociais. De fato, algumas pesquisas demonstraram que a criação artística promove a comunicação entre os dois hemisférios do cérebro – o direito que armazena memórias gráficas, e o esquerdo, que controla a capacidade verbal-. Portanto, uma pessoa com uma condição especial pode ter uma capacidade maior de articular verbalmente uma experiência depois de se expressar por meio de uma obra de arte.
No aspecto social, as sessões de arteterapia em grupo oferecem às crianças autistas uma oportunidade de socializar em um ambiente seguro, onde possam se expressar livremente. Nesses encontros com a arte, as crianças também descobrem que não são as únicas e que existem outras pessoas com problemas similares aos seus. Desta forma, sentem-se mais conectados com seu entorno.

Segundo Erin Brumleve, “a arte também reduz a fadiga, a depressão, a ansiedade, a dor e o estresse”. Desta forma, a criança canaliza sua energia, habilidades e desafios para o trabalho artístico, e não para si mesmo ou a família.

Uma das entidades que promove esse tipo de terapias alternativas é a VSA, a Organização Internacional de Arte e Deficiência, administrada pelo Centro de Arte Dramática John F. Kennedy, com sede em Washington DC, Estados Unidos.

Esta organização provê educação artística e acesso à arte a pessoas com deficiência. A cada ano, sete milhões de crianças, jovens e adultos participam de seus programas, por meio de uma rede nacional e 52 afiliados internacionais.

Seja por meio de um cão de assistência um aplicativo ou uma aula de arte-terapia, cada vez mais crianças autistas e sua família têm a seu alcance um número maior de alternativas, que a ajudam a levar uma vida normal, feliz e repleta descobertas maravilhosas.

Por Carolina Salazar
http://ajuda.discoverybrasil.uol.com.br/terapias-alternativas-ajudam-criancas-com-autismo-e-necessidades-especiais/

sábado, 17 de novembro de 2012

"DEFICIÊNCIA PSICOSSOCIAL"



A Nova Categoria de Deficiência -Romeu Kazumi Sassaki, 2010. 
Citação bibliográfica
SASSAKI, Romeu Kazumi. Deficiência psicossocial: a nova categoria de deficiência. Fortaleza: Agenda 2011 do Portador de Eficiência, 2010.
A deficiência psicossocial ― também chamada “deficiência psiquiátrica” ou “deficiência por saúde mental” ― foi incluída no rol de deficiências pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD), adotada na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em 13/12/06. 
No Artigo 1 (Propósito), a Convenção afirma que “Pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdades de condições com as demais pessoas.” Trata-se de uma afirmação e não de uma definição. Se fosse uma definição, ela estaria no Artigo 2 (Definições). 
De acordo com essa afirmação:
Se uma pessoa tem impedimentos... Ela é uma pessoa...
... de natureza física ... com deficiência física
... de natureza mental (saúde mental) ... com deficiência psicossocial
... de natureza intelectual ... com deficiência intelectual
... de natureza sensorial (auditiva) ... com deficiência auditiva
... de natureza sensorial (visual) ... com deficiência visual

A inserção do tema “deficiência psicossocial” representa uma histórica vitória da luta de pessoas com deficiência psicossocial, familiares, amigos, usuários e trabalhadores da saúde mental, provedores de serviços de reabilitação física ou profissional, pesquisadores, ativistas do movimento de vida independente e demais pessoas em várias partes do mundo.
Convém salientar que o termo “pessoa com deficiência psicossocial” não é o mesmo que “pessoa com transtorno mental”. Trata-se, isto sim, de “pessoa com sequela de transtorno mental”, uma pessoa cujo quadro psiquiátrico já se estabilizou e não mais oferece perigo para ela ou para outras pessoas. Os transtornos mentais mais comuns são: mania, esquizofrenia, depressão, síndrome do pânico, transtorno obsessivo-compulsivo e paranóia. O dr. João Navajas já dizia em 1997: “Se houver sequelas, essas pessoas poderão se adequar às limitações sem deixar suas atividades do dia a dia, como estudar ou trabalhar” (Sociedade Brasileira de Psiquiatria e Comunidade Terapêutica Dr. Bezerra de Menezes). 
Também alunos com certos tipos de transtorno global do desenvolvimento (TGD) poderão, a partir de agora, fazer parte do segmento das pessoas com deficiência e beneficiar-se das medidas asseguradas na CDPD. Alguns desses tipos são: síndrome de Rett, síndrome de Asperger, psicose (http://lucimaramaia.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=15&Itemid=8) e autismo (“Autismo: inserção social é possível?”, Cinthia Pascueto, Jornal da UFRJ, ed. n. 200, 24/4/03). 
Em documentos a respeito da CDPD, a ONU usa o termo “deficiência psicossocial” ao comentar os impedimentos de natureza mental, ou seja, relativa à saúde mental. Um desses documentos produzidos pela ONU é o PowerPoint que explica o conteúdo da CDPD (Secretariado da ONU para a CDPD: www.un.org/disabilities).
O documento “The United Nations Convention on the Rights of Persons with Disabilities: Towards a Unified Field Theory of Disability”, de 22 páginas, ― que originalmente foi uma palestra ministrada em 10/10/09 pelo prof. Gerard Quinn ― é todo dedicado a traçar a trajetória de dois campos, o das deficiências e o da saúde mental, que se desenvolveram paralelamente no passado, mas que foram juntados em igualdade de condições no contexto da CDPD. Gerard Quinn é Diretor do Centro de Lei e Política da Deficiência, da Universidade Nacional da Irlanda (www.nuigalway.ie/cdlp).
Desta forma, pela primeira vez na história dos direitos humanos, pessoas do campo da saúde mental e pessoas do campo das deficiências trabalharam em torno do mesmo objetivo ― a elaboração da CDPD. Ao cabo de quatro anos, reconhecendo que a sequela de um transtorno mental constitui uma categoria de deficiência, elas a colocaram como deficiência psicossocial junto às tradicionais deficiências (física, intelectual, auditiva e visual).
Com a ratificação da CDPD por um crescente número de países-membros da ONU, estabelece-se uma ótima perspectiva para profundas mudanças nos procedimentos destes dois campos. Pois, mais de 40% dos países ainda não possuem políticas públicas para pessoas com deficiência psicossocial e mais de 30% dos países não possuem programas de saúde mental. Em todo o mundo, mais de 400 milhões de pessoas têm algum tipo de transtorno mental, conforme a Organização Mundial de Saúde. No Brasil, são 3 milhões de pessoas com transtornos mentais graves (esquizofrenia e transtorno bipolar), mas considerando os tipos menos severos (depressão, ansiedade e transtorno de ajustamento), cerca de 23 milhões de pessoas necessitam de algum tipo de atendimento em saúde mental. Acontece que em nosso país há somente 1.513 Centros de Atenção Psicossocial (Caps), segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (http://www.sissaude.com.br/sis/inicial.php?case=2& idnot=7154, 29/6/2010).
Grupos de apoio: PcDP
O termo “pessoa com deficiência psicossocial” (PcDP) é relativamente novo, quase contemporâneo do nome anterior, “pessoa com deficiência psiquiátrica”. Mas, estas pessoas já se organizavam em grupos de autoajuda na década de 50, quando eram chamadas “ex-pacientes psiquiátricos”. Na década de 80, consideravam-se “sobreviventes da saúde mental” (ou “sobreviventes da psiquiatria”) e começaram a se chamar “deficientes psiquiátricos”.
De acordo com um estudo feito nos EUA em 1958 pela Joint Commission on Mental Illness and Health (JCMIH), já havia naquele ano mais de 70 organizações de “ex-pacientes psiquiátricos” em 26 estados, sendo 14 na Califórnia. A organização Recovery, Inc. tinha 250 pequenos grupos em 20 estados, totalizando 4.000 membros. Inicialmente, as pessoas se reuniam interessadas em relacionamentos sociais e troca de histórias de vida (“Action for Mental Health”, JCMIH, 1961, p.186-187). 
As reuniões eram informais, coordenadas por uma pessoa com deficiência psicossocial ou por um consultor voluntário. O local era geralmente um hospital, clínica ou escritório de órgão público. Em 1989, 1991 e 1996, tive a oportunidade de participar dessas reuniões na Families and Friends Alliance for the Mentally Ill (Aliança de Famílias e Amigos de Pessoas com Transtorno Mental), um grupo que se reunia no Centro de Saúde Mental Acadiana, em Lafayette, Louisiana, EUA. 
Hoje, as PcDP que lideram organizações e grupos de apoio são consideradas ativistas ou autodefensoras e lutam pelos seus direitos. Na Colômbia, o projeto “Reconhecimento da Capacidade Jurídica das Pessoas com Deficiências Intelectual e Psicossocial”, é executado pelas organizações Asdown e Fundamental Colombia, que reúnem pessoas com deficiência psicossocial (http://www.riadis.net/riadis-em-acao-15/inicia-se-execuccedilatildeo-e-seguimento-dos-micr/).

Recebido de Barbara Parente.

sábado, 3 de novembro de 2012

Município de Manhuaçu irá implementar política pública para atendimento de pessoas com autismo


Município de Manhuaçu irá implementar política pública para atendimento de pessoas com autismo
Iniciativa é resultado de acordo judicial firmado com o MPMG para garantir tratamento especializado a ser oferecido pela Apae da cidade
09/07/2012 14h41
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Uma estrutura necessária ao atendimento de pessoas com autismo será criada em Manhuaçu, na Zona da Mata. A iniciativa é uma parceria com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o município.

Segundo o MPMG, em Inquérito Civil instaurado pela promotora de Justiça Thereza Rache Riani Lana apurou-se que uma criança com autismo não vinha recebendo tratamento adequado na cidade, por falta de quadro técnico especializado. Devido à urgência do acompanhamento, a promotora de Justiça propôs Ação Civil Pública requerendo que o Município oferecesse à criança tratamento multidisciplinar especializado e educação inclusiva ou, na impossibilidade, custeasse o deslocamento da criança e da mãe a outra cidade que oferecesse o serviço e arcasse com os custos de uma escola particular.

A tutela antecipada foi concedida e a criança já estava em tratamento no Município de Guarapari, a 250 km de Manhuaçu, quando uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), liminarmente, cassou a tutela antecipada, mas reconheceu a necessidade de implementação de política pública para atendimento de pessoas com autismo.

Em audiência de conciliação, no dia 4 de julho, o promotor de Justiça substituto Vinicius Bigonha Cancela Moraes de Melo firmou o acordo com o Município de Manhuaçu. Também ficou acertado que, até que seja feito o convênio com a Apae, o Município arcará com as despesas do tratamento da criança em Guarapari.
COM MPMG

Evento Autismo em BH Defensoria Pública de MG


Evento Autismo em Betim CRP


Tropeiro Beneficiente


Você não pode perder!!!
Informações: 31 93783135 

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Tropeiro Beneficente da Família Autista de MG





Tropeiro Beneficente da Família Autista de MG em 

Parceria com a Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Será dia 10 de Novembro, 2012 a partir das 10 horas,

Na PEC OAB, rua dos Guajajaras 2287


Será um dia muito agradável para toda a família, 


teremos musica, brinquedos para as crianças.

Venha nos prestigiar você e sua família não podem 





perder!!!!!!!




Autismo eu me importo e você??????????????






Nos vemos lá.








Parceiro:




Comissão de Direitos das Pessoas Deficientes da OAB MG



domingo, 21 de outubro de 2012

Comunicação alternativa é tema de capacitação para professores de todo o estado


Comunicação alternativa é tema de capacitação para professores de todo o estado

Novo curso de Libras e comunicação alternativa para alunos com disfunções neuromotora são temas de duas capacitações oferecidas pela Secretaria de Educação e que se encerram esta semana
Para assistir aproximadamente 1.500 alunos da rede estadual de ensino de Minas Gerais com disfunção neuromotora e autismo, a Diretoria de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação (SEE) capacita até o final da semana, (31-08), 94 professores que atuam como apoio a este alunado para comunicação alternativa.
Conceitos de educação inclusiva, tecnologias assistivas, aspectos sobre autismo, atribuições dos profissionais especializados, teoria e prática da comunicação alternativa, e o Método TEACCH (em inglês Treatment and Education of Austistc and related Communication-handicapped Children, que tem como objetivo melhorar a independência da criança) são as sete conteúdo que serão abordados na capacitação.

Segundo a diretora de Educação Especial da SEE, Ana Regina de Carvalho, “o primordial é que a comunidade escolar compreenda o papel e a forma de atuação desses professores de apoio. Eles não são instrutores particulares, nem acompanhantes para simplesmente levar ao banheiro. Os professores de apoio são responsáveis pela mediação entre o aluno e a escola, visando sua comunicação e sua participação ampla, assunto que estamos abordando e aprofundando nesta capacitação”, explicou a diretora.
O novo curso de Libras
Além dos 94 professores que estão sendo capacitados para a comunicação alternativa, outros 77 professores surdos, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras), estão sendo capacitados também, desde a última segunda-feira, (27-08), para o novo curso de Libras que está sendo lançado em Minas Gerais, depois de ser reformulado.
Até amanhã, 12 instrutores novatos participam da capacitação que acontece em Belo Horizonte. Os veteranos, 55 restantes, serão treinados a partir de 17 de setembro, e depois em dois grupos no mês de outubro, fechando assim a formação dos instrutores, capacitadores de Libras que servem as escolas da rede pública de ensino de Minas Gerais.
Este novo curso, novidade na área de capacitação ofertada pela Secretaria de Estado de Educação, deverá ser oferecido de forma contínua, e a previsão é que, até fevereiro de 2013, todos os 1,2 mil professores que atuam como intérpretes no estado, tenham o material atualizado em mãos.
Segundo a professora intérprete de Libras, Dayse Garcia Miranda, do Centro de Capacitação e Atendimento aos Profissionais da Educação na Área da Surdez (CAS) de Belo Horizonte, o novo curso foi criado para tentar sanar uma defasagem que o material anteriormente utilizado causava.
A professora explicou ainda que, “o método utilizado anteriormente, não permitia que o aluno extrapolasse o uso da língua fora da sala de aula, do contexto formal, padrão da língua. Este novo curso é baseado na concepção sociointeracionista. O que almejamos é possibilitar uma comunicação dialógica entre aluno e professor.O estudante com deficiência auditiva deixará de ser um mero receptor para ser também um emissor”, contou a professora intérprete, explicando que a reformulação se assemelha ao ensino de idiomas. A ideia do novo curso é permitir que o aluno da rede estadual de ensino seja usuário da língua nos mais diversos contextos sociais.

Conforme explicou a diretora de Educação Especial da Secretaria, o grupo que participa desta capacitação que irá acontecer em Belo Horizonte até o final desta semana é o primeiro de outros existentes no estado a ser treinado. Segundo ela, o novo material didático já estará disponível para os professores intérpretes de Libras nas escolas até fevereiro de 2013.
A importância de bem diagnosticar e atender estudantes com disfunção neuromotora e autismo
Autismo, Síndrome de Asperger, Esquizofrenia infantil são alguns dos assuntos presentes também ao longo de toda esta semana na capacitação. Como lidar com transtornos de hiperatividade associado á deficiência intelectual é uma das abordagens explanadas pela palestrante do encontro, Maria Luiza Passos, integrante da equipe da Diretoria de Educação Especial lembrou aos educadores que é de extrema importância que os professores saibam abordar da forma adequada o comportamento diferenciado da criança com os pais. “Uma vez que for diagnosticado qualquer tipo de anomalia comportamental, os pais devem ser chamados e reportados de forma resguardada, com respeito. Quem mais sofre com as conseqüências destas disfunções são os pais que desde a primeira infância lidam com as dificuldades dos filhos”, alertou Ana Luiza aos educadores durante palestra.
Mãe de uma criança portadora de Síndrome de Down, Cristina Lúcia Barbosa, reportou recentemente à Secretaria de Estado de Educação o impacto positivo que o trabalho da professora regente, Maria Aparecida, da Escola Estadual Assis da Chaga, está causando na vida do filho Arthur Barbosa, de 9 anos, que cursa o 4º ano do Ensino Fundamental. Segundo ela, “ao longo destes quatro anos que meu filho está na escola pude perceber que seu desenvolvimento intelectual se tornou visivelmente melhor depois de ter migrado para a classe da professora ‘Cida’. Ela atua de forma séria e ao mesmo tempo carinhosa. Conseguiu realizar o que eu achava impossível que é torná-lo capaz de ler”, concluiu a mãe.
Para o fonoaudiólogo e professor da Escola Estadual Helena Antipoff, de Divinópolis, Ricardo Maquiné, este encontro promovido pela Diretoria Educação Especial tem como objetivo proporcionar aos professores o conhecimento e o aprofundamento sobre as ferramentas que existem para a Comunicação Alternativa Aumentativa (CAA) de estudantes que necessitam de aparatos especiais para se expressarem, e, consequentemente, desenvolverem vida social. “Existem alunos matriculados em escolas comuns, que não falam e nem escrevem. E precisamos estar preparados para lidar da melhor forma com esta situação, usando recursos pedagógicos de baixa e alta tecnologia, que vão desde o uso de pictogramas, que ensinam crianças a estruturarem atividades rotineiras, como escovar os dentes e se alimentar, até softwares mais sofisticados que atendem, por exemplo, alunos com paralisia cerebral (lesão que compromete funções sistema nervoso central por falta de oxigenação)”, explicou.

Folheando o material fornecido aos professores pela Secretaria de Estado de Educação, Maquiné mostrou os recursos pedagógicos acessíveis, como materiais que podem ser adaptados, como o lápis engrossado para aqueles que possuem algum tipo de limitação na coordenação motora. “Existem outras tecnologias assistidas como teclado de colméia, mouse adaptado ou até mesmo telas interativas que faz leitura dos olhos por varredura para aqueles que possuem paralisia”, completou o fonoaudiólogo.
Cursos oferecidos pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais
A Secretaria de Estado de Educação oferece ainda curso básico na área de deficiência visual, destinado aos professores de sala de recursos, com 120 horas de carga horária. “Sistema Braille”, “Alfabetização e letramento para alunos com deficiência visual”, “Orientação e mobilidade”, “Baixa visão”, “Sorobã” (ábaco japonês para cegos) e código matemático são as cursos de capacitação oferecidos para essa área.
Professores interessados nas formações voltadas para deficiência auditiva encontram disponíveis cursos básicos de libras, Português como segunda Língua, Alfabetização e Letramento para alunos com surdez, Formação de Instrutores de Libras e Formação de Intérpretes Educacionais.
Além de especialização em “Educação Inclusiva”, voltada para Deficiência Intelectual, e “Comunicação Suplementar Alternativa” voltada para autismo.

https://www.educacao.mg.gov.br/imprensa/noticias/3455-comunicacao-alternativa-e-tema-de-capacitacao-para-professores-de-todo-o-estado-

domingo, 14 de outubro de 2012

Parceria Em Prol das Pessoas Autistas de MG




Autismo, eu me Importo e você??


O Instituto Superação, as amigas da Cão  Amigo, firmaram parceria visando ampliar a possibilidade de atendimentos em Prol das Pessoas Autistas. 



Ontem dia 13 de outubro tivemos um excelente encontro na Sede do Nosso Parceiro Sindieletro onde pudemos acertar novas propostas para atender nosso Amigos Autistas.

Contamos também com a presença da Musicoterapeuta Marina, que também deixou uma grande contribuição, fortalecendo nosso movimento.

Obrigado a todos vocês nossos amigos e parceiros.






Seja Você Também nosso parceiro.
Contato:  isuperacao@yahoo.com.br

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Centro Especializado para Pessoas Autistas em Manaus





Espaço destinado para tratamento de autistas será inaugurado em Manaus

Três órgãos municipais vão prestar serviços no local.


Semasdh estima que mais de 20 mil pessoas sejam autistas em Manaus.Comente agora

Local será destinado para atender autistas em Manaus 

O Centro Municipal de Atenção Integrada ao Autismo será entregue à população nesta quinta (11) e pretende ser um local de atendimento a pessoas que sofrem desta disfunção. Localizado na rua Sapeaçu, no bairro Alvorada II, Zona Centro-Oeste de Manaus, o espaço coloca a capital amazonense como a terceira do país a adotar políticas públicas específicas para atender em tempo precoce, os nascidos com essa deficiência e os demais já diagnosticados.
saiba mais

Trabalhos voltados para desenvolvimento global e multidisciplinar do autista, aprimorando habilitação, reabilitação, potencialização das habilidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários serão as atividades desenvolvidas pelos três órgãos municipais que estarão presentes no centro: de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Educação (Semed) e Saúde (Semsa).

O Centro Municipal vai atender crianças entre 14 meses de idade a 14 anos. A intervenção terá procedimentos específicos para dar prioridade para a habilitação, reabilitação, potencialização das habilidades e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. As crianças terão atendimento com neurologista (neuro infantil e adulto), psiquiatra, fonoaudiologista, odontologia, fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição e enfermagem. E atividades de natação, prática desportiva, informática, arteterapia, brinquedoteca, musicoterapia, hidroterapia e circuito psicomotor.
Dados da Semasdh apontam que existem cerca de 20 mil autistas em Manaus, porém, segundo a titular da pasta, Mônica Melo, o número pode ser bem maior devido à quantidade de pessoas que não buscam tratamento.

http://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2012/10/espaco-destinado-para-tratamento-de-autistas-sera-inaugurado-em-manaus.html

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Evento Superação em Outubro 2012 Autismo





Pessoal Sábado teremos 2 Palestras sobre autismo.


Autismo e Musicoterapia


Autismo e Cinoterapia



Você não pode perder.

Rua Mucuri, 271 Floresta BH 

Pròximo ao Viaduto Francisco Sales

14 Horas

Autismo eu me importo e você??

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Governo de Minas propõe políticas públicas voltadas para o atendimento ao autista


Postagens no Facebook aproximaram o secretário de Estado de Saúde, Antônio Jorge de Souza Marques, de familiares e amigos de pessoas com portadoras de Autismo. Trata-se de uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento do indivíduo. 
Nesse encontro, realizado na Cidade Administrativa de Minas Gerais, onde vieram a convite do secretário, as lideranças deram o primeiro passo no sentido de se criar uma política pública, voltada para a qualificação do distúrbio, tratamento e formas de atendimento. 
Entre as propostas apresentadas pelo secretário, o destaque é a preparação da Rede de Atenção à Saúde para receber e os autistas. “Vamos criar, também, um convênio de apoio técnico financeiro para a contratação de especialistas”, adiantou o secretário. Antônio Jorge propôs, ainda, a criação de um Curso de Gestão Clínica em Autismo, voltado para a capacitação de professores e trabalhadores da Saúde. “O curso, que será transmitido pelo Canal Minas Saúde para todas as unidades de Saúde no Estado, terá como proposta a capacitar todos os profissionais, com o consequente alinhamento conceitual sobre a doença”, finalizou.
O representante do Instituto Superação, que reúne pais e pessoas ligadas a pacientes autistas, Maurício Moreira, garantiu que as maiores dificuldades estão no tratamento da doença. “Trabalhamos atualmente com 200 famílias na capital e 250 em Governador Valadares. Participamos de várias audiências públicas para a mudança da forma de atendimento, pois os autistas são capazes; só precisam ser tratados adequadamente. Queremos dar a oportunidade de interação dessas pessoas com a sociedade, possibilitando o desenvolvimento de habilidades para inseri-los no mercado de trabalho”, explicou.
O coordenador do Laboratório de Musicoterapia da Escola de Música da UFMG, Renato Sampaio, fez uma avaliação positiva da reunião. “O resultado da reunião superou a expectativa dos participantes. Ficamos surpresos com as propostas apresentadas pelo Secretário. A criação de políticas públicas para o autismo representa uma conquista para os portadores da doença e esperança para a resolução dos problemas enfrentados por eles. A amplitude do que foi apresentado foi além do que o grupo esperava”, finalizou emocionado. 
Ceila Reis, de Poços de Caldas, mãe de adolescentes autistas, acredita que o maior problema ainda é o diagnóstico tardio da doença. “Tenho dois filhos adolescentes e convivo com as dificuldades de inserção social dos meus filhos, devido ao diagnóstico tardio. É preciso identificar a doença no início da infância. A criança responde melhor ao tratamento e, consequentemente, desenvolverá com mais facilidade a sua funcionalidade”, enfatizou.
Uma nova reunião, com todos os representantes foi agendada para o próximo mês. O objetivo é dar continuidade às discussões sobre o assunto e analisar o andamento das propostas definidas. 
Participaram, também, da reunião, Marcílio Dias Magalhães, superintendente de Redes de Atenção à Saúde SES/MG; Mônica Farina, coordenadora da Coordenação de Apoio à Pessoa com Deficiência (Casped); Marta Lopes, Assessora de Gabinete; Denise Martins Ferreira, representante do Instituto Superação, e Juliana Chiari, diretora da Coordenadoria Especial de Apoio e Assistência à Pessoa com Deficiência (Caad), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Parceria SESMG & Superação

Hoje em um importante encontro o Instituto Superação,  firma parceria com Secretária do Estado de Saúde de MG, para melhorias na Atenção da Pessoas Autistas de MG.
MG criará projeto pioneiro no País.
A Família Autista de MG agradece.






domingo, 30 de setembro de 2012

Campanha Instituto Superação






 Estamos iniciando uma Nova Campanha para divulgação do Autismo.
 A Cada Doação que Você realizar para o Instituto Superação.
 Será revertida nas Campanhas e Eventos de Conscientização.

Instituto Superação Doações de 10 a 15 reais, você receberá 2 a 4 canetas e ou chaveiros de um bonequinho(a) com disseres sobre Autismo. A partir de 15 reais receberá uma camisa, sobre autismo. Participe de nossa Campanha para conscientização do Autismo.
 Autismo o Brasil precisa conhecer!!!!!!!!!!!!
Para maiores informações
isuperacao@yahoo.com.br
Deposito:
Banco do Brasil ag. 1630-6 conta corrente: 26330-3

A Esata Express apoia está tão importante causa!!!!!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Noticia Camara Municipal de Juiz de Fora _ Autismo


Projeto assegura atendimento especial para autistas

      A proteção à pessoa portadora de autismo por meio de mecanismos legais que permitam o seu acesso a tratamento especializado na rede pública de saúde é buscada em projeto de lei que institui uma política municipal direcionada a essa parcela da população. Os recursos serão provenientes do SUS. Para executar a proposta, o Poder Público poderá firmar contrato ou convênio com pessoas jurídicas de direito privado. A matéria começa a tramitar pelas comissões técnicas da Câmara. 
        Entre as atribuições do Poder Público, está a garantia de um centro de reabilitação, próprio ou conveniado, com uma equipe mínima integrada por neurologista, psiquiatra, clínico, pediatra, psicólogo comportamental, fonoaudiólogo, assistente social, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, pedagogo e musicoterapeuta.
As diretrizes são traçadas a partir da intersetorialidade no desenvolvimento das ações e no atendimento ao autista. A participação da comunidade na formulação das políticas é defendida, assim como o controle social da implantação, acompanhamento e avaliação do projeto. A intenção é assegurar ampla assistência, o que envolve diagnóstico precoce, atendimento multiprofissional, acesso a medicamentos e nutrientes.
A inclusão é um dos principais pontos do dispositivo. O projeto prevê a inserção dos estudantes nas classes comuns de ensino regular, se necessário com direito a acompanhante especializado, além de atendimento educacional especializado gratuito. O estímulo à inserção no mercado de trabalho também é considerado importante.
A formação de recursos humanos para prestação de assistência a esse público é outra preocupação do projeto. Isso implica no preparo dos pais e responsáveis, assim como de profissionais especializados. O servidor público municipal, que tenha sob sua responsabilidade cônjuge, filho ou dependente com deficiência, terá direito a horário especial de trabalho, a ser definido em entendimento com a Prefeitura e o Sindicato representante da categoria a qual pertença. Outra frente de trabalho será aberta por meio de pesquisa científica, com prioridade para estudos epidemiológicos capazes de dimensionar o problema.