sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Após 12 anos, pais ouvem filho surdo e com autismo dizer ‘mamã’ e ‘papá’




 

 

 

 

 

Centro Especializado em Reabilitação de São Bernardo auxilia na recuperação de menino, que hoje estuda em escola regular e aprende Libras

Os pais de Yuri Mendes de Souza tiveram de esperar 12 anos até conseguir ouvir o filho dizer pela primeira vez as palavras “mamã” e “papá”. Como sequela do medicamento que tomou para tratamento renal, ainda bebê, Yuri ficou surdo. Mais tarde viria o diagnóstico de autismo.
Yuri, hoje com 13 anos, está matriculado na Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Arlindo Miguel Teixeira, no Alvarenga, e é atendido pelo Centro Especializado em Reabilitação (CER) de São Bernardo, no Jardim Hollywood. “Nunca imaginei que um dia ele iria dizer mamã. Chorei de alegria”, diz a mãe do garoto, Maria Rita da Silva Santos.
A família, que é natural do município de Rio do Pires (Bahia), veio para São Paulo em 2003 para dar continuidade ao tratamento renal de Yuri. Já o diagnóstico de deficiência auditiva de grau severo foi feito quando o menino tinha apenas um ano. “Notamos que havia algo errado, pois não conseguíamos nos comunicar. Mesmo assim, não me desesperei, pois tinha fé que iríamos superar isso”, afirma a mãe.
Foi depois da mudança da família para São Bernardo, em 2005, que uma psiquiatra da rede municipal de saúde encaminhou Yuri para o CER. Maria Rita lembra que, até então, o menino era um pouco agressivo por conta da dificuldade de se comunicar com a família, além de não conseguir se socializar.
Com as consultas semanais com a equipe interdisciplinar do CER – formada por fonoaudióloga e psicóloga –, Yuri apresentou melhoras em diversos aspectos, principalmente na socialização e na comunicação. “Ele precisava se reconhecer como pessoa que tem deficiência auditiva para que pudéssemos ajudá-lo a desenvolver a questão da socialização”, afirma a psicóloga Gilmara Castro.
Yuri faz parte de um grupo de 55 pacientes encaminhados pelo CER para escolas, cursos profissionalizantes ou mesmo o mercado de trabalho. “Nosso objetivo é mostrar que esses pacientes têm condições de estudar e trabalhar. Para que isso ocorra, o apoio da família é muito importante”, destaca a psicóloga.
Gilmara lembra que, paralelamente ao atendimento aos pacientes, também é oferecida assistência aos familiares, que são estimulados a participar de grupos de discussão para que possam trocar experiências sobre os cuidados com os filhos. “Em muitos casos, os pais estão fragilizados e acreditam que os filhos não terão capacidade de ter uma vida. Esses grupos, junto com o acompanhamento terapêutico, acabam mostrando o contrário”, garante.
O CER realiza diagnóstico, avaliação, orientação, estimulação precoce e atendimento especializado em reabilitação para pessoas com deficiência física, intelectual, visual e auditiva. O atendimento é realizado por equipe de 70 profissionais que realizam, em média, 4.400 atendimentos mensais, envolvendo 720 pacientes em reabilitação. Os pacientes são encaminhados para a unidade a partir da rede municipal de saúde.
Busca de vitórias - A mãe lembra ainda que a família participou de aulas de Libras oferecidas pela Prefeitura de São Bernardo, o que ajudou na comunicação com o filho. “Antes a gente tentava se comunicar, mas se não entendíamos o que ele queria nos dizer, o Yuri se estressava. Isso não ocorre mais”, diz.
Aluno em uma escola regular da rede municipal de ensino, Yuri conta com uma intérprete de Libras para auxiliá-lo em sala de aula. “Sem contar que ele causou uma revolução na escola. Agora há placas com indicações em Libras e os demais alunos o auxiliam. Ao invés de excluí-lo, eles o incluíram”, frisa Maria Rita.
A mãe relata que nunca viu a deficiência do filho como um problema, mas sim como uma forma de buscar vitórias para o desenvolvimento dele. “Acredito muito no Yuri e tenho fé que ele vai conseguir estudar e que, cada vez mais, conquistará sua independência.”

http://www.abcdoabc.com.br/sao-bernardo/noticia/apos-12-anos-pais-ouvem-filho-surdo-autismo-dizer-mama-papa-33297

 

 

 

 

Incrível! Jovens com Síndrome de Down gerenciam um hotel inteiro na Itália

Albergo Etico é um hotel de três estrelas na província de Asti, na Itália. O local por si só já é bem interessante. São 60 camas distribuídas em 26 quartos, restaurante para 50 pessoas, um bonito jardim e até um espaço de coworking aberto para clientes e moradores da cidade.

Mas um outro detalhe faz a diferença por aqui: o hotel é atendido e gerenciado por jovens com Síndrome de Down

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O projeto todo é uma iniciativa da Associação Albergo Etico, que desde 2006 luta pela inclusão de pessoas com a síndrome no mercado de trabalho. O objetivo é a conquista de autonomia, para que os portadores aprendam a viver sozinhos, controlar suas contas e trabalhar em grupo.
Já esse empreendimento, especificamente, foi inspirado em Nicolás – um garoto com Síndrome de Down que fez estágio em um restaurante. A transformação causada por essa experiência foi enorme. Tanto que surgiu a ideia de criar um estabelecimento totalmente gerenciado por participantes da associação.

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 http://awebic.com/democracia/jovens-com-sindrome-de-down-surpreendem-na-italia-se-voce-e-contra-o-preconceito-veja-isso/

Primeira professora com Síndrome de Down recebe prêmio de educação

Além de ensinar, Débora Seabra também é defensora da inclusão em escolas regulares

30 de Outubro de 2015
 

 Há 10 anos, Débora Seabra, 34 anos, trabalha como professora na Escola Doméstica, instituição de ensino particular, que fica em Natal, no Rio Grande do Norte. A diferença entre ela e os outros docentes da instituição? Débora tem Síndrome de Down.

Nesta terça-feira (27), a professora potiguar foi homenageada com o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015, que é organizado pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e elege, anualmente, três pessoas consideradas destaques na área de educação do país.

Da infância ao curso de magistério, Débora estudou em escolas regulares, o que a tornou uma defensora da inclusão de pessoas com Síndrome de Down nessas instituições de ensino. Essa luta por oportunidades semelhantes às que teve durante sua formação fez com que a educadora se tornasse uma referência e fosse indicada ao prêmio.

Além de ser a primeira professora do Brasil com Síndrome de Down, a potiguar integra um grupo de teatro e lançou recentemente um livro chamado “Débora conta Histórias”, que reúne fábulas infantis com mensagens de apoio ao direito de ser diferente. Débora também roda o Brasil e outros países, como Portugal, dando palestras sobre o combate ao preconceito.
Atualmente, o Brasil conta com cerca de 300 mil cidadãos com Síndrome de Down. No entanto, segundo a Federação Brasileira de Associações de Síndrome de Down, apenas 60 delas iniciam cursos profissionalizantes por ano.
 
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2015/10/30/1133136/primeira-professora-sindrome-down-recebe-premio-educacao.html 

Alfabetização – métodos inovadores e inclusivos

A equipe do Programa Especial esteve na Escola Dora Alonso, em Havana, para saber sobre o trabalho que realizam com as crianças.





A diretora da escola, Laude Cruz Camejo, fala o objetivo e os métodos utilizados: 
“O objetivo fundamental de nossa escola é realizar um estímulo precoce das crianças, com o objetivo de prepará-las para alcançar a inclusão educativa em outros contextos educativos. Seja dentro da educação regular, do ensino geral, ou da educação especial. No trabalho da escola, utilizamos alguns métodos, tais como o método de leitura global para a aprendizagem da leitura e da escrita. Estamos usando este método com um grupo de crianças e é dividido em diversas etapas. Primeiro imagem com imagem. Posteriormente, outra etapa é a associação da imagem com a palavra. E, posteriormente, a leitura global da palavra.”

Já a professora Laura Alvarez fala também dá o seu depoimento:
“Na primeira etapa, fazemos as coisas junto com a criança. Depois vamos tirando a ajuda, já não seguramos a mão toda, só colocamos os dedos aqui, como guia, para que a criança consiga fazer. E depois simplesmente mostramos a atividade que a criança vai realizar e a criança, compreendendo os códigos visuais, realiza a atividade.”

No quadro dica sobre a terapia cognitiva comportamental, que trabalha tanto a parte cognitiva quanto a parte comportamental das crianças com autismo. A psicóloga Roberta Marcello falou sobre essa terapia:
“Se a criança tem alguma fobia, algum medo, alguma dificuldade social, a gente vai trabalhar em cima dessa dificuldade. Então, se ela tem uma ansiedade para entrar na escola, a gente vai trabalhar essa ansiedade, ensinando técnicas de relaxamento, ensinando a criança a perceber o que a deixa ansiosa e a controlar esses pensamentos. Então, a gente está sempre trabalhando com esse foco e esse objetivo para minimizar esses sintomas e essas reações que causam ansiedade que acabam atrapalhando a criança no seu desenvolvimento.”


http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/alfabetizacao-metodos-inovadores-e-inclusivos



Dez Razões para Adultos buscarem seu diagnóstico de síndrome de Asperger.


Como explica o Grupo Asperger Brasil:

Síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo de alto funcionamento que só se tornou um diagnóstico “oficial” em 1994. Isso significa que muitos adultos com SA nunca foram diagnosticados.
O diagnóstico pode fornecer um quadro para organizar-se e a compreender e aprender sobre os desafios comportamentais e emocionais que talvez parecessem inexplicáveis até este momento. Isso pode diminuir a vergonha, levar a um maior senso de comum e iniciar o processo de aprender a viver mais adaptativamente com o cérebro de um Asperger. Pode também servir ajuda em outros aspectos da sua vida e a compreende-lo e responder de forma diferente.

1. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho da sua carreira.

Você parece nunca conseguir um emprego que reflete suas habilidades, mesmo que todas as credenciais são ótimas no papel. Ou você está preterido em promoções regularmente, porque você simplesmente não entende a política do escritório. O problema pode ser SA.

2. Síndrome de Asperger pode ficar no caminho do começo das suas amizades

Você tem dificuldade de fazer e / ou manter amigos, e não sabe porquê. Ou seus amigos estão interessados apenas em você quando você está envolvido em uma atividade que você compartilha, mas você não constroem uma relação pessoal. O problema pode ser SA.
3. Síndrome de Asperger pode ser a razão Você ser “Obsessivo” em determinados temas
Você foi chamado de “obsessivo” ou “fanático”, mas você sente que está muito interessado em apenas um tópico incrivelmente fascinante. Você gostaria de descobrir se você está certo ou errado, e fazer uma boa decisão sobre a possibilidade de tentar expandir os seus interesses. Seria útil saber se você tem como.
4. Síndrome de Asperger pode dificultar Seu Estilo e vida Social
Festas e eventos sociais são uma ótima maneira de conhecer pessoas e elas podem ser essenciais para os negócios, namorar, e até mesmo um casamento feliz. Mas se você não sabe onde ficar, como entrar em uma conversação, o que vestir ou se você está falando muito alto, você pode precisar de ajuda e apoio para participar e se divertir. E o problema pode ser SA.
5. Síndrome de Asperger pode dificultar seu Romance
Você conheceu alguém especial. Você está interessado em fazer investir em um relacionamento. E Agora? Namorar é difícil para qualquer um, mas se você tem SA namorar pode ser completamente desconcertante. Precisa de ajuda? Pode ser necessário começar com um diagnóstico AS.
6. Síndrome de Asperger poderia ser a razão Você é ter algum tipo de fobia
Você fica facilmente “esmagada(o)” a qualquer momento quando há muito estímulos sensoriais – mesmo no shopping, ou supermercado, ou em um evento esportivo. E você gostaria muito de fazer parte e de sentir-se confortável nessas atividades comuns. O problema pode ser SA, e uma parte da solução pode ser conseguir o diagnóstico.
7. Síndrome de Asperger pode estar tornando ou lhe afetando na escola (Faculdade).
Se você tem síndrome de Asperger, você pode ser um pensador visual em um mundo verbal.Com um diagnóstico SA você pode obter a ajuda e as acomodações que você precisa para concluir os cursos, testes e entrevistas para obter o trabalho que você deseja.
8. Síndrome de Asperger pode ser um problema em uma relação importante
Alguém de quem gosta sugeriu que você pode ter Síndrome de Asperger, e eles apontam para certos comportamentos que os “deixam louco”. Eles gostariam que você obtivesse uma opinião profissional e, de preferência, alguma ajuda. Poderiam estar certo? Somente um profissional experiente pode dizer se você tem como.

9. Um diagnóstico de Síndrome de Asperger pode ser a chave para obtenção de serviços que você precisa

Se você tem síndrome de Asperger, você pode ter encontrado problemas em toda a sua vida.Você pode ser isolado, com pouco dinheiro, ou mesmo na necessidade de uma melhor habitação. Um diagnóstico de SA pode qualificá-lo para uma variedade de serviços e benefícios federal.

10. Um diagnóstico da síndrome de Asperger pode abrir novas portas para amizades e ajuda de grupos ou comunidades

Você tem se sentido “diferente” a sua vida inteira. Agora, você está esperando para encontrar uma comunidade de pessoas que recebem quem você é, como você pensa, e até mesmo como você se sente. Um diagnóstico de SA pode dar-lhe o empurrão que você precisa para entrar em contato com grupos de apoio do autismo e se conectar com essa comunidade.


https://www.facebook.com/notes/grupo-asperger-brasil/top-10-dez-raz%C3%B5es-para-adultos-buscarem-seu-diagn%C3%B3stico-de-s%C3%ADndrome-de-asperger/319332638160800

Sinep aciona Justiça para impedir que diretores sejam presos

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=8761761901282566695#editor/target=post;postID=3090958975693343076

O Sindicato das Escolas Particulares vai impetrar um habeas corpus para garantir que os profissionais não sejam presos caso recusem matrículas de crianças com deficiência em suas instituições

PUBLICADO EM 28/10/15 - 17h03
O Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG) irá entrar com um habeas corpus preventivo contra possíveis prisões de diretores de escolas particulares que não aceitarem matrículas de alunos com deficiência no Estado.
O Sinep-MG vai impetrar a ação às 15h desta quinta-feira (29) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais.
O motivo do habeas corpus é garantir que não haja prisões, já que a alteração do artigo 8 da lei federal 7.853/89 pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência prevê pena de reclusão de 1 a 4 anos para quem recusar, sem justa causa, inscrição em estabelecimentos de ensino por causa de deficiência.
A questão veio à tona após, no início deste mês, um promotor de Justiça e pai de uma criança de 10 anos dar voz de prisão ao diretor da instituição que recusou matricular o seu filho.
"Nós sentimos que as pessoas estão confundindo a situação do Estatuto da Pessoa com Deficiência que entra em vigor a partir de janeiro do ano que vem. Decidimos impetrar esse habeas corpus para dar segurança a estes diretores e profissionais, e para que eles possam trabalhar com tranquilidade", explica o presidente do Sinep-MG, Emiro Barbini.
"Nós não somos contra a inclusão dos alunos com necessidades especiais, o que causa estranheza é a forma de, por força de lei, ter que se incluir casos de deficiência nas escolas de qualquer forma e em qualquer grau. Por isso eu aconselho que os pais e as famílias que tem portadores de deficiência procurem a escola antes e veja se a instituição tem condições físicas e materiais de atender aquele aluno", diz ainda.
Ele acredita que em alguns casos mais sérios de necessidades especiais, a inclusão "forçada" do aluno na escola pode prejudicar a criança. "Temos escolas regulares que não têm condições de atender a estes casos mais graves. Não dá pra fazer uma inclusão irresponsável, porque este aluno vai acabar sendo prejudicado, não vai interagir com os colegas. Na hora de formar grupos ou se encaixar em equipes de esporte, por exemplo, ele vai se sentir muito diferente, discriminado. Então, os pais tem que procurar escolas mais adequadas onde o projeto pedagógico possa fazer com que esse aluno acompanhe as atividades", pontua.

"Escolas tem que investir em estrutura"

Para o presidente do Instituto Superação, associação que dá assistência e orientação a familiares de pessoas com autismo, Maurício Moreira, a ação é inconstitucional. "E além de inconstitucional, é preconceituosa e discriminatória. A escola privada está sob as mesmas regras das escolas públicas, apesar de se tratar como empresa, como se tivesse vendendo um produto. O direito legal do aluno  é estudar na instituição mais próxima a sua casa, e escola nenhuma pode impedir isso, mesmo que ele não tenha passado em testes seletivos da instituição", explica.
"O acesso a escola é um direito de todos, com deficiência ou não. E não são as escolas que determinam isso, é lei. É um absurdo ver esse tipo de coisa em um momento onde a sociedade não admite mais esse tipo de separação", diz, ainda. Maurício tem dois filhos autistas matriculados em escolas públicas da capital.
"O significado de inclusão é tirar barreiras, obstáculos, e não somos nós que vamos determinar se a criança vai conseguir seguir os colegas ou não. A nossa obrigação é garantir o acesso. Se a escola não tem a estrutura para atender essa demanda, ela tem que criar, como as escolas públicas têm feito. Se a escola não tem esse acesso aos alunos com deficiência e profissionais capacitados para atendê-los, ela vai ter que investir nisso. Se ela quer prevalecer como instituição de ensino, ela tem que seguir as regras e se estruturar", defende.

http://www.otempo.com.br/cidades/sinep-aciona-justi%C3%A7a-para-impedir-que-diretores-sejam-presos-1.1152274 




Lei proíbe cobrança de taxa extra a alunos com deficiência

Instituições de ensino devem estar preparadas para receber pessoas com necessidades especiais. Pais declaram que valor adicional chegava ao preço de nova mensalidade 

Marôa Pozzebom, da Agência Brasília
1 de Abril de 2013 - 19:50 


Lei proíbe cobrança de taxa extra a alunos com deficiência
Escolas particulares do Distrito Federal estão proibidas de cobrar taxas extras na mensalidade de alunos que tenham síndrome de Down, autismo ou alguma deficiência mental. Segundo a nova lei sancionada pelo governador Agnelo Queiroz, o objetivo é "garantir o ingresso ou permanência do estudante em instituições de ensino" e que "as escolas devem estar preparadas para receber o aluno especial, dispondo de corpo docente qualificado para tal, com vistas a atender todas as necessidades do aluno especial, sem que isso implique gastos extras para o aluno especial".

A novidade foi comemorada pela mãe e médica pediatra Gislene Capitani, 50 anos, que, no ato da matrícula da sua filha Lorena Capitani, 8, surpreendeu-se com a exigência da escola. "Eles queriam que eu pagasse uma tutora/pedagoga para acompanhar as atividades dela durante as aulas. Não aceitei e argumentei com a recomendação do Ministério Público, do ano passado, antes mesmo de a lei ser sancionada", destacou.

Ela lembra que a lei, do último dia 26 de março, vai ao encontro da Política Nacional de Educação Especial. Lançada pelo Ministério da Educação em 2008, prevê que escolas públicas e privadas garantam o acesso e a permanência de estudantes com deficiências físicas ou síndromes e que cabe aos sistemas de ensino disponibilizar instrutor, intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), para surdos, bem como monitor ou cuidador dos alunos com necessidade de apoio nas atividades de higiene, alimentação, locomoção, entre outras, que exijam auxílio constante no cotidiano escolar.

"A inclusão é um direito. Cobrar taxas para acolher estudantes com deficiência é anticonstitucional e uma forma de discriminação e preconceito. Precisamos ter turmas reduzidas e professores qualificados para educar essas crianças", defendeu Gislene.

Um estudo feito pela Promotoria de Defesa da Educação do Ministério Público apontou que a cobrança variava de colégio para colégio. "Algumas escolas cobravam mensalidade dobrada, outras cobravam uma taxa na matrícula", explica a promotora Márcia Pereira da Rocha. "Havia, ainda, as que diziam aos pais para contratarem um profissional para acompanhar o filho e as que davam a entender que era melhor a família procurar outra instituição", completou.

No ano passado, o MP recomentou que as escolas particulares deixassem de cobrar a taxa afirmando que qualquer custo adicional por conta de serviço de apoio especializado a esses alunos deve integrar a planilha de custos do colégio.

O Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinep) afirma que a medida pesará no bolso. "As escolas não têm condições de arcar com esse gasto. A única solução é o aumento das mensalidades, o que pode provocar evasão de alunos", afirmou o advogado da entidade, Henrique Mello Franco. O aumento, porém, só chegaria aos pais no próximo ano. "A lei surgiu no meio do ano letivo. Os contratos de 2013 estão feitos, e a Constituição garante que nenhuma lei tem efeito retroativo", explicou.

 http://www.df.gov.br/noticias/item/5669-lei-pro%C3%ADbe-cobran%C3%A7a-taxa-extra-a-alunos-com-defici%C3%AAncia.html